Uma flor em Charleston

Houve há alguns meses nos EUA um atentado em uma igreja de maioria negra. Acho que o fato não foi tão noticiado no Brasil. Estas coisas são terríveis mas vão criando uma triste familiaridade. É frequentemente mais um atentado.

Devido a questão étnica, o evento tomou viés bem mais racial do que religioso. De fato, não estava atirando em cristãos mais do que em negros. Terrível. Horror dos horrores. Mas tentando ignorar a dor e as imagens que produzo em minha mente, o que é difícil, venho falar sobre uma flor pequenina, nascida em meio ao asfalto e à correria. Um ponto ínfimo que relembra do poder da luz sobre as trevas.

Uma das reportagens que se seguiram ao ocorrido faz nota de que o atirador considerou desistir do ataque devido a forma como foi recebido naquela igreja.

Eis para mim o sinal da verdadeira resistência cristã frete o mal. O amor que constrange questões de natureza a princípio não-espirituais. A lógica que não simplesmente é contrária ao mundo mas é diversa.

“Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”

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