Uma Classificação para a Vontade de Deus

“Vontade, “de”, “Deus”. Ô combinaçãozinha de palavras complicada.

(continuação de A Nuvem sobre o Tabernáculo: direções para a vida)

Proponho aqui fatiar o elefante.

A vontade de Deus é uma coisa complicada sumariamente porque tem sido a pretensa justificativa para ações bem humanas e nada divinas. Os âmbitos são vários: desde decisões de “comer ou não um pão-de-queijo” a guerras horrendas que achávamos restritas a Idade Média.

Uma segunda razão para a dificuldade do tema é a dúvida que se apresenta diante de decisões importantes, aí já no âmbito pessoal, ex.: “devo ou não mudar de emprego; é da vontade de Deus?”. Neste caso, não apenas se deve dizer: sim, é da vontade dele ou não, não, não é. Antes disto deve-se responder: existe uma vontade específica para isto?

Uma classificação que pode ser útil e didática é a que ouvi uma vez do mais novo papai do Outras Fronteiras. São as chamadas três vontades de Deus.

Vontade no. 1:  A vontade soberana. Certas coisas que seriam inalteráveis, independente da ação de quem for. Seriam coisas como a volta de Cristo e outras profecias bíblicas. Pode-se argumentar que certas coisas são apenas sabidas previamente por Deus e não é que sejam da sua vontade, mas, seja como for, esta é uma classificação humana e admite-se aqui suas falhas.

Vontade no. 2: A vontade moral. Este ponto aqui é bastante claro, em sua medida. Estamos dizendo do que é geral, revelado na Bíblia. “Amar a Deus acima de todas as coisas…”, e por aí vai. Deus revelou esta vontade de forma inteligível não apenas na Bíblia mas por meio das coisas criadas. Por isso que é dito que mesmo aqueles que não tiveram contato com a Bíblia diretamente são indesculpáveis: Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis, “pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”.

Se por um lado podemos discutir em que medida a revelação é clara por meio da natureza e por meio da própria bíblia, para os que acreditam na Bíblia como a palavra de Deus podemos afirmar que eis ali um bom  excelente ponto de partida para a vontade de Deus.

Por fim, a mais polêmica e o sentido mais comumente pensado quando se pergunta “Qual é a vontade de Deus”. Com vocês….

Vontade no. 3: A vontade específica. Acho que o primeiro ponto aqui a esclarecer é que muito se duvida se há uma vontade específica para cada pessoa, e por específica entenda-se diferente de cada um e num nível de detalhe relativamente alto. Nesta seara encontraríamos perguntas como “devo namorar fulano…”, “com o que devo trabalhar…”, e outras dúvidas mais do que cruéis.

Pessoalmente, tendo a ser extremamente crítico com a possibilidade da vontade específica.  Muitas das dúvidas do nível 3 são extremamente esclarecidos a partir do nível 2. Isto é: a vontade moral de Deus guia ou serve de princípio para a vontade específica.

Vou terminando o post desta semana por aqui mas ele continua em nosso próximo encontro. Se você pensa diferente do que foi escrito ou tem algum ponto a acrescentar, fique livre para comentar!

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