Um Deus Selvagem

O vento sopra onde quer. Ele vem e vai! Num dia experimentamos o entusiasmo espiritual e em seguida passamos um mês vagando no deserto.

Um sentimento de abandono surge no coração vacilante. Será que eu me afastei ou Ele se afastou?

Um povo pecador e fraco, se relacionando com um Deus amoroso e surpreendente, porém, um Deus incontrolável.

Um Deus que nos amou primeiro (1 Jo 4:10) e que aguarda um posicionamento.

Quando leio Romanos 12, Efésios 4 e outros capítulos inspiradores, entendo que Deus quer uma ação, movimento da nossa parte. Deus não quer me ver em cima do muro, quer que eu me esforce para aperfeiçoar a salvação que Ele nos oferece. Não somente devo odiar o que é mal, mas me agarrar na prática das coisas boas.

Um Deus que nos permitiu impressionante intimidade quando nos enviou seu Santo Espírito, e fez de nós povo de Deus, templo e morada, propondo relacionamento livre e maduro.

Creio que os momentos de deserto devem ser utilizados para reflexão e oração, reafirmando posições diante de Deus, que mesmo calado e aparentemente distante tudo vê, sabe e ouve, e não podemos nos comportar como crianças mimadas, infantis e imaturas.

Sim, temos um Deus insondável, incontrolável, selvagem, que derrama sua infinita misericórdia no seu povo teimoso, pecador e mimado.

Obrigado Pai, por tamanho amor!

Cooperador de Cristo.

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