Um caminho de vida

Quando criança, o pequeno de caber em qualquer sonho. Por ter-se livre de história, desamarrado do mundo. Pronto pra viver. Quando o universo ainda dá tempo; não se faz velho demais para nenhuma janela. Em tudo, oportunidade e potência. E num ofício de ocupação por conjecturas, não faz mal redesenhar. Vale.

E então que na juventude, o vigor. De importar-se mais o fazer. Onde tudo é explosão. Quando se vive. Por querer acontecer, suspiro de agora. A escolha pelo que melhor se exibe aos olhos, pelo que mais capaz de encanto. E logo que seguido da primeira grisalhice, a administração. No maduro da continuidade. Quando se percebe carecer-se de manutenção, paciência. Fazendo raízes, o encontro de história.

Assim, a velhice. E eis o velho num conceito simples de quem olha para trás. Tendo um coração de falta e saudade. Do que se foi ou que não foi vivido. Floreando lembranças, roubando da memória algum tipo de vida ora fugidia. Respirando de novo o imediatismo, ainda que num sentido oposto da juventude – outrora pelos desejos acontecidos, agora pelos parcos dias.

E neste movimento, há quem roube a linearidade. De quem antecipa a velhice ou posterga a juventude. Porque de fato, os sintomas no corpo pouco dizem sobre idade…

3 comentários sobre “Um caminho de vida

  1. “A luz é agradável, é bom ver o sol. Por mais que um homem viva, deve desfrutar sua vida toda. Lembre-se, porém, dos dias de trevas, pois serão muitos. Tudo o que estar por vir não faz sentido.“ Eclesiastes 11:7,8

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