Ufa, e agora…?

Homem no alto da montanha, olhando para baixoVocê já sentiu como se tivesse finalmente chegado ao topo de uma montanha? Como se finalmente conseguisse concluir um grande desafio que há tempos lhe ocupava a mente? Pois é, vivencio esta experiência – realizei boa parte do que previa para este momento da minha vida no meu relacionamento com Deus. E agora…?

Uma vez ouvi a seguinte pergunta e é com ela que quero ilustrar a situação: Qual o melhor momento para um alpinista em uma escalada? Quando chega ao topo da montanha? Um deles disse em certa ocasião que não, muito pelo contrário. Quando chega no alto é a hora de descer e o processo de subida, sim, que representa a grande aventura, jamais a descida. Tendo a concordar com ele.

Ouvi também dizer em outra ocasião que é mais fácil ver Deus nos vales que nos picos. Tendo igualmente a concordar com a afirmação. Quando estamos no que consideramos baixo e ruim reconhecemos mais facilmente que necessitamos de Deus e temos mais anseio por sua presença. Quando não estamos no topo normalmente buscamos alcançá-lo. Este processo de busca seria como a subida do alpinista.

Sinto-me hoje como o alpinista que chegou ao topo da montanha. “E agora?”, penso comigo, “cheguei ao topo e só avisto um grande vazio diante dos meus olhos…”. É até contraditório, consegui finalmente voltar a me relacionar de maneira íntima e pessoal com o Pai e estou desanimado por não ter de lutar por isso.

Minha luta hoje é fazer desse desânimo uma fonte de reconhecimento da realidade. Os lugares altos são bons apenas por pouco tempo se não vigiarmos. Quem está de pé cuidado para que não caia, adverte-nos Paulo (ICo 10:12). Quero conseguir entender que não tenho Deus perfeitamente se não o busco constantemente e com base nisso almejá-lo sempre.

E você, tem vencido desafios? Tem encontrado Deus nos vales que a vida nos tras?

Forte abraço, até breve.

Rafael Santtos

Sobre Rafael Santtos

Rafael Santos, Belo Horizonte, 18 de abril de 1984, cristão desde 2012, sonhador, aventureiro, sanguíneo, exortador. E deseja dividir um pouco do que pensa através do Outras Fronteiras.

11 comentários sobre “Ufa, e agora…?

  1. A primeira!! :)
    É, a vida com Deus tem dessas coisas mesmo. Compreendo o que vc disse perfeitamente. Mas apesar de vc estar olhando e vendo um “vazio” por aí, olhe direito, em algum lugar aí tem um pico mais alto ainda pra ser escalado. A gente (a gente não, né, mas com a ajuda de Deus) vence vários obstáculos, cresce mto… Mas sempre haverá algo a aprender.

  2. Achei sensacional este seu texto! E acho que está aí o grande mistério do cristianismo. Mto, mto, mto relevante este post. Não devemos ir subindo, subindo, subindo. Pelo contrário, devemos descer, descer, descer até a profundidade de nosso ser. Na vida cristã o processo não é de ser cada vez mais santo, mas, sim, de conhecer cada vez mais a nossa insignificância, perversão e hipocrisia. Darei um conselho para vc e para todos os que lerem este post: Independente de onde esteja, DESÇA! Mas não desça um pouco, desça tudo o que puder. Vá até a profundidade do abismo do seu ser, é lá que nos entregamos a Deus. É lá que Deus transforma a nossa vida. É lá que aprendemos a viver retamente não pelas nossas próprias forças, mas pela transformação de Deus.

    Respondendo a sua pergunta tenho buscado ir sempre mais fundo, descendo, descendo, descendo. Quando leio a Bíblia vejo que esta é a forma de viver que Jesus e os apóstolos dizem.

    Mt5:3-4-> “Bem sucedidos os miseráveis de espírito, porque deles é o reino dos céus! Bem sucedidos os que choram, porque eles serão consolados!”
    2Co12:10-> “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”
    Mt9:12-13-> “Os que tem saúde não precisam de médico mas os doentes. Vão e aprendam o que significa: Eu quero misericóridia e não sacrifícios. Eu não vim chamar os que são justos, mas, sim, os desviados para o arrependimento.”
    Ec5:2-> “Não se precipite com a sua boca, nem o seu coração apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus. Deus está nos céus e você está na terra, portanto sejam poucas as suas palavras.”

  3. Ana, sempre, com certeza haverá algo a aprender. E quanto à imagem, é só para atrair o leitor e descansar a vista dele!
    Marcelo, o que você chama de subir eu chamei de descer no post. A idéia é a mesma. Esse ano consegui atingir um ponto mais profundo no meu relacionamento com Deus e, consequentemente, em mim mesmo. Muito bom os versículos, enriquecedores.

  4. teMÇo. furtou-me o até breve. very sad!
    acho que seu texto dialoga de alguma maneira com o do guilherme da bailarina. É interessante perceber que são os desafios que nos movem com Deus. Com a profundidade nos relacionamentos, no trabalho etc.. É estranho como o pico pode ser cume e vale ao mesmo tempo. Esforçamo-nos para alcançar o objetivo e quando chegamos só o que conseguimos concluir é que precisamos mais de Deus. Porque a distancia ainda permanece enorme. O texto foi pequeno mas de uma profundidade absurda…bacana Rafa. abraço

  5. Gostei demais do texto também. Engraçado porque eu estou atualmente insatisfeita com o meu relacionamento com Deus porque tenho tido dificuldades em acalmar o espírito para orar e ler a Bíblia, e você falou de uma insatisfação exatamente pelo motivo oposto. Isso é muito bom, a verdade é que não podemos nos acomodar jamais, nosso Pai merece o melhor que podemos dar! E, com certeza, você sabe disso, ainda tem muito mais Dele pra você conhecer, Rafa!!

    Marcelinho, eu concordo com o que você disse, mas acredito que o “descer” não é de fato incompatível com o processo de ser cada vez mais santo, que é uma instrução bíblica também, ao meu ver: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” (1Pedro 1:15-16)
    Creio que o reconhecimento da nossa incapacidade, que nos ajuda a viver em humildade e possibilitar a manifestação da força e poder de Deus na nossa fraqueza é um fator que auxilia na busca pela santidade.

    E eu acho que todo mundo já adotou o “até breve”, Gabana! Rs!

  6. Rafa, bom texto! Eu, pra falar verdade, estou sempre insatisfeito, acho que estou sempre longe do topo. O engraçado é que às vezes eu sinto que a distância deste cume diminui. Normalmente é quando estou meio mal com o Cara. Ai eu vejo que não foi a distãncia que diminuiu mas o meu padrão. Começo a me contentar com cada vez menos e isso é muito ruim!

  7. Realmente é mto fácil de nos acomodar, ficar no conforto… Essa é uma luta diária para mim, sair do conforto, em qualquer área da vida… afinal, só se sairmos do conforto é que cresceremos, só nessas ocasiões que precisaremos de ombros maiores para carregar novas responsabilidades e aprendermos ainda mais! Bom post.

  8. Gabriel, o até breve agora é nosso, de todo mundo do blog. aohaoiahoaihoaihao
    Fernanda, a boa obra vai estar completa mesmo só no dia de Jesus. Eu, nesses momentos, vejo que me perco em um ou outro desafio e o coloco como um fim na minha vida.
    Guilherme, isso que você falou de padrão é realmente uma verdade. O padrão de Deus é muito alto, não tive a menor prentensão de falar que já consegui alcançá-lo, foi mesmo a visão distorcida por ter atingido um dos desafios da vida.
    Mateus, tenho sonhado com esses ombros maiores e acho que tenho visto os desafios agora.

  9. Pingback: O que pode???

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