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Odre na fumaça

“Odre na fumaça”.

Talvez esse não seja um bom título para um post, mas não dava para ter sido outro. Peço que continue lendo o texto. Preciso explicar o que aconteceu e o título fará sentido no final. Essa semana, li um dos meus capítulos preferidos da Bíblia. Coincidentemente, o maior capítulo de toda a Escritura: o Salmo 119. Interessante pensar que o maior capítulo da Palavra de Deus fala sobre um amor genuíno pela própria Palavra. Mas o título do post surgiu por causa do verso 83.

“Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos.” (Sl.119:83)

Essa foi a comparação do salmista. Um odre na fumaça. Odre é um antigo recipiente feito de peles de animais que era usado para transportar líquidos como água, azeite, vinho ou leite.

Mas, por que um odre na fumaça?

Porque após ser costurado, o couro cru do animal, em apenas algumas poucas horas, começa a se deteriorar. Exatamente por isso, os odres são expostos à fumaça dos fogões à lenha para serem depurados. Com o calor do fogão e a fumaça constante, o odre escurecia, ficava enrugado e diminuía de tamanho, mas nenhuma bactéria se apoderava dele por causa da fumaça. Agora, ele estaria perfeitamente puro para receber líquidos importantes que precisavam ser transportados ou armazenados.

Era impossível não pensar na minha vida. Lembrei de momentos e situações em que a minha existência parecia se resumir em “calor” e “fumaça”. Dias em que a alma escurece, enruga e parece diminuir de tamanho. Odres transformados por fogões à lenha são como corações que se moldam pelas dores e angústias da vida.

Eu não sei o que Deus está fazendo na sua história.

Sei que vinho novo requer odre novo. Deus sempre vem com o vinho. O odre é por nossa conta. E o processo, você já sabe como é.

Tá, mas o que eu devo fazer enquanto isso?

O mesmo que o salmista, após a conjunção adversativa “contudo”.

Porque, nesse caso, a 2ª parte do versículo é mais importante do que a 1ª!

Um grande abraço!!!

 

Vinho, odre e disciplina

Acabei de avaliar tudo o que vivi em 2014. Fiz um balanço geral e minucioso de cada área da minha vida. Depois de todas as conclusões registradas, comecei a planejar o ano de 2015! Objetivos gerais, estratégias, riscos e obstáculos e, por fim, táticas para alcançar cada objetivo.

Planejar

Apesar de cansativo, esse processo é extremamente importante para a minha vida! Eu, inclusive, desafio todas as pessoas que são parte da liderança do meu grupo de adolescentes a fazerem a mesma coisa.

O objetivo de tudo isso é apenas um: experimentar mais de Deus!

Como você vai lidar com as Escrituras esse ano? O que irá ler? O que pretende estudar? Quais textos/versículos irá memorizar?

Como será o seu ano em relação a oração? Quanto tempo deseja orar diariamente? Pelo que e por quem deseja orar esse ano? Vai usar uma lista? Aonde e quando você vai orar? 

E sobre jejum? Silêncio? Meditação? Solitude? E por aí vai…

“Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc.2:22)

Sem odres, o vinho se perde e não pode ser experimentado!

Sem as disciplinas, a presença de Deus não é assimilada e Ele permanece abstrato e desconhecido.

Vinho novo, odre novo! Talvez seus velhos hábitos e sua antiga maneira de buscar à Deus deva ser abandonada… Eles já não fazem mais sentido! Serviram no passado… Hoje, não mais, porque Deus tem coisas novas para cada um de nós!

Meu coração queima com o desejo de voltar a ser um homem disciplinado!

E você? Já tem um planejamento para o ano de 2015?

Grande abraço!!!

O que os bons samaritanos carregam?

No evangelho de Lucas nos deparamos com uma das mais belas parábolas ensinadas por Jesus: O bom samaritano.

Naquela época o samaritano, hoje os iranianos, os norte coreanos , os muçulmanos, etc… (essa lista é muito grande).

Tenho muito receio das generalizações, dos estigmas… pessoas sofrem, famílias sofrem, povos sofrem.

Em meio a tudo isso, Jesus nos ensina acerca de um Samaritano. Um homem piedoso e responsável com a humanidade. Um homem que não agiu conforme os argumentos étnicos e odiosos que permeava essas nações… um homem humano.

Muitas coisas me chamam atenção nessa história, mas hoje gostaria de compartilhar sobre o que ele carregava. Alguém que quer assumir sua responsabilidade por outras vidas, ou seja, cuidar do outro, deve aprender com o que o samaritano carregava.

O samaritano ajudou o ferido com vinho e óleo. Quem quer ajudar feridos precisam carregar vinho e óleo.

O vinho arde! Mas purifica! As feridas da vida precisam ser confrontadas. Esse processo é doído, arde, nos faz chorar! Quantas feridas adquiro ao longo da caminhada! Sou grato aos samaritanos que se fizeram próximos de mim, e usaram vinho. Doeu, mas valeu!

O óleo restaura, conforta. Se o vinho é o confronto que purifica, o óleo é o colo que aceita, restaura, ressuscita. Sou grato a Deus pelos samaritanos que se fizeram próximos de mim em fases de feridas. Aqueles que oraram, ofereceram de seu tempo, seu sorriso, seu colo… seu óleo.

Que os samaritanos contemporâneos não percam o hábito de carregarem o vinho e o óleo. Ambos são necessários para restaurar os feridos em meio à estrada da vida!

Abraço e até a próxima!