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A História de Deise Nishimura

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Hoje vou optar pelo silêncio. Vou apenas postar um vídeo que tem dominado minhas reflexões nas últimas duas semanas, me fazendo repensar completamente quais são os meus sonhos, como tenho vivido e como encaro os problemas da vida.

Seguir em Frente

A atriz Cissa Guimarães, que perdeu o filho de forma trágica e acompanhada pela mídia no ano passado, recentemente declarou em entrevista que sentiu-se culpada ao retomar a rotina, dias após o acontecido. Segundo ela, algumas pessoas na academia até a censuraram: “já voltou?”.

A retomada da vida, voltar ao mundo – que por incrível que pareça não parou – é de fato um desafio às pessoas em luto. Como disse a atriz: “como posso estar aqui correndo na esteira e não estou em casa desesperada?”.

Por um lado, a morte leva-nos a confrontar a futilidade da vida, as vaidades e o correr contra o vento. Isso pode ser muito bom, o que de fato é enfatizado por Salomão no conhecido verso que aconselha a ida à casa em que há luto. Às vezes é hora de aquele que ficou acordar e revolucionar a forma de levar a vida! Por outro lado, a culpa não pode determinar o que seremos a partir da perda.

Quando perdi minha mãe, foi um raciocínio muito claro na minha mente: Ela me amava e certamente ia querer que eu continuasse em frente, o que hei de fazer se conseguir juntar forças. A vida poderá sim ser bela e agradável. Eu ia até além: se ela preferissse que eu ficasse sofrendo para sempre então ela é que estaria errada – e por isso a perdoaria!

Acho positivo que alguém conhecido mas não exageradamente exposto como a atriz global compartilhe seus sentimentos a público. Quantas pessoas devem ter se identificado, além de mim que entendi profundamente o sem-sentido pesar em continuar! As revistas costumam mostrar apenas o requinte e o bem-viver dos que tem fama mas nesta exceção acredito que podem fazer bem a pessoas que passam pelo mesmo.

Por fim, quero compartilhar sobre o último por acaso encontro com outra mãe que perdeu o filho de forma trágica ano passado, esta menos famosa embora muito citada por mim aqui. Beatriz, a mãe de Gabriela. Outros três filhos para criar, devastada pela dor e ainda assim grata: pela fé em Deus, pela esperança na Ressurreição, pelos momentos juntos, pela saudade boa. Sorrindo sem culpa ao dizer-me: temos que viver bem!

Não somente aos que já perderam alguém, em especial ao Zé, mas a todos nós, pois vamos passar por isso um dia.