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Amigo de Deus

Ele vivia com sua família numa terra idólatra até o dia em que Deus lhe chama para sair daquele lugar. Ele sai sem saber pra onde está indo. Pura fé. É como andar no escuro e, ainda assim, estar cheio de confiança. Tudo o que ele tinha era algumas promessas. Era nelas que ele colocava os pés no meio da escuridão.

Quem é esse Abraão? Sabemos pouco sobre ele. Era filho de um homem chamado Tera, irmão de Naor e Harã e tinha uma mulher chamada Sarai. Isso é tudo o que sabemos. Talvez porque Deus goste de fazer história com os anônimos desse mundo.

Quem é esse Deus? Abraão sabe pouco sobre Ele. O último registro de uma intervenção sua na história foi há cerca de 2.500 anos, no evento da Torre de Babel. Quando Deus chama Moisés, Ele se apresenta como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Havia informações sobre Ele. Mas com Abraão, é um Deus desconhecido, sem muitos vestígios na história e que, agora, faz uma promessa absurda. Absurdo maior é perceber que Abraão crê. Pura fé.

Abraão recebe a promessa de que seria pai de uma grande nação aos 75 anos. Aos 86, nasce Ismael. Ele não era o filho da promessa. Ismael era a tentativa humana de fazer os planos de Deus se concretizarem. Quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90, finalmente nasceu o menino Isaque. Depois disso tudo, alguns anos depois, como se não bastasse, Deus diz a Abraão: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” (Gn.22:2) Mais uma proposta absurda. Absurdo maior é perceber que Abraão sobe ao monte para sacrificar o menino. Pura fé que beira à loucura. Nós sabemos o fim da história.

Quero terminar o post lhe fazendo algumas perguntas. Elas dizem respeito às coisas que podemos aprender com a vida de Abraão:

1) QUEM É ou O QUE É o “Ismael” da sua história? Aquilo que Deus nunca desejou na sua vida, mas que agora faz parte dela. Ismael era coisa de Abraão. O sonho de Deus sempre foi Isaque. Ou você acha que tudo que existe na sua vida, Deus vê e vibra?

2) QUEM É ou O QUE É o “Isaque” da sua história? Aquilo que foi Deus mesmo quem lhe concedeu e que se tornou tão valioso e precioso que ocupou o lugar Dele na sua vida, ficando “maior” e “mais importante” do que o próprio Deus. É quando a bênção fica maior do que o abençoador. O que existe na sua vida que você não imagina perder de maneira nenhuma e que se isso acontecer, todos os seus sonhos e projetos de vida se desmoronam? Foi exatamente isso que Deus pediu para Abraão sacrificar. Acho que você entendeu.

3) Quando lemos a história, parece que Deus está testando o coração de Abraão. Tem gente que brinca dizendo que quando Deus pede Isaque, na verdade, Ele quer Abraão. O que faz sentido. Mas essa é a maneira superficial de ler a história. A grande descoberta, consiste no fato de que quem estava à prova no monte Moriá não era Abraão, mas o próprio Deus. A pergunta não é “O quanto Abraão confia em Deus?”. A pergunta é “Quão confiável é esse Deus?”

Porque no fim de tudo, quando sobrar somente você e Deus, talvez a pergunta Dele seja apenas uma:

Por que você não confiou em mim?

Nessa hora, vai faltar argumentos àqueles que pretendem provar que Deus não era confiável ou digno da nossa confiança. Como afirmar isso olhando para o Filho de Deus que, enquanto sangra na cruz, olha nos seus olhos e diz: “Foi por você…”?

A obediência revela nosso temor (Gn22:12). O temor abre a porta para a intimidade (Sl.25:14). A intimidade faz a reputação de Deus cair sobre aqueles que lhe são íntimos e singulariza a relação com Deus. Foi assim com Abraão. Porque filhos de Deus, existem muitos. Servos de Deus, milhares na história.

Abraão era mais do que filho, muito mais do que servo. Abraão era amigo de Deus.

Quem é descrito dessa maneira nas Escrituras com tamanha singularidade?

Só existe um homem nas Escrituras chamado de “amigo de Deus”! Sua história pode ser descrita como pura fé.

Quando a fé é demais, ela beira à loucura.

Mas louco mesmo é imaginar Deus te chamando de amigo…

Um grande abraço!!!

O post de hoje é a síntese de uma palestra que fiz aqui em Brasília no domingo passado. A palestra não foi totalmente transcrita aqui no blog. Várias informações foram cortadas. Vale a pena estudar sobre a vida desse homem chamado Abraão.

Do que a gente precisa para ser feliz?

Nasceu num vilarejo obscuro. Lugarzinho sem perspectiva de que a vida traria algum impacto na sociedade. Trabalhava com o pai. Sua cultura dizia que qualquer pessoa que não ensinasse um ofício ao filho, era como se estivesse o ensinado a roubar. Foi para a carpintaria e lá ficou até os 30 anos. Depois, durante três anos, foi um pregador itinerante.

Nunca escreveu um livro. Nunca ocupou uma posição de autoridade. Não foi para a universidade. Nunca visitou uma cidade grande. Nunca viajou a lugares mais distantes que 320km do lugar onde nasceu. Não fez nenhuma dessas coisas que, em geral, acompanham a grandeza. Não tinha credenciais, exceto a si mesmo.

Tinha apenas 33 anos quando a onda da opinião pública se voltou contra ele. Os amigos fugiram. Um deles o negou e outro, o traiu. Foi escarnecido e julgado. Colocaram-no numa cruz entre dois ladrões.

Enquanto estava à beira da morte, os executores sortearam suas vestes, a única propriedade que tinha nesta terra. Quando morreu, foi posto em um sepulcro emprestado, graças à compaixão de um amigo. Era, por assim dizer, daqueles que não tinha onde cair morto.

Mais de vinte séculos já se passaram, e hoje Ele é a figura central da raça humana. Todos os exércitos que já marcharam, todas as esquadras que já navegaram, todos os parlamentares que já deliberaram, todos os reis que já reinaram, tudo isso junto não conseguiu afetar a vida do homem nesta terra tanto quanto essa única vida.

Em tempos de crise, de sofrimento e de muita desconfiança para com o ser humano, apresento-lhes Jesus!

Ele é a minha esperança. É a cura para as minhas feridas.

Ele nunca me decepcionou, me iludiu, me fez ter argumentos pra não mais andar com Ele.

Tudo que fez, tem feito e vai fazer, até o fim, é me amar. E a vida com Ele não tem fim…

Coração constrangido, lágrimas nos olhos, joelhos no chão! É assim que termino esse post, por ter plena convicção de que, enquanto escrevo, Ele está exatamente aqui do meu lado. Mais vivo do que nunca. Encharcado de amor. Totalmente singular, totalmente Jesus!

Um grande abraço!!!