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Escolha: liberdade e responsabilidade

Escolha: liberdade e responsabilidade

6:50 da manhã. O despertador do celular toca. Levantar ou programar o modo “soneca” e dormir mais cinco minutinhos? Escolha! Há sempre mais de uma opção na vida: mais de um celular para despertar de manhã a ser comprado, mais de um programa para fazer no sábado à noite, mais de um curso no vestibular, mais de uma área a seguir na profissão, mais de uma garota para chamar para sair – mais de um caminho a seguir.

As escolhas aparecem desde a hora em que acordamos e nos persegue até o final de cada dia da nossa existência. Em virtude delas escrevemos boa parte da história de nossas vidas. Acertando ou errando colhemos os frutos, para o mal ou para o bem. O intuito é sempre acertar, mas nem sempre conseguimos. Em alguns momentos estamos atentos para esta realidade, há outros, no entanto, em que a verdade diante de nós passa muito despercebida. É então que o perigo bate à nossa porta. Agimos como se não houvesse amanhã. Plantamos uma semente aqui e outra ali; sem perceber temos uma floresta! Se de sementes ruins, uma floresta repleta de folhas secas, galhos com espinhos e frutos amargos. Não há como definir as conseqüências de nossas escolhas, certo é que elas virão e que não terá como fugir delas. Prejudicar-nos é o mínimo que poderá acontece. O produto final das escolhas será invariavelmente dividido com quem não decidiu por ela.

Que fazer diante de tal possibilidade? Arrisco afirmar que a esmagadora maioria dos problemas causados por escolhas mal feitas provém do fato do ser humano querer seguir seu próprio caminho no lugar de seguir a Deus. Como foi com Jesus? Estando no jardim chamado Getsêmani, Jesus orou com tristeza pedindo para que Deus o tirasse da situação ruim de ter de morrer pelos pecados da humanidade (Marcos 14:36). O Líder tinha a opção de pegar a espada nas mãos do discípulo, convocar seus seguidores e lutar contra os soldados e líderes religiosos que procuravam prendê-lo. Havia ainda a possibilidade de apenas fugir com seus amigos e passar a viver na obscuridade. Ele, ao contrário, seguiu o que fora determinado por Deus e cumpriu o que lhe era devido. Não há como deixar de pensar em dor, desde a física até mesmo a psicológica pela decisão tomada. Jesus decidiu por Deus e colheu os bons frutos que lhe foram prometidos (Filipenses 2:9,10).

Na minha vida não é diferente. Todo o tempo sofro pelo fato de ter de decidir e muito mais pelas conseqüências das decisões tomadas. Minha oração é para que Deus me deixe claro o que há de legal guardado para mim depois do alto muro que hoje me impede de enxergar adiante.

Este post é fruto de um papo muito pesado que tive com uma amiga. Há alguns anos dividimos nossos dias de feira. Apesar disso, infelizmente, tivemos muitos poucos papos tão produtivos sobre a vida tal qual o da última sexta-feira. Quero terminar dividindo com ela e com você alguns questionamentos que tenho me feito:

Como tenho decidido a respeito do que tenho vivido? Considero a existência do outro de maneira altruísta conforme Jesus exige (Filipenses 2:4; Mateus 5:39)?

Tenho dedicado a Deus sua honra (Malaquias 1:6) ou faço dele meu “gênio da lâmpada” a quem exijo tão somente respostas a pedidos vazios?

Qual minha reação com o que Deus quer de mim? Lutar com minhas próprias forças? Fugir e passar a viver dissimulando amadurecimento? Ou me entregar como Jesus fez?

Concluo: o livre arbítrio é forte expressão do amor de Deus pelo ser humano. Ele não quer um exército de robôs que os adoram apenas por obrigação. Junto da liberdade porém reside uma grande carga de responsabilidade!

Será que estas ideias são difíceis de serem vividas apenas por mim? Compartilhe comigo sua opinião!