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Um ano com ela(s)

Um ano é suficiente pra que muita coisa aconteça. Meu último ano foi novidade sem fim e não falo de um novo ano, mas de uma nova vida, minha filha que amanhã completa seu primeiro ano de uma eternidade inteira, se Deus quiser. E a partir dessa florzinha que nasceu, outras coisas nasceram e mim.

Paulinha, filha amada.

Nasceu uma dimensão diferente de amar, em que a abnegação restringe a expectativa do troco. E também um novo papel de ensinar aprendendo a respeitar os limites da individualidade e estimular a autonomia. Que proporcionar segurança e socorrê-la nas adversidades não significa deixá-la dependente no trabalho que é somente dela. Aos poucos a pequenina vai assumindo as responsabilidades que lhe cabe.

Estou aprendendo a dizer não, olhando apenas as necessidades, porque minha tendencia é dizer sempre sim para os desejos. Fico vibrando com as qualidades que descubro em minha filha, mas espero não ser condescendente com as falhas. Também prefiro lutar para ensiná-la a descobrir seus limites, ao mesmo tempo em que não se deixa dominar pelo medo, esperando o momento certo de superá-los.

Muita coisa em um ano. Mas não me canso de amá-la e espero que ela também vá entendendo o quanto ela é amada, o quanto eu e a mãe dela somos amados incondicionalmente pelo Pai. E assim também aprenderá a amar a si própria.

Fico sonhando no dia em que ela entenderá muitas palavras, pra eu poder falar pra ela sobre A Palavra Viva e Encarnada. Mas com os tantos anos de vida que tenho, vou compreendendo que só agora consigo aprender algumas coisas do amor de Deus, e que ela, apenas balbuciando, vai me fazendo discernir dia após dia.

Parabéns, minha filha!
*Este post é dedicado não apenas a minha filha, mas a mulher que mais me ensina o significado de amor pela familia, minha esposa maravilhosa, Lucianna Coury.

Nossa adoção

“Tenho usado figuras de linguagem para comunicar estas coisas, mas em breve vou deixar de lado as figuras e falar claramente a respeito do Pai.”  [João 16.25]

Na época de Jesus, a maioria das pessoas acreditava que havia um Deus, mas poucas pensavam nele co carinho. Para aqueles que, relutantemente, o respeitavam como um legislador distante ou, timidamente, temiam-no como um juiz irritado, Jesus proclamou-o como Pai e demonstrou um relacionamento pessoal com ele em amor.

Como a palavra “pai” muda suas ideias acerca de Deus?

“Nosso Pai do céu, revela-nos quem tu és. Dá um jeito neste mundo. Faze o que é melhor – tanto aí em cima quanto aqui embaixo. Conserva-nos vivos com três boas refeições. Preserva-nos perdoados por ti e perdoando os outros. Guarda-nos de nós mesmo e do Diabo. Tu estás no comando! Tu podes fazer tudo o que quiseres! Tua beleza é fascinante! Amém. Amém. Amém.”

O pai que inclina

Sou pai há cerca de 5 anos. Se tem algo que aprendi com minhas filhas é o fato de me inclinar. Eu, um gigante de 1,94 m vendo aquelas gracinhas vindo até mim, ora chorando, ora sorrindo. Fico imaginando elas, vendo esse gigante se inclinar e oferecer aconchego e segurança.  Para o pai não importa a altura, não importa a diferença de tamanho, ele está sempre disposto a inclinar!

Sabe…

É assim também com Deus!

“…ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.” (salmo 40:1b)

O nosso Deus se inclina, nos tira “de um atoleiro de lama”, “põe os meus pé sobre a rocha” e nos canta “um novo cântico”(v.2e3)

Para onde você corre de braços levantados? Quem você espera que se incline para você?

Minhas filhas me ensinaram a crer em um Pai que inclina!

Feliz é aquele que corre para o Pai e descobre aconchego e proteção!

 

Grande abraço e até a próxima!

2 Coisas que o pai aprende com a filha sobre o “Pai”

Tenho uma filha com um pouco mais de dois anos, ela se chama Helena. Tenho consciência da responsabilidade de ensiná-la uma série de coisas, mas não tinha tanta consciência do quanto aprenderia com ela. Ultimamente tenho aprendido duas coisas que gostaria de compartilhar com vocês.

1º: O Pai que beija feridas:

Helena aprendeu que quando acontecer algum acidente onde ela se machuque precisa de recorrer ao pai com rostinho de choro. O pai tem a função de beijar a ferida, machucado (ou o pseudo machucado rsrsrs) para que aquele “sofrimento” termine.  no início eu me achegava a ela para beijá-la, hoje ela já chega, apontando o dedinho e dizendo: “dodói!” Fiquei pensando na magia que existe nesse processo, como a dor é aliviada pelo beijo do pai, e tenho certeza que isso ocorre ainda hoje em minha vida. Como preciso do Pai no momento de dor! Como preciso de sua atenção, de seu consolo, de seu beijo! As feridas não deixam de existir, a dor pode continuar, mas a certeza do beijo do Pai é um grande refrigério! Fico triste de pensar em tantos filhos que se distanciaram do Pai e não tem ninguém para beijá-los nos momentos em que as feridas se abrem! Nesse momento nem dinheiro, nem poder, nem drogas e nem vícios substituem os lábios do Pai! Não há melhor coisa do que desfrutar do beijo do Pai!

“Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho” (Cânticos 1:2)

 

A filha que ensina o pai à respeito do Pai

2º: O Pai que ensina orar:

Ontem a noite tive a oportunidade de orar com minha filha ao “papai do céu”. Agora ela está começando a diferenciar entre o “papai” o “papai noel” e o “papai do céu”. Mas enquanto fazia uma oração de agradecimento simples e ela repetia me veio à mente como não sei orar e como preciso do Pai para me ensinar a orar. Oramos o seguinte: “Papai do céu, obrigado pela mamãe, pelo papai, pela escolinha, pelos amigos, pelas vovós, pelo vovô, pelos titios e titias e pelo papa. Amém”  Ela repetiu tudo, foi papa (tomar mamadeira) e dormir um sono tranquilo. Como vi que não sei orar! Preciso que o Pai coloque as palavras em meu coração! E preciso aprender a descansar (dormir um sono tranquilo) após a conversa com o Pai.

“Se em algum momento nos cansamos de esperar, o Espírito de Deus está ao nosso lado, nos dando aquela força. Se não sabemos como orar, não importa. Ele ora em nós e por nós, utilizando nossos suspiros sem palavras, nossos gemidos de dor.” (Romanos 8:26 – Versão “A mensagem”)

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)

Que possamos desfrutar uma intimidade inocente e infantil com o Pai que beija feridas e ensina orar!

Abraço e até a próxima!

 

 

“Estão todos bem!”

Semana passada assiti um filme (indicação da minha amiga Carla) que achei muito bom. O filme se chama “estão todos bem” e tem como ator principal Robert de Niro. O filme mostra a relação de um pai idoso e viúvo com seus quatro filhos. Cada um seguindo a sua vida, com suas escolhas e consequências. Tem muitas ideias interessantes no filme, mas o que me marcou muito foi a forma como os filhos mentiam para seu pai para fazê-lo acreditar que estavam todos bem. Cada um deles, à sua maneira, mostravam uma vida perfeita para agradar o pai.

Fiquei pensando quantas vezes não faço o mesmo com o nosso Pai. Algumas vezes digo: “Deus olha para minha vida agora, olha como está organizada, olha como sou um bom filho, um servo bom e fiel”. Em outros momentos penso: “É melhor o Senhor não vir hoje, estou com vários compromissos (na verdade não tenho nada, mas não quero que o Senhor saiba dos meus problemas) “. Ajo como se Deus não fosse onisciente, tentando manipulá-lo para que Ele continue tendo uma boa visão de mim. Com isso começo a viver duas vidas!

Mas sabe de uma coisas: nosso Deus é onisciente, sabe tudo a respeito de nossa vida, nos conhece por inteiro e …. nos ama profundamente! Precisamos aprender a viver com um Deus presente, desnudando a nossa alma para Ele, pois, na verdade, não temos como esconder nada Dele! Que possamos viver uma vida autêntica perante nosso criador e Pai!

Como você tem vivido nessa relação entre Pai e filho?

Abraço