Arquivo da tag: oração

Sacrifício

Levanta da cama o homem auto piedoso. Com o rosto ainda por lavar ele se compadece de si mesmo, afinal, grande é o sacrifício que está a fazer. A sua expressão por si só já é uma murmuração, fruto do mau humor por abrir mão da cama, do descanso, dos demais afazeres que tinha. Lava o rosto e se olha no espelho, indagando a si mesmo o que está fazendo em pé tão cedo. Se coloca ao lado daquela que ele desejava nunca ter saído, se ajoelha e levanta a voz ao seu Deus. Dever cumprido! Menos uma tarefa do longo dia que se inicia.

Levanta da cama o homem piedoso. Tudo bem que não era exatamente uma cama, mas o brilho do sol entrando pelas grades faz com que ele desperte. Ficar deitado um minuto a mais é desperdício, afinal, sabia ele que aquele provavelmente era o seu último dia. As feridas ainda sangravam, e o faziam lembrar da dura pena que recebera. O homem piedoso se põe a falar com o Pai, e é interrompido por guardas raivosos. Ofensas que dão lugar a tapas, que dão lugar a socos, que dão lugar a açoites. Uma coroa de espinhos cravada na cabeça. O gosto do sangue e do suor se mistura com o gosto das cusparadas que recebia. Já sem forças carrega a sua cruz até o alto do monte. Ali é literalmente pregado a um pedaço de madeira. O peso do corpo sufoca lentamente o homem que já está erguido no madeiro. Apesar de tudo, a expressão é serena. Não acusa murmuração, mas amor. “Pai, está consumado. Eu já fiz tudo o que eu podia. Perdoa-os, eles não sabem o que fazem. Em suas mãos eu entrego o meu espírito!”. Morreu o Justo… O céu se enegreceu e o véu do templo, de cima até em baixo, se rasgou.

Um privilégio com jeito de sacrifício. Um sacrifício com cara de privilégio.

O véu que se rasga abre uma perspectiva inacreditável. Sim, agora o homem pode se relacionar diretamente com Deus. Isto é uma dádiva, não um peso. O sacrifício já foi feito, está na hora de aprender a desfrutar do privilégio…

A oração nossa de cada dia

Somos dependentes por natureza, embora não o reconheçamos. Buscamos todo o tempo certezas nas quais possamos nos apoiar. Paradoxalmente, vivemos dia a dia tomando decisões e seguindo a vida como se pudéssemos controlar tudo sozinhos para fazer com que nossos planos sejam bem sucedidos. Assim, há quem:

  1. Simplesmente vive, sem contar com Deus;
  2. Vive, e ora a Deus para lhe contar de suas decisões e suas consequências. (Essa pessoa normalmente faz isto de noite, falando sobre o dia que se passou);
  3. Conte a Deus pela manhã sobre aquilo que será do dia que se seguirá;
  4. Repete meia dúzia de palavras a Deus e segue sua rotina de vida com a consciência menos pesada; e
  5. Fale a Deus sobre suas necessidades previamente e lhe consulta sobre sua opinião antes das coisas acontecerem.

Essas atitudes variam no tempo em virtude da necessidade da pessoa e da situação por ela vivida. Em momentos de angústia profunda, a pessoa tende a ser mais aberta a Deus e o busca previamente. À medida em que as coisas vão melhorando a tendência é que o ritmo e a profundidade de oração diminua. Não quero generalizar, mas assim tenho enxergado em mim e imagino que também aconteça com você.
Imagino que todos querem fazer o bem e viver bem. Só tenho dificuldade de acreditar que todos se lembram de Deus todo o tempo e lhe inclua nesta vontade nossa de cada dia.
Em uma oração matinal rotineira me peguei pedindo o seguinte pra Deus:

“Senhor… é… acho que vou precisar da sua ajuda para resolver essas velhas questões das quais ainda não fiquei livre.”

Percebam quão sutil é o erro. E quanta arrogância a minha… Como pode passar pela minha cabeça que talvez, algum dia, teria eu conseguido vencer desafios sem a ajuda de Deus. E a petulância não tem limite na minha oração. Como posso pensar que precisaria da ajuda de Deus para vencer apenas essas questões difíceis.
A verdade é que o único controlador do Universo é Deus. Sem que ele atue dificilmente as coisas vão dar certo em meio ao caos em que o mundo vive. A minha e a sua oração deveriam ser sempre prévias para pedir que Deus se faça presente e a posteriori para agradecer pelo apoio. E mais, não só orar previamente pedindo que Ele nos ajude em nossos planos, mas sim nos colocar à sua disposição para que trabalhemos nos seus planos de construção do seu Reino.
E este é o desafio que quero deixar com este pequeno post: que possamos reconhecer em oração sempre nossa condição de dependentes e nos lembrar sempre do dono da água que jorra para a vida eterna, o dono do pão da vida, o dono de nossas vidas, do tempo e das circunstâncias, o dono de tudo.

O pavor da presença de Deus

Você já sentiu medo de Deus? Já tive pavor!

Em determinados momentos tenho a imensa dificuldade de cogitar a possibilidade de que Deus esteja realmente próximo de mim, aqui e agora, e o tempo todo. Quão aterrorizante é pensar nisto! Pior do que estar aqui, conceber a ideia de que Ele gosta de mim e me quer bem é no míninmo inquietante: “justamente eu?”.

Talvez por este motivo orar sem cessar seja assim tão difícil. Talvez por isto não consiga manter regularmente aquele tempo fechado no meu quarto orando em secreto. Talvez seja este o motivo de não conseguir entregar tudo em oração. Ainda, provavelmente seja esta a razão da descrença de que Ele deseje dar pão para este faminto que vos escreve, e não pedras.

Tenho este imenso bloqueio espiritual por pensar que se Deus estiver aqui presencialmente e for me dizer algo de maneira audível seria no sentido de “por que você tem vergonha de mim?”. Nos meus pensamentos respondo: “porque estou nu”. E ele finalmente me questiona da maneira ainda mais medonha possível “quem lhe contou isto?”. Assim como os primeiros seres humanos a (re)conhecerem sua condição de pecador, penso nestes momentos que tenho muito o que temer diante de Deus.

Percebo que parte significativa do meu medo de Deus seja algo que pode servir de algum proveito se bem utilizado. Isto seria possível se me valesse deste conhecimento de mim mesmo para enfim me colocar diante Dele. Desarmado da carcaça de valor que imagino ter, desnudado diante de Deus, espero quieto e calado por sua graça. Infelizmente ainda não o faço. Ao contrário, uso deste subterfúgio para me distanciar ainda mais de Deus, esconder do que não pode ser escondido de maneira burra e infantil.

Diferente dos primeiros pecadores, hoje tenho o conhecimento de Cristo (apenas fria e racionalmente, muitas das vezes). Conheço sua humanidade, de sua consciência das minhas dificuldades, do quanto ele fez para que eu pudesse presenciar um pouco destes momentos de glória da presença de Deus.

Quando me sinto mal por entender que não mereço nada Dele, tento me lembrar deste Jesus e pensar no quanto custou caro para que eu pudesse ter este convívio. Ainda é muito estranho pensar que neste exato momento não estou só neste quarto, não escrevo solitário estas palavras. Paradoxalmente, tudo isto tem um ar um tanto quanto confortante.

E você, já teve medo de algo vindo de Deus?

Mudando a lógica do mundo: um sonho para sonhar em comunidade

Há alguns dias chegou um e-mail na minha caixa de entrada com um relato sobre um sonho. Meu amigo provavelmente acordou e correu para o computador para digitar. Trata-se de uma grande aventura vivida por ele e alguns de seus melhores amigos. Com vocês o relato de Amílcar Reis:

Bom dia a todos,

Há alguns dias tive um sonho que vale muito a pena compartilhar, um sonho com muita esperança.

Este sonho foi um pouco diferente, primeiramente porque foi um sonho sequencial e também por causa da sequência de fatos que se sucederam.

Na primeira parte do sonho eu sonhei que estava numa serra próxima a BH orando a noite toda com alguns amigos, dentre eles o guilherme (que acabou de casar), o Badangui, o Rod´s e o Arapa, sendo que o Arapa tinha ido comigo para a serra de carona.

A segunda parte começou quando voltamos do tempo de oração num trailer que, no sonho, era de minha propriedade. Quando paramos o trailer a galera foi comer um café da manhã, mas como o Arapa tinha que trabalhar e estava de carona comigo, eu tinha que levar ele em casa. Na sequência, conforme tinha combinado com o Arapa, pegamos um outro carro de minha propriedade, um calhambeque e, na emoção, fomos para a casa dele (emoção porque no trajeto para a casa dele tinha uma descida muito grande e mal o freio funcionava… hahahaha)… bom, paramos o carro, ou melhor o carro desapareceu (já que se trata de um sonho) e eu passei a andar a pé com o Arapa, falando das experiências que tivéramos com Deus na serra…

Detalhe o Arapa nesse sonho era policial federal.

Quando estávamos perto de uma perigosa favela no caminho pra casa do Arapa, nos deparamos com três pessoas correndo e fazendo algazarra, como se procurassem por alguém. Para evitar o encontro com essas pessoas, Arapa e eu entramos correndo na locadora e fechamos a porta. Quando os meliantes nos viram reconheceram o Arapa e falaram que ele era policial e que o chefe deles mandou buscar e matar todos policiais, afirmando que só queriam levar o Arapa para ser executado e que me deixariam em paz.

A verdade é que eu muito desse meu amigo (Arapa) e nem em sonho poderia deixar alguma coisa assim acontecer. Logo, quando olhei para os meliantes, que eram apenas dois jovens, quase crianças, disse: “vou sair, mas vocês não irão invadir o local”. Quando sai me dispus a ir com eles em troca do meu amigo, como se o policial fosse eu.

No caminho para onde eles estavam me levando os meliantes me informaram que era morte na certa e eu me preparei. Ocorre que ao invés de ficar com medo, comecei a falar de Deus e da experiência de oração que acabáramos de ter na Serra e como Deus era bom, eles diziam não ter escolha e que era para eu me calar, mas a cada passo eu falava mais e orava em voz alta.

Atento às minhas palavras, um deles deixou escapar que a mãe dele era muito firme com Deus.

Quando chegamos no local combinado, eles pegaram a chave de um açougue e resolveram me entregar ao chefe deles para ser morto.

Frente à possibilidade de ser executado, uma paz muito grande me sobreveio, de modo que eu nada temia, como se entendesse, naquele momento, a alegria que seria me encontrar com o Pai.

Porém, antes que eles entrassem comigo no local da execução, um grupo de agentes federais (vestidos como se fossem agentes do FBI) chegaram com o Arapa (que era um deles) para me salvar.

Quando entramos no “açougue” a família do garoto, que me falou da mãe cristã, estava vendo a cena do filho sendo preso por atos ilícitos. A imprensa estava presente para noticiar tudo; os agentes estavam esperando o meu testemunho do acontecido; os dois meninos, que agora não passavam de duas crianças no chão, estavam com rostos impassivos e tão culpados quanto a morte, e, por fim, eu também  estava no local e meu testemunho tinha poder de vida e de morte para esses dois…

Quando me perguntaram a minha versão dos fatos não tive dúvidas, falei que conhecia aqueles garotos (e realmente conhecia) e que fora convidado para andar com eles (e realmente fora), que eram crianças maravilhosas e que jamais tentariam nenhum mal contra a minha pessoa (e realmente não mais tentariam)… Que fora um erro de interpretação do meu amigo que por ser policial viu algo e teve a melhor das intenções querendo me ajudar…

Nessa hora, o chefe da polícia ficou doido, falou que eu era doido de falar isso na frente da imprensa, de falar bem das crianças com as portas abertas para a imprensa ouvir. Já as crianças não acreditaram no que se passava, os olhos deles eram de quem não acreditava no que estava acontecendo, e de quem estava sendo purificado de algum mau interior.

Neste momento algo diferente aconteceu, o mau daqueles meninos se manifestou como numa nuvem que se fundiu com a imprensa e com o chefe de polícia que, agora, numa só forma, tentaram me agredir por estar salvando aquelas crianças que não mereciam graça nenhuma e eu respondi que era tudo pelo amor de Deus que é o único que pode transformar o mais duro dos corações, nessa hora essa coisa do mau em que haviam se transformado o mau das crianças, o chefe da polícia e a imprensa, explodiram em feixes de luz que iluminou todo o lugar…

Na sequencia, com as luzes diminuindo, pude ver que o aquele local era outro, não era mais um lugar no qual imperava o julgamento e a morte, e que a família do garoto estava ao meu lado sorrindo para mim, e não só isso, que aquele garoto que outrora era mau e visava me matar estava agora trajando uma roupa clara e bonita, ele me explicou que era a roupa do colégio dele e que agora estava muito feliz estudando em um lugar que lhe dava muita dignidade e esperança de vida…

Eu sei que foi só um sonho, mas foi muito real, muito emocionante e eu não duvido das respostas que ele me deu: “só Deus pode mudar esse mundo, só Deus traz esperança”… Ainda que a morte fosse meu fim, naquele momento eu estaria feliz, porque morreria como um mártir ao levar Deus aos meus assassinos, e poderia ter plantado uma semente como Estevão fez com Paulo.

Também me fez entender que ninguém é tão culpado e mau que o amor de Deus não consiga alcançar. Não creia no mau onipotente que a imprensa tenta te passar como existente, não creia nos datenas da tv, algozes da esperança, que acham que algumas pessoas se tornam inatingíveis ao amor de Deus e, como justos juízes, sentenciam os Saulos de hoje à morte.

Que esse meu sonho seja uma mudança de pensamento e postura no nosso dia a dia, e que coloquemos no devido lugar quem merece, e que nossos bens e até nossas vidas não sejam mais importantes do que falar do nome de Cristo, ainda que diante da morte certa, face a face com nosso executor.

Mais uma vez afirmo que sei que foi só um sonho, mas a verdade é que no Reino de Deus aqui próximo da Terra a lógica que impera é a desse sonho e não a de enfrentamento, revide e retaliação que tanto é pregada pela TV… tenham todos uma excelente semana…

bjos e abraços…

Trovão inverso


“Oração é … trovão inverso … os seis dias criados em apenas uma hora”
                                                (George Herbert)
 
Talvez o poeta tenha escrito essas palavras ao se deparar com o seguinte texto:
 
Quando ele abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu por volta de meia hora.
Vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus; a eles foram dadas sete trombetas.
Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou de pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono.
E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos.
Então o anjo pegou o incensário, encheu-o com fogo do altar e lançou-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto.
Apocalipse 8:1-5
Um texto que mexe com nossa imaginação! Silêncio no céu… um anjo se coloca aos pés do trono… incensário em mãos … o que está sendo revelado à João?
É revelado que “as orações de todos os santos” sobem ao trono, purificadas pelo incenso (pois, muitas vezes, não sabemos pedir). Deus ouve! Orações de agradecimento, orações de “por que me desamparaste”, orações de “afaste de mim esse cálice”, orações de “seja feita a sua vontade”, murmúrios, gemidos. O céu para! Nada passa despercebido!
Mas Deus não se contenta somente em ouvir! Ele responde! O incensário com as orações dos santos recebe o “fogo do altar”, que simboliza o poder de Deus e é lançado sobre a terra novamente!
Orações ainda estremecem a terra! 
Orações mudam o rumo da História!
Orações abalam o mundo! 
Oração é trovão inverso!
 
Você crê nisso? Como é a sua vida de oração?
 
Abraço e até a próxima!
 

Incenso

E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos.
Apocalipse 8:4

Ontem, durante noite e madrugada, tive oportunidade de viver esse versículo e forma muito real e intensa! Um longo e gostoso tempo orando em meio à minha família cristã! Tempo de adoração, tempo de confissão, tempo de agradecimento, tempo de pedidos. Momentos onde oramos por pessoas que estão distantes, momentos em que oramos uns pelos outros. Orações tristes e orações alegres. Orações desanimadas e orações entusiasmadas. Sonhos frustrados e sonhos futuros.

Às vezes gastamos muito tempo e dinheiro querendo desenvolver unidade e comunhão e nos esquecemos da melhor receita: uma pequena família em busca do Deus único e verdadeiro! Sou grato a Deus por cada vida lá presente! Sou grato a Deus por romper os céus carregados de nuvens laranjas daquela madrugada, enviando seus anjos para recolher nossa humilde oração!

Espero que a fumaça de incenso tenha chegado aí com bom aroma, cheia de motivações corretas, cheia de fé, cheia de amor e cheia de esperança…

E que o Senhor continue nos ensinando a orar!

Nada melhor do que isso para começar um feriado!

Abraço e até a próxima!

Oração de natal

Belo Horizonte, 25 de dezembro de 2011.

Eis um daqueles momentos em que a vida exige certo sentido. Ou não. Por que os fogos lá fora? Por que as mensagens e os telefonemas? Que sentido tem os votos de alegria, paz e prosperidade (e não só para mim, mas para toda a família)? Talvez porque hoje seja dia do aniversário do filho de Deus. Os votos representam aquilo que ele trouxe de melhor ao mundo – a alegria da oportunidade do convívio com o Deus vivo, a paz de quem tem este relacionamento e a prosperidade de uma vida verdadeiramente abundante. Mas por que não tenho experimentado a alegria, a paz e a prosperidade?

É natal, todos comemoram, todos festejam. Já se passaram muitos natais até o momento na minha vida, e de vez em quando ainda me pergunto qual o sentido dele pra mim. Por que me sinto tão escravo de mim mesmo no dia do aniversário do meu libertador? O bem que quero não faço, o mal que detesto tenho feito, miserável homem que sou. Deveria ser a pessoa mais feliz do mundo, mas não sou. Não sei… Em meio às dúvidas, angústias e desejos, tenho o pedido e a oração que compartilho.

Hoje quero pedir ao Senhor de presente, mais do seu presente, da sua presença comigo. Abençoe, aja com misericórdia em relação a este seu servo que não consegue se salvar sozinho. Que sua mão esteja sobre mim, que sua face seja o que vejo, que a força do seu braço me sustente mais e mais. Sou fraco, e pobre, e cego e nu. Não sei e não faço que é melhor, o que deveria verdadeiramente fazer. Me ajude a focar e ver sua graça, seu amor e sua misericórdia presentes na minha vida aqui e agora. Cuide da noite de hoje, da vida dos meus amigos que são cristãos e dos que ainda não conhecem ao Senhor.

Meu pedido de oração é para que Deus seja deus na minha e na sua vida. Que ele faça sentido todos os dias para nós e nos traga aquilo que tanto desejamos uns aos outros – a alegria, a paz e a prosperidade.

Feliz natal!

A primeira oração de Paulo

A oração que Deus responde

Uma questão muito me intriga no cristianismo. Qual a oração que Deus responde? Em João 14 Jesus diz que é para pedirmos que ele nos atenderá. Quando li pela primeira vez comecei a pedir tudo, mas infelizmente não obtive tudo quanto gostaria de ter recebido. O apóstolo Tiago nos escreve que não recebemos porque não pedimos. E que pedimos mal, para gastar em nossos prazeres. Ah, então não é toda oração que Deus responde? Passei então a pedir apenas aquilo que iria me edificar ou que julgava necessário para mim. Então li em Mateus 6 que Deus já sabia das minhas necessidades antes mesmo de pedir. Para que orar, se Ele já sabe e já tem cuidado? Não deixei de orar totalmente, mas já não fazia os pedidos como nos primeiros tempos. Sem que escolhesse, a ansiedade tomou conta do meu coração. Neste momento vi o que Paulo disse aos filipenses – para que deixassem que Deus conhecesse seus pedidos e assim poderiam desfrutar de paz. Agora oro a um Deus que já sabe do que eu necessito e já está a trabalhar por aquilo? Sim! Eu só ganhava em relacionamento e ficava com a sensação de ter lhe entregue minha vida através da oração. Ainda assim algo que me incomodava. Será que Deus está preocupado com meus pedidos? Será que Ele quer ouvir o que tenho a dizer? Será que minhas preocupações são importantes para Deus?

Esta semana tive a oportunidade de reler em Atos 22 como Paulo descreve seu primeiro contato com Cristo e refletir acerca da oração. Ele fora preso no Templo em Jerusalém pelos judeus e levado à fortaleza por soldados romanos. Antes de nela entrar, pediu para que pudesse dirigir a palavra ao povo que o havia acompanhado no meio do tumulto. Autorizado, ele descreveu a respeito de sua fé. Sempre me chama a atenção como ele interpreta sua primeira reação diante de Cristo – quem és tu, Senhor? Que devo fazer?

Por vezes minha oração é vazia de sentido porque só eu falo, na verdade apenas vomito o que tenho para dizer a Deus. E, correndo para sair para a faculdade ou para o trabalho, “entrego” tudo nas mãos de Dele. A oração de Paulo tem me inspirado para que eu deixe de ver apenas o que eu quero e passe a considerar o que Deus quer de mim e, principalmente, quem é este Deus que quer algo de mim. Assim, verdadeiramente ganho em relacionamento ao orar. Deus deixa de ser o “Gênio da lâmpada” e passa a ser o amigo que imagino que seja meu. Paro por aqui, porque tenho aula agora e preciso conversar com meu Amigo antes de sair de casa para mais um dia vivendo a vontade do Pai.

Me conte como é seu relacionamento com Deus através da oração, compartilhe suas experiências. Até a próxima!

2 Coisas que o pai aprende com a filha sobre o “Pai”

Tenho uma filha com um pouco mais de dois anos, ela se chama Helena. Tenho consciência da responsabilidade de ensiná-la uma série de coisas, mas não tinha tanta consciência do quanto aprenderia com ela. Ultimamente tenho aprendido duas coisas que gostaria de compartilhar com vocês.

1º: O Pai que beija feridas:

Helena aprendeu que quando acontecer algum acidente onde ela se machuque precisa de recorrer ao pai com rostinho de choro. O pai tem a função de beijar a ferida, machucado (ou o pseudo machucado rsrsrs) para que aquele “sofrimento” termine.  no início eu me achegava a ela para beijá-la, hoje ela já chega, apontando o dedinho e dizendo: “dodói!” Fiquei pensando na magia que existe nesse processo, como a dor é aliviada pelo beijo do pai, e tenho certeza que isso ocorre ainda hoje em minha vida. Como preciso do Pai no momento de dor! Como preciso de sua atenção, de seu consolo, de seu beijo! As feridas não deixam de existir, a dor pode continuar, mas a certeza do beijo do Pai é um grande refrigério! Fico triste de pensar em tantos filhos que se distanciaram do Pai e não tem ninguém para beijá-los nos momentos em que as feridas se abrem! Nesse momento nem dinheiro, nem poder, nem drogas e nem vícios substituem os lábios do Pai! Não há melhor coisa do que desfrutar do beijo do Pai!

“Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho” (Cânticos 1:2)

 

A filha que ensina o pai à respeito do Pai

2º: O Pai que ensina orar:

Ontem a noite tive a oportunidade de orar com minha filha ao “papai do céu”. Agora ela está começando a diferenciar entre o “papai” o “papai noel” e o “papai do céu”. Mas enquanto fazia uma oração de agradecimento simples e ela repetia me veio à mente como não sei orar e como preciso do Pai para me ensinar a orar. Oramos o seguinte: “Papai do céu, obrigado pela mamãe, pelo papai, pela escolinha, pelos amigos, pelas vovós, pelo vovô, pelos titios e titias e pelo papa. Amém”  Ela repetiu tudo, foi papa (tomar mamadeira) e dormir um sono tranquilo. Como vi que não sei orar! Preciso que o Pai coloque as palavras em meu coração! E preciso aprender a descansar (dormir um sono tranquilo) após a conversa com o Pai.

“Se em algum momento nos cansamos de esperar, o Espírito de Deus está ao nosso lado, nos dando aquela força. Se não sabemos como orar, não importa. Ele ora em nós e por nós, utilizando nossos suspiros sem palavras, nossos gemidos de dor.” (Romanos 8:26 – Versão “A mensagem”)

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)

Que possamos desfrutar uma intimidade inocente e infantil com o Pai que beija feridas e ensina orar!

Abraço e até a próxima!

 

 

O Deus que ouve

Essa semana estava lendo um texto muito interessante em IReis 8, especificamente dos versos 22 – 61. Esse texto é uma oração de Salomão no momento em que a arca da aliança (que simbolizava a presença de Deus) era trazida para o templo recém construído. O que me chama atenção na oração é a certeza de Salomão em um Deus que ouve. No entanto o fato de Deus ouvir sempre vem seguido de outro verbo:

  1. “Ouve dos céus e dá-lhes o teu perdão” (V. 30, 34, 36, 39,)
  2. “Ouve dos céus e age” (V. 32 e 39)
  3. “Ouve dos céus e atende” (V. 43)
  4. “Ouve dos céus e defende” (V. 45 e 49)

Assim como Salomão, podemos crer em um Deus que ouve e, depois, responde. Nosso Deus interage, reage, participa, relaciona! Coleciono em minha vida situações com um Deus que perdoou, que agiu, que atendeu e que defendeu. Tenho certeza que você também viveu situações assim! Se você ainda não se relaciona com esse Deus talvez esteja na hora de trazer a arca (Sua presença) para fazer parte do templo de sua vida! Quando isso acontece temos a certeza da presença de um Deus que ouve …. e …. responde!

“Que os Teus olhos estejam abertos para a súplica do teu servo e para a súplica de Israel, o teu povo, e que os ouças sempre que clamarem a Ti.”

(Verso 52)