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Armadura de Deus – Que tipo de couraça você usa?

“Mantenham-se firmes, … vestindo a couraça da justiça”  (Efésios 6:14)

Quais são os propósitos ao se usar uma couraça?

Primeiramente, o seu uso traz proteção contra ataques de espadas, lanças ou flechas. Tem a função primordial de proteger os orgãos vitais do corpo de um soldado. Além disso era usada como identificação. A maioria das couraças eram ornamentadas e tinham símbolos que possibilitavam o reconhecimento daquele soldado – de que exército e batalhão participava.

Da mesma forma a couraça da justiça tem a função de proteger nosso orgão mais vital – o coração. Biblicamente a palavra coração tratava de toda a essência da pessoa, tudo que ela tinha em sua maior intimidade.  O que está em nosso coração tem o poder de determinar o que somos. Por isso o grande cuidado e a grande relevância do coração nas escrituras.

“Acima de tudo guarde seu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (PV.3:23)

O maligno trabalha sempre para jogar flechas em nossos corações, usando de acusações, tentações e seduções. Por isso a importância da couraça feita por Deus. A couraça da justiça! Que justiça? A justiça de enviar o seu Filho amado para saciar a pendência do pecado humano , através da morte de Cristo a justiça imperou. Nesse momento, o que Deus mais deseja é que nos vistamos dessa couraça para nos proteger. O fato de ser justificado pela justiça divina protege meu coração e me traz identidade como cidadão do Reino de Deus. E o fato de ser justificado e crer nessa nova identidade, me leva a praticar (não como lei, mas por transformação) o que é justo.

Esse é o segredo da couraça!

No entanto, ainda podemos sair para a rua sem couraça. Levando flechadas do maligno, que tenta atingir nosso coração e questionar nossa identidade. Ou podemos sair com uma couraça fabricada por nós mesmo. A couraça da auto-justificação, que me faz seguir minhas leis de justiça, de ser bom. O problema é que essa couraça se torna pesada demais e ineficaz. Descobrimos, com o tempo, que não consigo ser justo o suficiente (chegamos à mesma conclusão do profeta de que “nenhum homem é justo, nenhum sequer”).

Mas temos a opção de nos revestir da couraça preparada por Deus em uma cruz, couraça desenvolvida no sacrifício e em um último brado: “Está consumado”

Que possamos nos revestir com essa couraça todos os dias de nossas vidas!

Abraço e até a próxima!

 

 

O papo sobre pecado

Não sabia bem como havia acontecido. Pareceu-me um relâmpago. Não sei se foi por conta da tempestade ou se Jesus havia voltado e eu enfim sido arrebatado. Fato é que em instantes fui recebido por anjos diante de uma grande porta. Parecia muito com aquilo que imaginava, só faltou o São Pedro com as chaves na mão.

Passado um tempo de contemplação, fui convidado a entrar e me dirigir ao chamado Trono da Graça. Nele estava ninguém menos que o próprio Deus. Como havia desejado aquele momento… em meio a tantas dúvidas e incertezas da vida terrena, meu maior anseio era finalmente estar ali, simplesmente com a Trindade. Meio envergonhado, Jesus me entregou um papelzinho, contendo um novo nome pelo qual Deus passaria a me chamar. Era algo como um apelido carinhoso pelo qual um pai chama seu filho. Já todo à vontade (não sei se até demais) também tomei a liberdade de deixar de tratá-lo por Senhor e passar a lhe chamar de Aba. E fez-se silêncio, só os olhares de aprovação me cercavam. Não havia muito para ser dito neste primeiro momento, tão somente admirar.

Deus então rompeu com barulho que o momento trazia e começou a oração. Sim, uma oração, porque era esta a maneira pela qual nós conversávamos antes de eu estar ali. Para minha maior surpresa, Ele começou justamente pela parte que mais doía. Não quis que eu repetisse nada do que já havia dito em “vida”, não passou nenhum filme que me deixasse constrangido, nem rodou nenhum tipo de áudio com os momentos em que desviei do que era devido.

Não foi legal, ter a justiça de Deus diante de mim. Um trono, a própria consciência acusando, Jesus de advogado na defesa com o argumento da cruz e a presença confortante do Espírito Santo me mostrando que já estava perdoado, mas que ainda assim era necessária a confissão. Tudo seria evitado, caso tivesse tido este papo antes com Deus. Só então pude compreender o valor da confissão.

Você tem conversado a respeito com o Pai? O que entende por confissão?

Uma vez ouvi sobre o segredo de um cristão que vivia muito bem com Deus. Ele não deixava passar cinco minutos após um pecado sem confessá-lo. Esta tem sido uma realidade para mim há alguns anos e posso afirmar a validade desta afirmação.

Agradeço ao amigo Patrick pela ideia do post e pelos preciosos momentos divididos no grupinho de estudos.