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As Batalhas de Josué – Ai 2, a Vingança!

Olá nobre leitor!

Na semana passada vimos como o pecado de Acã e a soberba de Israel prejudicaram e trouxeram a primeira derrota para o povo de Deus. Agora falaremos da segunda parte desta batalha!

Depois de identificarem e punirem com a morte o homem que desobedeceu a ordem de Deus, uma mensagem chega a Israel:

” Então disse o SENHOR a Josué: Não temas, e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, sobe a Ai; olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra.”  Josué 8:1

Josué, grande líder militar , se aproveitou da derrota para bolar um novo plano. Levaria milhares de soldados até os portões de Ai, simulando uma nova invasão. No meio da batralha, fugiria com seus homens como se a derrota fosse iminente. O objetivo era fazer o exercito de Ai perseguir os israelitas até fora da cidade, da mesma maneira como aconteceu da primeira vez.  Só que desta vez, um grupo menor ficaria escondido, e assim que o exercito saísse de Ai, eles tomariam a cidade desprotegida. Os números falam de 30 mil homens no exercito principal e 5 mil escondidos para a emboscada.

Josué liderou pessoalmente o exercito principal, e fizeram exatamente como o planejado. O Rei de Ai, ao ver Israel em campo aberto fugindo para o deserto, ordenou a perseguição. Por falta de prudência ou por subestimar Israel, nenhum só soldado fico em Ai. Todos saíram em perseguição. Foi fácil para os os 5 mil da emboscada entrarem na cidade e atearem fogo em tudo.

Ao ver que seu plano funcionou, Josué deu meia volta para combater seu inimigo. Pela retaguarda, os 5 mil que atearam fogo na cidade também vieram para o combate. O exercito de Ai foi cercado pelo dois lado, não tendo para onde recuar ou fugir. Foram massacrados.

 Esta mesma estratégia de atacar um exercito por dois lados foi utilizada na derradeira batalha de Alexandre o Grande contra o persa Dario III,  na famosa batalha de Gaugamela, onde cerca de 45 mil homens macedônios derrotaram  cerca de 250 mil persas. A estratégia é famosa em meios militares e foi amplamente utilizada nas primeiras e segunda guerras.  Josué é, sem dúvidas, o maior líder militar da historia do povo hebreu.

Desta vez, Deus permitiu que despojos fossem tomados. É dificílimo entender  plenamente os desígnios de Deus. Em uma batalha, Deus proibiu a coleta de despojos. Na próxima, ele permite.

O que podemos aprender com a vitória de Josué?

1 – Confie em Deus. Ele pode te negar alguma coisa agora para depois permitir que você tenha o que lhe foi negado, e muito mais.  Quando ele lhe disser para não tocar em algo, não toque, mesmo que você queira muito. Aguarde, e no momento certo, o que é seu virá para você, com a bênção de Deus.

2- Seja um líder de campo. Se quer ser visto como líder, se quer que pessoas te sigam, e se quer vitórias, esteja na frente de batalha. Não adianta incentivar alguém a fazer alguma coisa que você mesmo não faria. Josué liderou pessoalmente o exercito principal. Vá para o campo!

3-  Aprenda com seus erros. Seja inteligente, tenha senso crítico e transforme seu ponto fraco em ponto forte. Reflita sobre suas estratégias, repense seu comportamento, e mude aquilo que lhe trás derrota. Ai achava que Israel era covarde, e que estava novamente fugindo.  A covardia de outrora se transformou em coragem vindoura. A vitória veio da transformação.

Não sei vocês, mas eu sou fã de Josué. Vamos continuar com ele!

Um abraço!

As Batalhas de Josué – Ai

Na semana passada vimos como Deus entregou Jericó nas mãos de Josué.  Hoje, conheceremos a primeira derrota de sua campanha. Vamos lá?

Logo após derrotar e conquistar a cidade de Jericó, Josué se voltou sem demora para seu próximo objetivo: a cidade de Ai.  A principio, Josué adotou uma tática parecida com a  utilizada em Jericó, enviando espias para identificar e obter informações sobre seu inimigo. A resposta foi algo como:  “Eles são poucos! Acabamos de conquistar Jericó, e nosso povo está cansado. Envie alguns soldados e poupe o resto do povo! Vai dar tudo certo!”

E assim o fez Josué. Enviou cerca de três mil homens. O resultado, inesperado, foi:
Assim, subiram lá, do povo, uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai. E os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis, e os perseguiram desde a porta até Sebarim, e os feriram na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água. Josué 7:4-5

Ninguém esperava por este resultado. Uma derrota numa batalha que parecia fácil logo após uma vitória numa batalha que parecia impossível de ser vencida. A tristeza se abateu sobre Israel e sobre Josué. Ele se prostrou sob a Arca da Aliança e orou a Deus. Temia que a derrota instigasse outros inimigos a marchar contra Israel. A resposta de Deus não tardou. Revelando a Josué que suas ordens não foram seguidas, Deus revelou que um objeto impuro foi retirado de Jericó e escondido em Israel. Enquanto aquele objeto permanecesse em Israel, Deus ali não estaria.  O homem responsável era Acã, da tribo de Judá.

O que podemos aprender com esta derrota?

1- Grandes vitórias em batalhas difíceis podem encher o coração de orgulho e prepotência. Não subestime suas batalhas, nem superestime sua força. Lute com seriedade e com força total contra todo o pecado de sua vida.

2- Ninguém pode vencer o pecado sem o auxilio de Deus. Sem a misericórdia de Deus, seremos escorraçados e perseguidos em todas as batalhas que lutarmos. Os pequenos pecados também podem te levar para a ruína.

3- Sempre que algo der errado em suas lutas, converse com Deus. Descubra porque Deus se ausentou de você. Geralmente você vai descobrir que foi você quem virou as costas para Deus primeiro. Sem ele, nós não somos nada.

Perdida a batalha, mas a guerra ainda não. Josué se levantará novamente contra Ai. Falaremos disto na semana que vem!

Um abraço!

As batalhas de Josué – Jericó

E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente. Josué 6:5

 

Esta foi a ordem de Deus para Josué. Era a maneira pela qual Deus destruiria os poderosos muros de Jericó. Cerca de 40 anos após derrotar os amalequitas, Josué atravessou o rio Jordão em direção a terra prometida. Atrás de si trazia os filhos dos escravos libertos do Egito, a geração permitida para tomar posse de Canaã.  A sua frente, a fortificada cidade de Jericó.  Era necessário destruir a cidade, mas Josué sabia que tal tarefa não seria das mais fáceis.

Jericó estaria no sopé da montanha de Judá, distando 40km de Jerusalém. Seria uma cidade com acesso a fontes de água em uma região muito seca, o que lhe conferia a importância estratégica. Talvez por isto seus muros serem tão poderosos. Certamente outros povos tentavam igualmente destruir ou se apossar da cidade.  A terra de Canaã estava repleta de povos guerreiros, nações que inclusive assustaram 10 dos 12 espias enviados. Josué e Caleb foram os espias exceções. Como vemos, relações belicosas são históricas na região da Palestina.

Com a cidade trancada e sitiada pelos israelitas, Jericó se apresentava como intransponível.  Josué envia dois espiões para a cidade com o objetivo de descobrir tudo que podiam sobre seus habitantes. Uma estratégia inteligente. Sun Tzu disse que “se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas”. Josué já aplicava isto dois mil anos antes do general japonês. Dentro da cidade, os espiões são descobertos e caçados, e recebem ajuda da prostituta Raabe. Ela informa aos espiões que o povo de Jericó teme o povo de Israel em função dos poderes de seu Deus. Por reconhecer seu  mérito, Deus poupa a vida de Raabe e a recebe no seio de seu povo.

Mentalmente, a batalha já estava ganha. Jericó era uma cidade coberta de medo e pavor. Mas pavor não derruba muros, logo Josué precisava de uma estratégia. E ela veio, através do Grande General e Senhor dos Exércitos, Deus!

Não há como negar que a ordem de Deus é estranha e pouco ortodoxa. Ele ordena que Josué junte seus guerreiros, leve os sacerdotes e a Arca da Aliança, e que marche ao redor dos muros de Jericó uma vez por dia, por seis dias. No sétimo dia, deveriam ser sete voltas. Ao final das sete voltas, sete trombetas deveriam ser tocadas, e ao comando de Josué, todos deveriam gritar. Ao final do processo, os muros iriam ruir.

Realizado conforme dito por Deus, os muros caem e Israel conquista Jericó.  Outra vitória importante na história do povo hebreu. Outra vitória importante para Josué.

O que podemos aprender com este capítulo?

1- Durante suas batalhas a ajuda pode vir de onde menos se espera. Se permita ser ajudado e saiba reconhecer a mão amiga estendida. Retribua a ajuda com aquilo que você tem de maior em sua vida:  Salvação em Cristo

2- Muitas vezes os desígnios de Deus parecem estranhos e suas ordens soam como loucura aos nossos ouvidos. Mas Deus é fiel a suas promessas, fiel aos seus propósitos, e sabe mais do que você. Se ele te pedir para marchar e prometer que isso derrubará muralhas, então marche. E toque trombetas.

3- Muitas vezes Deus irá derrubar os muros. Mas conquistar a vitória depende de entrarmos na cidade. Tendo Deus ao seu lado, entre na cidade.

Continuaremos com Josué.

Um abraço!

As batalhas de Josué – Amalequitas

“E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.”  Êxodo 17:13
E assim surgiu um  grande herói do povo judeu. Josué, que primeiro se chamou Oséias, foi rebatizado por Moisés em Cades. Costume comum entre o povo judeu, o nome de um homem tinha uma forte ligação com sua vida,  e Josué significa “Javé é a Salvação”.  Filho de Num, Josué era um valoroso homem da tribo de Efraim, e esteve com Moisés durante a difícil jornada pelo deserto. Foi um dos doze espias enviado para observar a terra prometida depois da caminhada pelo deserto. Dos doze, apenas dois deram relato de vitória, e Josué era um deles.

O contexto do seu despertar era complicado. Moisés acabara de tirar o povo hebreu do cativeiro egípcio. Em seu primeiro acampamento após a fuga,  num local chamado por “Redfim”,  Moisés é interpelado pelo povo judeu sobre a presença de Deus para junto deles. Cobram de Moisés uma posição. Moisés chega a ter medo de ser apedrejado e ora a Deus por isto. Dizem que seria melhor serem escravos do Egito do que morrer de fome e sede no deserto.  Aliado a isto, uma grande ameaça se aproxima do povo de Deus: Amaleque (Gn 36:12), investe contra os israelitas enquanto a crise interna ainda se desenrola. A ordem de Moisés é clara para Josué. ” Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão.” (Ex 17:9).

Aqueles homens não eram guerreiros.  Até pouquíssimo tempo atrás, estavam todos escravizados no Egito. Estavam com fome, com sede, cansados e possivelmente muito assustados. Cativeiro ou não, tinham acabado de abandonar o que conheciam como suas casas e marchavam pelo deserto na promessa da terra prometida. No seu encalço, os amalequitas.  Imaginem escravos famintos e sedentos enfrentado uma tropa de choque militar.  Não é exagero dizer que este era o cenário. Moisés precisou erguer o cajado por muito tempo, auxiliado por Arão e Hur, para garantir a vitória de Israel.

Por hora, o que salta a vista é a total obediência de Josué. Sua obstinação, sua força e certamente sua liderança  eram indiscutivelmente grandes.  O resultado da luta foi a vitória. E depois da vitória, uma mensagem de Deus:


“Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus.” Êxodo 17:14
Relatar aos ouvidos de Josué é uma mensagem clara de Deus:  Você lutará em Meu Nome,  e Eu lhe serei fiel. As suas lutas serão Minhas lutas. As suas vitórias, serão Minhas vitórias. E Eu estarei contigo. E assim foi, durante toda a vida de Josué.

Grandes heróis e estrategistas militares sempre foram amplamente cultuados na história do homem. Os conquistadores sempre tiverem lugares de destaque nos livros de história. Quem nunca ouviu falar de Alexandre da Macedônia ou de Napoleão. Quantos filmes e historias estes homens não inspiraram nas culturas modernas? Nós temos um herói estrategista, forte, destemido, bravo e vitorioso bem na história do povo de Deus. Sinto que algumas vezes Josué não recebe a mesma atenção que David ou Moisés, por exemplo, mesmo tendo sido uma figura de extrema importância para Israel. Acima de tudo, temos um homem de fé e profunda ligação com Deus. Um homem cujo caráter e devoção não podem ser questionados,e não haverá na Palavra qualquer chance de duvidar de sua retidão.

Esta foi a primeira de muitas vitórias de Josué. E podemos aprender muito com ela.


1 – Nem sempre estaremos preparados para uma grande batalha. Muitas vezes ela virá no momento de maior debilidade e fraqueza, física e espiritual.
2 – É preciso se cercar de pessoas firmes e corajosas. Josué não venceu suas batalhas sozinho. Moisés não segurou o cajado sozinho. Ambos tiveram apoio dos homens que escolheram para lutar ao seu lado.  Escolha seus parceiros de batalha com sabedoria, e apoie-se neles.
3- Confie sempre em Deus.  Se escravos famintos podem derrotar guerreiros, as nossas batalhas diárias podem ter o mesmo resultado, desde que você permita que Deus te conduza em sua peleja.
4- Escolha suas batalhas com cuidado. Luta aquelas pelas quais Deus lutaria. Deixe as batalhas do mundo para o mundo.

Voltaremos a falar de Josué.


Um abraço!

Da medo do medo que da

O que é o medo? Para alguns, falta de fé. Para outros, um receio. Para o tio do Chico Buarque, ausência de coragem, dentre outros significados. Manifesta-se de diferentes formas – desde certo receio ao extremo pavor. É uma emoção, mas pode se transformar num estado de espírito ou até mesmo num traço da personalidade, de acordo com a maneira como ele é tratado.

Todos nós sentimos medo. Medo do escuro, medo de fantasma, de altura, de ficar sozinho em casa, de escolher, de errar, de andar de noite na rua, do desconhecido, de avião, de viajar de carro com aquele tio meio doido, de não ser amado, de escolher a pessoa errada e até de morrer solteiro. O medo pode ser visto como um vilão que tenta nos roubar o sono ou como um amigo que tenta nos alertar de um perigo. Alguns tem medo da morte e outros, da vida.

Hitler tinha medo de dentista (e tinha mal hálito, registre-se). Ghamdi tinha medo de serpentes, fantasmas e ladrões. Eu tive medo de ficar sem amigos, de não passar no vestibular, de ficar desempregado depois de formado, de visitar uma atividade mineraria no Pará, de não ser feliz com na vida. Josué, sucessor de Moisés a caminho da conquista de Canaã, também teve medo – medo de ser derrotado pelo povo mais forte que o aguardava na nova terra, medo do próprio povo que liderava, medo do desconhecido. Medo do desconhecido… Por vezes o temor está aliado à pré-ocupação.

Tudo bem que o medo seja normal, mas o que fazer com ele? Sinceramente, não sei. O que ouvi sobre ter fé foi o que mais me ajudou até hoje. Ainda assim me pego num pavor paralisante de vez em quando. Acredito que Jesus também experimentou um pouco disto antes de ser entregue para apanhar e morrer nas mãos dos soldados romanos. E a maneira como ele se entregou a Deus naquele jardim é, no mínimo, inspirador. Imagino como o Filho confiava no Pai quando passou por medo. Gosto de ver como Deus tenta encorajar Josué contra seu medo. Foram aproximadamente sete vezes, narrados entre os livros de Deuteronômio e do próprio Josué, quatro delas só no capítulo um deste.

 “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.”

(Josué 1:9)

O lhe causa medo hoje? Por qual motivo você sente medo? Como tem lidado com seu medo? Para quê Deus tem lhe chamado e você tem reagido com medo?

Deixo aqui o registro para um pouco de filosofia a respeito do medo do medo que da.

Que as palavras de Deus a Josué, tão bem compreendidas por Jesus, fale hoje aos nossos corações.