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Por Mais Astúcia

Nesta semana celebrou-se o dia de St. Patrick (em Belo Horizonte, por sinal, a festa será hoje). Sobre este interessante personagem há várias lendas e curiosidades, uma delas é a crença de que ele expulsou as cobras da Irlanda. Estudiosos afirmam que desde a Era Glacial não houve mais deste animal na ilha e, por outro lado dizem que se trata de uma afirmação simbólica. Claro: a cobra é um animal “ruim”. Assim, o padroeiro da Irlanda teria expulsado o “mal” do país, isto é, as crenças pagãs pré-cristianismo.

Mas, voltando às cobras, foi a serpente que tentou Eva e a própria peçonha do animal já é um mal suficientemente significativo. É de se surpreender, portanto, que Jesus tenha dito que deveríamos parecer com elas em qualquer aspecto que fosse. E é justamente a serpente que ele usa como exemplo de astúcia a ser seguido.

Agora, de onde que ele tirou que as serpentes são astutas? Imagino que porque elas não saem se revelando logo de cara, elas esperam, observam de longe, não confiam logo de cara mas esperam o momento certo para dar o bote (mas quanto a dar o bote, tenho quase 100% de certeza de que não estava incluído no pacote de coisas que deveríamos fazer).

C.S. Lewis defende em Cristianismo Puro e Simples (que de simples só tem puro mesmo) que deveríamos ser como crianças por razões que excluíam o pensamento infantilizado.  “Um coração de criança e a mente de um adulto”. E ele diz ainda: a preguiça intelectual não é melhor do que qualquer outro tipo.

Então fica aqui um manifesto por mais astúcia.

Pois Jesus nos envia como ovelhas entre lobos.

Porque na Igreja há trigo e há joio.

Porque maldito é o homem que confia no homem (isso incluiria o que confia no próprio homem? Ou seja, em si?)

Pois os dias são maus.

Pois o inimigo anda em derredor, como um leão.

Pois com os anos vemos que os cristãos não passam de pecadores perdoados.

Então vamos todo mundo pensar bem sobre as nossas vidas, avaliar como estamos vivendo, buscar conselhos e estar prontos a ouvir.

Vamos tomar decisões embasadas em raciocínio mais do que nos nossos voláteis corações.

E, é claro, não arrendar o pé do básico: ler bem a Bíblia para conhecer os pensamentos revelados de Deus. E orar por sabedoria.