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A espada – Armadura de Deus

“Usem a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17)

É assim que Paulo termina a exortação sobre a armadura de Deus. Termina com um acessório que é usado para a defesa e para o ataque. A palavra usada por Paulo para espada caracteriza ela como a espada curta, usada pelos soldados na guerra corporal. O uso dessa espada exigia encontro pessoal (muito diferente de uma guerra moderna, que quase não exige o corpo a corpo). O Espírito, que habita em nós, usa a Palavra como espada. Ele a emprega para cortar as defesas pessoais (que a vida nos ensina a armar) e fere e desperta consciências, para que nossas mentes e corações voltem ao Pai. Certa vez li um testemunho do homem que se tornou cristão de uma forma inusitada: Ele usava maconha quando um cristão o desafiou a conhecer Deus. Ele o ridicularizou, mesmo assim o cristão falou que deixaria uma Bíblia para ele de presente. Ele reagiu, dizendo: “Se deixar essa Bíblia comigo eu vou fumá-la, o papel é bom para enrolar maconha.” O cristão então fez um acordo com ele: “Você fuma a bíblia mas, antes de enrolar o fumo, você tem que ler o que está escrito naquele papel”. Negócio fechado! Aquele homem fumou Matheus, Marcos, Lucas e João até o capítulo 3. Depois disso não resistiu à luta contra o Espírito de Deus e entregou sua vida à Cristo! Esse é o resultado do contato com a Palavra de Deus!

Além de manusear a espada de forma perfeita, o Espírito de Deus coloca a espada em nossas mãos! Com ela podemos nos defender (assim como Jesus no deserto – Lucas 4) e também para que pessoas possam conhecer Deus (Hb.4:12). Nossa função é vital! Mas envolve relacionamento com a palavra e com as pessoas. Como dito anteriormente, exige contato corpo a corpo!

Que possamos desfrutar de todo o poder de transformação que existe na Palavra de Deus! Tanto na defesa como no ataque!

Como está sua relação com a espada? Você a manuseia bem tanto na defesa como no ataque?

Abraço e até a próxima!

A quem sua alma dá ouvidos?

No momento que nos tornamos cristãos, passamos a ter no centro do nosso ser um santuário. Esse passa a ser o centro de nossas vidas, é nesse local onde habita o Espírito de Deus. E o Espírito de Deus vivifica o meu! O problema é que ao invés de me voltar para esse centro bem interior da minha vida, acabo ainda sendo dirigido pelo que é externo! Meus sentidos chamam minha alma para o externo, tirando meu foco do maravilhoso santuário! Ouço o mundo, vejo o mundo, apalpo o mundo, saboreio o mundo, cheiro o mundo! Isso faz de mim um homem superficial, em nenhum momento me adentro para o centro para ouvir, ver, apalpar, saborear  cheirar o Espírito! Mas como me adentrar? Para mim não há outro caminho senão o caminho de disciplinar sua alma (pelo menos em algum momento de seu dia) a se distanciar do externo e, através do silêncio, da oração e da palavra, se movimentar para o interno!

A quem sua alma dá ouvidos? Ela está voltada para o externo, deixando de ouvir o Espírito e se perdendo em um mundo sedutor? Ela oscila, de forma esquizofrênica, entre o externo e o interno? Ou ela acha consolo, força e amor no santuário?

Que possamos ter nossa alma morando no santuário!

Abraço e até a próxima!

Um Cordeiro que cola figurinhas

Época de copa vivo sempre a mesma rotina: ganhar o álbum da copa da minha querida esposa com os primeiros 10 pacotinhos de figurinhas! Depois disso começo a me envolver em uma corrida contra o tempo para preenche-lo. Ainda estou na metade do álbum da copa de 2010.  Manuseando o álbum um dia desses estava vendo tantos rostos e algumas informações pessoais desses rostos; clube em que joga, cidade em que nasceu, data de nascimento. Estava pensando como aquele livro de figuras era algo comercial, como aqueles rostos não tinham o menor valor para mim, a não ser como uma figura necessária para completar o álbum e como aquelas pequenas informações pessoais eram insuficientes para conhecer o que estava por trás daqueles rostos!

Nessa hora me lembrei que Deus criou um livro de figurinhas e o deu para seu Filho, o cordeiro, preencher.Mas o Seu álbum é muito diferente do que eu coleciono. Cada rosto presente naquele álbum é plenamente conhecido por Ele. Rostos conhecidos em sua essência, em todos os momentos da vida, seja na alegria ou na tristeza, no choro ou na risada. Rostos de homens e mulheres que ao longo da história da humanidade se voltaram novamente para Aquele que nos criou e decidiram colocar seu nome no livro, até então, vazio. Outra diferença que posso ver para o meu álbum é que não existem figuras repetidas: você é único, assim como eu! E o álbum do cordeiro não ficará pela metade, como tantos que já tive. O cordeiro vai completar o álbum, não faltará figurinha nenhuma!

E, enquanto o cordeiro não abre o álbum completo (Ap.5), posso ter a certeza que estou colado lá,pois o Seu Espírito é a cola que me prega no álbum, mais conhecido como o livro da vida!

¨O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu pai e dos seus anjos¨ (Ap.3:5)

¨Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. … Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do cordeiro¨ (Ap.21:2 e 27)

Único

Nessa semana temática, gostaria de abordar uma relação em especial dentro da trindade: Pai e Filho. Muito pode ser dito sobre esse tema, porém, com a permissão do Rato, “dono” desse Evangelho :D, gostaria de escrever algumas idéias baseando-me no evangelho de João.

Apesar de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26), tomamos decisões em nossa vida que nos afastaram do plano original dele. O nosso DNA não é exatamente igual ao de Deus (olhe bem pra dentro de você e veja se Ele teria muitos dos pensamentos e atitudes que você tem). Mas Ele gostaria muito que você fosse muito parecid@ com Ele. O máximo possível. Já Jesus se colocou como Filho de Deus, com um DNA exatamente igual, porém despido da glória, limitado a viver entre nós como um simples mortal, que tem sede, fome, frio e que morre.

Ao se dizer “Filho de Deus”, Jesus sabia da força de suas palavras, sabia estar se igualando ao próprio Deus para os judeus da época. Sabia estar declarando-se ter uma relação com Deus maior que a que qualquer pessoa poderia ter. E deveria imaginar que os judeus, se não cressem em sua divindade, ficariam indignados com as afirmações dele, o que de fato ocorreu.

Mas seus títulos não se esgotam em “Filho de Deus”: Jesus também se diz “pão que desceu do céu e dá vida ao mundo” (João 6:33 e 35),  “fonte de água viva” (João 4:14), dentre outros. Vale a pena ler o contexto em que Ele afirmou ter esses títulos no evangelho de João. Jesus nos deixa bem claro nesse capítulo que desceu dos céus, i.e., se despiu de seu poder e se fez homem, tendo fome e sede, não para fazer sua vontade, mas a de Deus (João 6:38) . Também afirma que vive por causa de Deus e aquele que dele vive viverá do Pai (João 6:57). As palavras dele são muito claras: Ele é o único mediador possível. O caminho até Deus, A verdade e A vida (João 14:6), não um caminho, uma verdade e uma vida. ÚNICO. Ninguém chega a Deus senão através dele, pois Jesus é o único que viu a Deus (João 6:46). Jesus possuía um relacionamento ÚNICO com Deus, com certeza seu bem mais precioso, que o alimentava de fato (João 4:34). O modelo dele de relacionamento com Deus deve ser o nosso também.

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No dia-a-dia, muitas vezes nos referimos a nós mesmos ou ouvimos outras pessoas dizerem coisas do tipo: “Ah, mas eu mereço, também sou filha de Deus!” Porém, o que não percebemos, muitas vezes, é que há uma certa imprecisão nessa afirmação. Na verdade, segundo a bíblia (João 1:12), somente Jesus é filho “de sangue” de Deus, com o mesmo DNA. Nós podemos nos tornar também filhos (adotivos) ao crermos e aceitarmos tudo o que Jesus fez por nós: sua vida sem pecado, seu exemplo de fé e esperança e o caminho que Ele nos abre, ao morrer por nós na Cruz. Ao morrer, no meu e no seu lugar, ele nos dá a oportunidade de sermos limpos dos nossos pecados – tanto da “névoa” que nos encobre perante Deus quanto nos dá a possibilidade de mudar – e nos mostra o caminho até Deus. Deus está de braços abertos para nos receber (João 6:37). E é através da fé em Jesus que teremos acesso, que nos tornaremos moradia do terceiro vértice da trindade (I Coríntios 3:16), o Espírito Santo.

Para vivermos, portanto, limpos e sermos adotados por Deus, basta-nos apenas decidir em que lado queremos estar, agradecer a Deus por tudo o que fez por nós através de Cristo e crer. O resto ele nos ajudará a fazer, mas o primeiro passo é nosso. E você, quer ou não dar esse passo? Ou já deu? Que diferença fez na sua vida? Compartilhe conosco!

Ele assopra onde quer

“Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá”
(Gilberto Gil)

Como dito em um post anterior, faço uma matéria X de Antropologia. Ou pelo menos era o que eu achava. Eis que descubro no domingo último que minha matrícula está trancada nessa disciplina. O que aconteceu é que, no início do semestre, pedi pra trancarem uma matéria Y e trancaram a X, já que os códigos das disciplinas eram muito parecidos. Ótimo: faltando menos de 1 semana pro fim do semestre, descubro que tomarei bomba na matéria Y em que estou matriculada mas que não estou fazendo e fiz tudo da matéria X sem ser pontuada.

Sou uma pessoa muito preocupada, ainda mais no tocante a assuntos acadêmicos. Mas, num pleno domingo, não havia nada que pudesse ser feito.  Na segunda eu iria tentar resolver, mas preocupar não adiantaria. Orei muito, conversei com pessoas e, incrivelmente, acabei me acalmando, confiando. Fiquei muito feliz de ter deixado Deus cuidar das coisas, de não preocupar. E acabou que – bem, a “saga” não acabou ainda – parece que as coisas vão se resolver – isso se a moça da fafich que cuida desses assuntos voltar de férias logo -, coisa que eu achava meio impossível.

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, com oração e súplicas, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus que excede todo o entendimento guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses, 4:6-7) Viver o Fp 4:6-7 é sempre um desafio pra mim. Mas, como disse meu amigo Rafa, é o que Deus espera de nós, justamente por saber o quão libertador isso é. Ele quer cuidar de nós, quer ele mesmo carregar nossos fardos no nosso lugar. Em alguns momentos, temos vontade de “desentregar”, pegar as coisas de volta, tentar tomar conta delas. Mas a entrega deve ser um exercício diário, ou até mais que isso.

Entregar o futuro, entregar a vida: por quê?

Ultimamente, a frase que eu mais tenho dito é: “como é difícil formar!”. Para uma pessoa não decidida no campo profissional como eu, fico super perdida sobre o que fazer, como fazer, quando fazer… As oportunidades surgem, os prazos urgem…

Pensando nessas coisas e tendo que tomar diversas decisões profissionais nos últimos dias, lembrei de uma parte do Evangelho de João, do capítulo 3, a qual discutimos numa reunião de Alvo da Mocidade recentemente, que conta quando Nicodemos, um fariseu, questiona Jesus sobre nascer de novo e Jesus diz assim: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” Bem enigmática essa frase, não? Eu acho. Ao falar do vento, ao meu ver, Ele queria dizer que a vida de quem é nascido do Espírito Santo é direcionada por Ele, controlada por Ele. É muitas vezes imprevisível e nem pode ser colocada numa caixinha, “esmiuçada”, “rotulada”, “prevista”. Não é “humanamente controlável”. É uma aventura.

Céu de Cabo Frio
Céu de Cabo Frio, RJ

De fato, não só “o vento” é imprevisível, mas tudo na vida, nós caminhando com Deus ou não. Não temos controle sobre os dias de vida que temos, sobre possíveis acidentes, infortúnios, encontros, presentes, oportunidades… Ninguém consegue prever o futuro, só a mãe Diná, a sorte do orkut e os econometristas neoclássicos. Existe uma coisa chamada “incerteza” no mundo, como já diria Keynes (copiando de Marx! hehe): não temos garantia de que as coisas se realizarão como as planejamos.

Se o mundo em que vivemos é de imprevisibilidade, se não temos garantias 100% das coisas, porque não confiar e entregar nossas decisões àquele que, “imprevisivelmente” tem a visão de tudo e sabe o melhor pra nossa vida?

Viver é de qualquer forma uma aventura. Por que não, então, entregar nosso futuro, nossas decisões a Deus, que é quem sabe pra onde vamos e quer nos conduzir? Tentar controlá-las nós mesmos só nos trará sofrimento, angústia e frustração.

(Esse post é em homenagem à Nati Gesualdi. Obrigada por tudo, amiga!)