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Palco da deidade

Apresento-lhes o palco mais perigoso do mundo. O palco da deidade. Ele é armado de maneira silenciosa. Não é preciso muito pra vê-lo surgir. Às vezes, basta que a vida melhore ou que as coisas comecem a dar certo. Sua estrutura não é metálica. O palco da deidade tem como alicerce, egos inflados. Começa a ser montado quando surge o desejo (incontrolável) de querer estar no centro. Não exige parafusos. Exige vaidade. Não são placas de madeiras compensadas que compõem seu piso. São placas de arrogância sobrepostas às placas de orgulho.

“Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem!” (At.12:21-22)

Vestes reais, trono e microfone são ingredientes da soberba.

Aquilo que ouvimos pode ser uma simples frase, mas pode também ser a tampa de um caixão: “É voz de um deus, e não de homem!”

Quem disse isso: o povo? Talvez tenha sido o diabo.

E há quem diga que a voz do povo é a voz de Deus. Será? 

“No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou.” (At.12:23)

Flávio Josefo diz que Herodes Agripa sentiu fortes dores no coração e no abdômen e morreu 5 dias depois. Ter sido “comido por vermes” seria possivelmente ancilóstomos, ou seja, vermes que se alimentam de sangue e geralmente parasitam o intestino e os órgãos próximos.

Não sabemos exatamente o que ocorreu. A informação que temos é de que, no fim de tudo, o juízo de Deus parece se levantar contra todo ego humano que pretende rivalizar com Deus.

Porque a soberba precede a ruína; a altivez do espírito, a queda; e o palco da deidade, a tampa do caixão. Foi Salomão quem falou sobre soberba e altivez do espírito (Pv.16:18). Sobre o palco da deidade, fui eu mesmo.

Um grande abraço!!!