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“Refrigera a minha alma”

O título é parte do salmo mais conhecido das escrituras!

O salmo 23 é um convite para avaliarmos nossas vidas e refletirmos em tudo o que o Bom Pastor nos oferece ao longo da caminhada! Como ovelhas  somos bem frágeis, não enxergamos bem e temos dificuldades de entendermos o caminho. Por isso a necessidade do Bom Pastor. Infelizmente, alguns lobos, entendendo a fragilidade, se lançam como falsos pastores e atraem muitas ovelhas para fora do caminho.

Como está sua caminhada? Quem é o seu Pastor?

O Bom Pastor traz consigo a ação de refrigerar almas. O que seria “alma”? Para o povo judeu seria “o homem como um todo”. A alma ferida sofre com consequências emocionais (culpa, frustração, amargura) e físicas (depressão, compulsão, vícios). O bom Pastor quer trabalhar as feridas de nossa alma. Entendo que Deus age de 3 formas contundentes:

  1. Remove nossas culpas: O mal que nós mesmo escolhemos fazer contra nós, contra o próximo ou contra Deus tem como consequência a culpa. Em outras palavras, o pecado gera culpa. Carregamos essa culpa, tentando negar, racionalizar, diminuir ou transferir o pecado. Mas o fato é que não conseguimos nos livrar dela. Por isso, o bom Pastor age, removendo nossa culpa (1 JOÃO 1:7)
  2. Remove nossa amargura: além do pecado que cometemos por conta própria, existe também o pecado que os outros cometem contra nós. Isso gera amargura, ódio. E quem mais sai perdendo é aquele que retém a amargura, ela é uma ferida que cresce e consome a alma! Com certeza, ao longo da caminhada, nossa alma será ferida por outras pessoas! Para isso o Bom Pastor traz consigo o perdão. O perdão é trazido por Deus não de forma abstrata, mas de forma real e intensa, em uma cruz! Temos a obrigação de perdoar… para o nosso próprio bem! Ah, então fica por isso mesmo? Não! Você simplesmente abre mão da vingança, entregando a situação àquele que julga retamente, e Ele vai julgar! (Romanos 12:39)
  3. Substitui nossa tristeza: Além da culpa produzida por nós e da amargura produzida pelos outros em nós, a vida nos coloca em circunstâncias aleatórias que trazem consigo uma enorme tristeza! Perdi meu pai com 12 anos, em acidente aéreo. Perdi minha mãe há 3 anos por uma doença. Pergunta? Isso é culpa de Deus? Não! Isso são situações de um mundo caótico. Deslizamentos, terremotos, tsunamis são reações de uma natureza que “geme”, esperando ser libertada (Romanos 8). E nesse momento de grande tristeza ainda ouvimos jargões religiosos do tipo: “Deus quis assim” ou “foi melhor assim”. Não! A morte nem estava no plano original de nosso  querido pastor! Deslizamentos, furacões, tsunamis também não! Não só o homem decaiu pelo pecado, mas todo o cosmos. E, por isso, somos afetados diretamente pela aleatoriedade dos caos universal. E quando isso acontece…. tristeza! O bom Pastor, chora junto, caminha junto, carregando no colo, se necessário. Essa foi a minha experiência, uma troca de tristeza profunda por saudade gostosa e esperança… muita esperança de reencontro!

Que você possa caminhar com o Bom Pastor! Muito complicado seguir a vida com a ferida da culpa, da amargura e da tristeza bem abertas e doloridas!

Que sua alma seja refrescada por Ele!

Abraço e até a próxima!

De quem é a culpa?

“Você é o responsável por sua mãe e eu estarmos nos separando!”

“Sou assim por causa de meus pais.”

“Vou separar porque ela não me faz feliz”

“O meu chefe me persegue”

“Ele não estava me fazendo feliz no namoro”

“Ninguém me compreende!”

“Tenho problemas com luxúria por causas das roupas que essas meninas vestem!”

“Por que o senhor permitiu isso?”

“Uso drogas por causa de uma má companhia no passado.”

“Sou preguiçoso por causa do demônio da preguiça!”

De quem é a culpa? É impressionante ver como as pessoas hoje tem dificuldade de assumir responsabilidades! De assumir suas vidas! É muito mais fácil (a curto prazo) colocar a culpa nas pessoas, coisas ou em Deus. Mas, a longo prazo, os efeitos são devastadores: Adultos que deixaram de crescer, pessoas orgulhosas, auto-engano. Talvez um dos grandes males de nossa sociedade contemporânea é uma geração de adultos crianças, que não estão dispostos assumir suas vidas, suas escolhas e consequências!

Mas essa história é antiga:

E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
Gênesis 3:9-14
Quanta transferência de culpa!
Precisamos aprender com Jesus, que assumiu o caminho da cruz e todas as consequências desse caminho ( inclusive carregando toda a culpa que não era Dele e sim da humanidade). Afinal de contas um dia”cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14:12)
De que forma você tem levado sua vida?
Abraço a até a próxima!

 

 

Em memória de mim!

Me chama muita atenção a forma como Jesus fala sobre memória durante a ceia narrada por Paulo em Coríntios:

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.” (I Corintios 11:24-25)

Creio que a Santa Ceia funciona como um momento onde somos convidados a parar e lembrar. Lembrar de nossa vida, nossos pecados. Mas, lembrar também, de nosso grande salvador, Seu amor, Sua graça. Lembrar de sua vida, sua morte e sua vida novamente. A ceia é o momento de alimentar nossa mente de esperança, de amor altruísta e fé. Muito diferente das memórias que o mundo nos oferece, memórias de culpas e arrependimentos. A cada dia que passa mais tenho memória do quanto sou pecador, mas isso me faz trazer à memória um salvador cada vez maior e mais poderoso também. Esse é um dos grandes poderes da ceia: alimentar minha memória de um Deus que me ama e que fez (e faz) muito por mim. Memória de um corpo estendido e de sangue derramado em uma cruz. Memória de pecado pago e perdoado!

Você tem vivido em memória de quem ou do que?

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lamentações 3:21)