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Mais Chegado que Irmão

Obrigado pelo olhar no olho. Mesmo ouvindo minhas histórias. Os meus pecados, minhas falhas. Pelas lembranças de anos atrás. Obrigado por compartilhar comigo do seu mundo. É tão interessante ouvir da sua perspectiva. Obrigado também por ouvir do meu e se interessar.

Obrigado pelas refeições em sua companhia. Obrigado pelas orações pelo alimento. Pelas outras orações tão frequentes e significativas, cheias de cuidado e que procuravam me ajudar. Obrigado também pelos seus pedidos de oração. Obrigado pelo privilégio de poder orar por você, participar tão intimamente da sua vida. Orar pelas suas dificuldades, agradecer pelas suas vitórias, pedir a Deus pelos colegas da faculdade e familiares.

Obrigado pelas santas ceias. Obrigado pelos sonhos do futuro. Pelas risadas.

Pela comunhão. Pela amizade.

Abraço

Deus… Palpável?

Desde o meio do ano passado faço parte de um Núcleo de alunos na UFMG que presta serviços a empresas incubadas. Um dos pontos mais significativos dessa organização é o perfil de participantes e aquilo que chamamos de “cultura interna” e que notamos que é importante fortalecer e preservar.

Pensando sobre o assunto cheguei a algumas conclusões: precisávamos definir o que seria aquela cultura, precisávamos de representações gráficas, ilustrações, dias para celebrar alguns aspectos culturais, etc.

Precisávamos de alguma forma tornar aquilo tudo mais palpável. Assim, discutimos coisas sobre o Dia do Feedback, formalização dos valores do Núcleo e um Manual de Boas Práticas.

A necessidade de criar no mundo material o mundo abstrato não é, aliás, nova. A Bíblia nos mostra diversas situações em que os homens precisavam de algum referencial material e “mágico”.

Rob Bell nos lembra na introdução do livro Deus e Sexo da história de Jacó em “determinado lugar” que se tornou Betel, a Casa de Deus. Ele, por iniciativa própria, marca o lugar onde dormira e sonhara com Deus com uma pedra que serve de memorial por muitos anos.

O Antigo Testamento passa e muitos são exemplos da materialização do invisível: Moisés tira as sandálias na terra sagrada próxima à Sarça Ardente, Deus instrui o povo na contrução da Arca do Testamento, o Tabernáculo, o Templo com todos os seus detalhes e utensílios e por aí vai, surgem os feriados, os Sábados do Senhor.

O ser humano precisa tanto desta materialidade que Deus estabelece limites claros para isto, proibindo a confeção e adoração de ídolos como se fossem poderosos por si mesmo.

E com o desenrolar da história humana tivemos a maior de todas as materializações: Aquele que estava com Deus e era Deus tornou-se carne e viveu entre nós. Desta vez não se tratava de uma representação, um paradigma ou interpretação de algo não-palpável. Não: o imaterial passara a ser tangível.

Jesus morreu e depois seu corpo físico foi ressurreto, o que significa dizer que, de fato pôde ser tocado novamente, e o foi, pelo célebre incrédulo de nome Tomé.

Antes porém de subir aos céus, na bem verdade antes mesmo de ter morrido ele nos deixou uma última representação material e ainda assim não-sacra daquele que vive eternamente.

Um símbolo da morte, da carne, do sangue, do amor. Da ressurreição, da glória e do poder. Da singela comunhão.

Deus conosco. Nós com nossos irmãos.