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O que faria Jesus?

A corrupção, o estultícia (no sentido pejorativo da palavra) e os erros do outro são facilmente visualizados em mim mesmo. Sempre pensei que o problema da humanidade é o ser humano, que sempre quer tirar vantagem em relação ao outro. Não quero generalizar e não digo que você seja alguém assim. Admito que tendo a ser.

Pensei nestas coisas num dia de volta pra casa, mais especificamente em Congonhas, São Paulo. Estava em conexão de Curitiba para BH. Queria sair da sala de embarque, por onde havia chegado, para almoçar num restaurante que gosto e que fica no saguão do aeroporto. O problema é que para chegar nele é preciso dar uma volta muito grande pelo desembarque, que fica no outro extremo do aeroporto. Já conhecia a regra, ainda assim tentei sair pela área do raio-x. Pensei na hora “ah, não faço mal algum ao sair por aqui”. Fui barrado. Voltei triste e caminhei em direção ao desembarque. No caminho vi uma porta lateral que economizaria um bom tempo para que eu conseguisse almoçar com calma até a hora do novo embarque. Tentei me fazer de desentendido e sair por ela, mas fui informado novamente que a única saída possível seria no fim do longo corredor.

Após perceber minha atitude me senti mal. Pensei no quanto era ruim aquele tipo de atitude. Pensei também no rigor com que julgo o outro ao pensar a possibilidade de tentarem levar vantagem sobre mim nas coisas mais superficiais do dia-a-dia. Pensei, ainda no aeroporto, no quanto vigio para que ninguém passe na minha frente na fila do restaurante ou na fila do embarque, por exemplo. Envergonhado, pedi perdão a Deus.

Jesus ensinou a seus discípulos e a nós que desse a honra ao outro. Ensinou que os que quiserem ser os primeiros que fossem os últimos. Ele deixou o lugar de rei ao abaixar e lavar os pés dos discípulos.  Ensinou que devemos dar a outra face ao sermos injustiçados.

Nos primeiros anos tentando andar com Jesus vivia um padrão muito maior do que o de hoje, confesso. Naquela época reparava mais nas situações do dia-a-dia e tentava viver como Jesus nos detalhes cotidianos. Volto agora a refletir a este respeito. Concluo que exercício deve ser diário para que eu pense em cada passo, cada decisão, em qual seria a atitude de Jesus. E é mesmo um exercício, algo que deve ser lembrado todo o tempo, envolve o compromisso de tentar agrada-lo todo o tempo.

Assim, oro para que o Espírito Santo não me deixe esquecer e para que não me permita conformar com a ideia de fazer algo divergente daquilo que Jesus faria. Oro para que ele faça de mim o exemplo de filho de Deus que ele quer que eu seja.

Compartilho o desafio com você. No seu lugar hoje, o que faria Jesus?