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Genérico

Vivemos em uma época de procura por genéricos. Temos várias modalidades: remédios, produtos. Tudo é avaliado no custo benefício – algo mais barato e que atenda do mesmo jeito. Infelizmente essa “filosofia” do genérico adentrou o cristianismo. Se é tão difícil seguir Jesus pelo caminho da negação e do carregar nossa cruz, optamos por um chamado genérico. Pensamos no custo beneficio e escolhemos por um caminho que, a curto prazo, tenta ser vendido como mais barato do que a graça (ou aquilo que é de graça). A médio prazo rejeita a negação de si e o carregar a cruz, com o discurso que a felicidade está acima de tudo.

Enquanto isso, o líder do movimento legítimo nos convida a caminharmos juntos de graça, mas, durante a caminho, não promete ausência de dor, de sofrimento, de cruz. Nos é dado de graça mas exige um alto preço de nós (eu sei, é um paradoxo)! No caminho crescemos, no caminho somos transformados, no caminho aprendemos a nos contentar , no caminho choramos e nos alegramos de forma compartilhada, no caminho estamos em paz, no caminho olhamos para o lado e vemos irmãos, no caminho olhamos para frente e temos a referência Daquele que nos chama e nos conduz para uma boa morada.

Talvez esse seja o maior preço do genérico: chegarmos no fim e não encontrarmos morada, chegarmos no fim e olhar pelo caminho “tranquilo” que percorremos e notar que ele não trouxe transformação, crescimento nesse homem tão egoísta e solitário!

Os caminhos são colocados aos montes em nossas vidas, as vozes berram pela sua atenção! Não se esqueça que, no meio de toda essa confusão, está Aquele que sussurra: “Eu sou o caminho”!

Tempo

Aproveitando o momento de reflexão pela virada do ano, hoje tomarei a liberdade de deixar uma letra de música questionar você, seu ano, sua vida! Com vocês “Time” da melhor banda do mundo: “Pink Floyd”:

“Indo embora os momentos que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas de uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra na sua cidade natal
Esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe o caminho

 

Cansado de deitar-se na luz do sol, ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa e há tempo para matar hoje
E depois, um dia você descobrirá que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr, você perdeu o tiro de partida

 

E você corre e corre para alcançar o sol mas ele está se pondo
E girando ao redor da Terra para nascer atrás de você outra vez
O sol é o mesmo de uma forma relativa, mas você está mais velho
Com pouco fôlego e um dia mais próximo da morte

 

Cada ano está ficando mais curto, você parece nunca ter tempo.
Planos que dão em nada ou em meia página de linhas rabiscadas
Aguentando em desespero quieto é o jeito inglês
O tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer”
A letra me pega muito, mas creio que a resposta para um melhor aproveitamento do tempo é a resposta do seguinte verso:

“Esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe o caminho”

Porque temos tantas dificuldades de crer e seguir no autor da seguinte frase: (?)

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai sem passar por mim” (Jesus Cristo em João 14:6)

 

Um feliz ano novo e uma vida cheia de significados, aventuras e amor!

Abraço e até a próxima!