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A Inerrância da Bíblia

Quem me conhece, sabe o quanto eu sou um apaixonado pelas Escrituras! Eu vibro de uma maneira singular, quando o assunto é a Palavra de Deus.

Gostaria que você imaginasse essa cena!

Um autor, vindo de uma província perdida no meio de um continente desconhecido, chegasse a um editor com um bloco de papéis escrito em uma língua misteriosa e anunciasse que, (1) sua obra seria traduzida em milhares de idiomas e dialetos, seria lida por dois milênios por centenas de milhões de leitores de todas as nações do planeta, inspiraria três religiões universais (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), além de milhares de confissões e seitas; (2) dissesse que sua obra provocaria revoluções e guerras e ao mesmo tempo, suscitaria com semelhante intensidade, renúncias místicas e heroísmos nunca vistos; (3) que sua obra, dois ou três milênios depois de escrita, continuaria sendo vendida em todo o mercado editorial do mundo, com edições de milhares de exemplares por ano (PS: somente a Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – imprime aproximadamente seis milhões de bíblias por ano); (4) dissesse que uma enorme parte da humanidade veria nela um último recurso e uma fonte de salvação e esperança; (5) dissesse ainda que sua obra fora escrita por Deus, através de mais ou menos 40 autores diferentes que, não necessariamente foram contemporâneos entre si, porque conviveram ou escreveram parte do texto num período de aproximadamente 1.500 anos e que sua obra é uma compilação de 66 livros, isto é: Quem escreveu esse livro? (Deus); Como? (Através de + ou – 40 pessoas diferentes); Em quanto tempo? (Cerca de 1.500 anos)… Esse é um livro que eu gostaria que você imprimisse e vendesse!

Voltei a estudar sobre a Inerrância das Escrituras! Tenho investigado com profundidade as perguntas mais básicas sobre a Palavra de Deus.

A Bíblia contém erros? Ela é digna de confiança ou foi alterada por homens? Como foi constituída? Quais os critérios que definiram apenas os 66 livros como canônicos? Qual a diferença entre inspiração, revelação e iluminação?

Eu tenho obtido minhas respostas! Minha luta é para estar cada dia mais preparado para responder a todos aqueles que me perguntarem qual é a razão da minha esperança. (I Pe.3:15)

Se você fosse o (a) editor (a) que recebeu a proposta maluca desse autor mais maluco ainda, você imprimiria o livro ou não conseguiria acreditar num absurdo tão grande assim?

Se tudo no Reino de Deus é questão de fé, por que a formação da Palavra de Deus não seria?

Deixa eu ir, porque hoje à noite tem estudo! Você acha que eu tô empolgado?

Grande abraço!!!

 

 

Estudando a Bíblia de forma mais ativa

Há quantos anos vocês tem estudado a Bíblia? Há quantos anos tem feito da mesma maneira?

Você tem empreendido trilhas além das praticadas no seu grupo de estudos?

Neste ano comecei a faze-lo individualmente e espantei-me um pouco: por que não comecei antes?! A resposta é simples: falta de planejamento e subestimar a “rapidez com que o tempo passa”.

Depois que li a Bíblia toda perdi um pouco da urgência de conhece-la pela primeira vez. Acho que agora passar para um estudo um pouco mais aprofundado seria o ideal.

O livro 12 Maneiras de estudar a Bíblia sozinho (Rick Warren, autor de Uma vida com propósitos) traz alguns métodos interessantes, dentre os quais destacarei aqui dois (adaptado):

O método temático – Escolha um tema da Bíblia para estudar. Depois pense em três a cinco perguntas que você gostaria de responder sobre o tema. Em seguida estude todas as referências bíblicas que encontrar sobre o tema. Use também, se preferir, livros de suporte. Em seguida escreva as repostas às perguntas.

  • Uma ferramenta interessante para esse estudo é uma Concordância Bíblica, que diversas Bíblias de estudo possuem e que pode ser adquirida separadamente também. Trata-se de um apanhado das ocorrências de determinada palavra na Bíblia. Descobri recentemente essa ferramenta online que torna a pesquisa bem veloz: Concordância Bíblica Online.

No meu caso estou estudando o tema Amor. Comecei listando todos os versículos com esta palavra na Bíblia e os estou lendo. Não o fiz mas farei também pegar todos os versículos com o verbo conjugado (amo, amem, amei, amou...), o que pode ser feito através do campo “buscar: com quaisquer das palavras” . Peguei também para ler o livro Os quatro amores.

 

O método devocional – Escolha pequena porção da Bíblia e medite com devoção no trecho selecionado, procurando uma aplicação pessoal.

Escreva uma paráfrase ou resumo do trecho estudado e a aplicação pessoal.

Ex.: Lucas 12:22-26

Paráfrase: Tenho de parar de me preocupar tanto. Deus cuidará de todas as minhas necessidades. Considerando que Deus me deu a vida, com certeza posso confiar que ele a sustentará. Aprendo com o exemplo dos pássaros, pois eles não se preocupam com o futuro. Mas Deus cuida deles diariamente. E se Deus cuida dos pássaros, claro que ele cuidará de mim! Além do mais, ficar me preocupando nunca faz bem. Nunca muda a situação. Então, por que me preocupar? Qual o proveito em me preocupar? Nenhum.

Aplicação pessoal: Durante o próximo mês, e os seguintes, toda vez que começar a ficar preocupado com a área financeira citarei o trecho de Lc 12.24.

 

Por fim, gostaria de sugerir uma aquisição que considerei muito boa para minha leitura bíblica, desde que comprei a minha há quase oito anos (viu, o tempo passa): uma Bíblia de estudos. É um livro que contém o texto bíblico e notas esclarecedoras com aplicações pessoais, interpretações, notas históricas, mapas, introduções dos livros, perfis dos personagens, etc. As mais usadas no meu círculo são a NVI (editora Vida) e a Aplicação Pessoal (editora CPAD). É importante ter em mente, porém, que todo comentário deve ser analisado criticamente pois não é infalível!

Hora de reformar

Nesta segunda-feira, dia 31 de outubro, foi comemorado o dia da reforma. É um dia festejado pelos luteranos e outras igrejas reformadas em memória das mudanças que trouxe Lutero e outros que ousaram lutar contra aquilo que viam de errado na igreja medieval, como a venda de indulgências, que desviava as pessoas da fé em Cristo e as levava a gastar seus recursos para pagar por algo que é grátis: o sangue de Cristo, que traz a salvação.

Revendo o filme “Lutero“, me impressionaram as lutas internas do personagem, mas ainda sim um desejo de permanecer fiel àquilo que ele considerava correto: a fé cristã com base nas escrituras, seguir os ensinamentos de Jesus como estão na Bíblia. Sua fé na Bíblia e sua vontade de compartilhar a palavra de Deus o levaram a traduzir a Bíblia para o alemão, dando o passo para a tradução da Bíblia para as línguas correntes e assim aproximando a palavra de Deus às pessoas comuns, que não falavam latim, grego ou hebraico. Sua coragem de desafiar os poderes da época em prol do que achava correto pode e deve nos servir de inspiração para fazer o mesmo, dentro das nossas realidades, das nossas épocas e de nós mesmos.

Todo dia é dia de reforma. De repensar caminhos, atitudes, estândares, conceitos e preconceitos. Que não nos acostumemos com nossos defeitos, nossos pecados e com os erros da nossa sociedade, nos quais podemos agir.

Que nós tenhamos a coragem e a determinação de Lutero de lutar contra o que achava errado, a favor do que achava certo, tanto na sociedade quanto em nós mesmos. Que Deus nos dê forças para não desfalecer pelo caminho e permanecermos fiéis àquilo que consideramos merecedor de nossa luta.

O que você quer reformar hoje?

Deus… Palpável?

Desde o meio do ano passado faço parte de um Núcleo de alunos na UFMG que presta serviços a empresas incubadas. Um dos pontos mais significativos dessa organização é o perfil de participantes e aquilo que chamamos de “cultura interna” e que notamos que é importante fortalecer e preservar.

Pensando sobre o assunto cheguei a algumas conclusões: precisávamos definir o que seria aquela cultura, precisávamos de representações gráficas, ilustrações, dias para celebrar alguns aspectos culturais, etc.

Precisávamos de alguma forma tornar aquilo tudo mais palpável. Assim, discutimos coisas sobre o Dia do Feedback, formalização dos valores do Núcleo e um Manual de Boas Práticas.

A necessidade de criar no mundo material o mundo abstrato não é, aliás, nova. A Bíblia nos mostra diversas situações em que os homens precisavam de algum referencial material e “mágico”.

Rob Bell nos lembra na introdução do livro Deus e Sexo da história de Jacó em “determinado lugar” que se tornou Betel, a Casa de Deus. Ele, por iniciativa própria, marca o lugar onde dormira e sonhara com Deus com uma pedra que serve de memorial por muitos anos.

O Antigo Testamento passa e muitos são exemplos da materialização do invisível: Moisés tira as sandálias na terra sagrada próxima à Sarça Ardente, Deus instrui o povo na contrução da Arca do Testamento, o Tabernáculo, o Templo com todos os seus detalhes e utensílios e por aí vai, surgem os feriados, os Sábados do Senhor.

O ser humano precisa tanto desta materialidade que Deus estabelece limites claros para isto, proibindo a confeção e adoração de ídolos como se fossem poderosos por si mesmo.

E com o desenrolar da história humana tivemos a maior de todas as materializações: Aquele que estava com Deus e era Deus tornou-se carne e viveu entre nós. Desta vez não se tratava de uma representação, um paradigma ou interpretação de algo não-palpável. Não: o imaterial passara a ser tangível.

Jesus morreu e depois seu corpo físico foi ressurreto, o que significa dizer que, de fato pôde ser tocado novamente, e o foi, pelo célebre incrédulo de nome Tomé.

Antes porém de subir aos céus, na bem verdade antes mesmo de ter morrido ele nos deixou uma última representação material e ainda assim não-sacra daquele que vive eternamente.

Um símbolo da morte, da carne, do sangue, do amor. Da ressurreição, da glória e do poder. Da singela comunhão.

Deus conosco. Nós com nossos irmãos.

Jesus Não Saía na Revista

Ao conhecer a Bíblia há pequenos detalhes que nos passam desapercebidos. Um deles é o óculos cultural que usamos.

No Brasil acho que não seria exagero dizer que todos – exceto possivelmente algumas comunidades remotas indígenas – já ouviu alguma coisa sobre Jesus. E é preciso fazer esforço para conceber a história dos Evangelhos de forma “não-contemporaniezada”.

É comum por exemplo não entender que Jesus começou “na humildade”  – para usar termos rappers – e só depois estourou nas paradas de sucesso. E mesmo assim, na véspera da sua condenação precisou ser indicado dentre seus discípulos com um beijo do traidor. Não é normal pra gente pois alguém com a “fama” de Jesus teria seu rosto estampado em todos os jornais e revistas da época que, precisamente, não existiam.

Costumo dizer: Precisamos lembrar que na época não havia internet. Jesus não estava nas capas das revistas, e a roupa dele não era especialmente branca, e não havia uma luz que o cercava (os leitores me corrigirão lembrando da única exceção, o evento da Transfiguração). Jesus, à primeira vista, era de fato muito normal.

É interessante notar fatos que constroem a pessoa pública deste que se dizia vindo do Pai. No segundo capítulo do livro de João há duas passagens sobre o tema. São conhecidos por quase todos cidadãos, cristãos ou não: A Transformação de Água em Vinho e O Quebra-quebra no Templo.

Particularmente sobre este último episódio fiquei pensando: QUE LOUCURA! Afinal de contas, Jesus não era ainda O Jesus, era sim mais anônimo que Jesus Luz pré-Madonna. Era um qualquer que começou a derrubar as mesas e gaiolas, voando pena pra todo lado (imagina alguém fazendo isso no Mercado Central de BH!), esbravejando com um chicote de cordas na mão. Imagina a vergonha alheia dos discípulos.

Então a perguntas mais razoável para o momento foi a que de fato foi-lhe perguntada: “Que sinal miraculoso o senhor pode mostrar-nos como prova da sua autoridade para fazer tudo isso? “. Como quem diz: “Quem és, ó tu que vens?!?”.

Diante disto, Jesus lhes dá um enigma que nem mesmo os discípulos desvendaram senão dali a anos:

Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias