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O que é e o que há de vir

Interessante como João descreve a atuação de Jesus e da Besta (há discussão sobre essa besta descrita no capítulo 17 – se é uma das duas descritas no capítulo 13 ou se é  Satanás). Fato é que há uma diferença temporal importante entre as descrições:

 

“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso”.
Apocalipse 1:8

“Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir”.  Apocalipse 4:8

A besta que você viu, era e já não é. Ela está para subir do abismo e caminha para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, ficarão admirados quando virem a besta, porque ela era, agora não é, e entretanto virá.
Apocalipse 17:8

Jesus é o que é! A besta, agora não é!

No presente Jesus é! No presente a besta deixa de ser!

Impressionante como o maligno joga com o passado e com o futuro, mas deixa de ser no presente. Quantas pessoas caem nas falácias diabólicas que prendem no passado (traumas, estigmas, pecados, etc…), o presente dessas pessoas deixa de ser em função do passado. Da mesma forma, vemos pessoas ansiosas ou com medo  das vozes diabólicas do futuro, mais uma vez, deixando de ser no presente.

Jesus é no presente! O que você tem feito com o seu presente?

João, de forma sábia, tira a especulação do “será” futuro (era, é, … (deveria ser) será) e coloca a certeza de vinda. O “será” foi trocado por “vir”. Portanto podemos, de forma tranquila e confiante, aguardar que, o que é, virá!

O próprio Jesus deixa claro em suas últimas palavras na Bíblia:

  Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve! ”
Apocalipse 22:20

Você vive seu presente? Aguarda confiante que “o que é”, virá?

 

Abraço e até a próxima

filacterio

666

Vivemos em um mundo onde existem, em vários tipos de segmentos, a tentativa de copiar. Para tudo temos um “genérico”. substituir o original por algo “tipo” o original. João alerta para esse risco no seio da Igreja. Um inimigo interno, retratado metaforicamente no texto de apocalipse:

“Então vi outra besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão…

…E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens…

…Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa,
para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome.

Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis. ”

(Apocalipse 13:11,13,16-18)

Uma besta como um cordeiro, mas com voz de dragão! O inimigo rivalizando com o verdadeiro cordeiro – Cristo. Tentando atrair a atenção, a adoração, praticando sinais e comercializando a fé! Deixando sua marca na vida das pessoas.

O judeu era conhecido por zelar muito por um texto básico de fé, chamado “Shemá” (“ouça o Israel”), era uma confissão de fé. O texto é do livro de Deuteronômio:

“Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor.
Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.
Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.
Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa.”
Deuteronômio 6:4-8

Ame a Deus como o único Senhor!!! É a confissão básica do Judeu! Era um texto tão importante que, no verso 8, é pedido para que eles amarrem um pequeno pergaminho da confissão em umas cápsulas (chamadas filactérios) e colocassem na testa e braço/mão. Essa era a marca do judeu!!!

 

A marca da besta é uma tripla tentativa de ser perfeita (666 ao invés de 777 – número da perfeição divina para um judeu), ela deixa sua marca naqueles que deixam de olhar e se relacionar com o único cordeiro verdadeiro – Cristo! E passam a ter como marca a adoração de si mesmo ou de outros deuses genéricos. Mercantilizam a fé, amedrontam seus seguidores e tudo na base do engano!

O que você tem carregado em sua testa e em sua mão? qual é sua confissão de fé? Com que cordeiro você se relaciona?

O cristão também tem a sua marca! Amor! Amor ao Deus único e verdadeiro que nos leva ao amor ao próximo! É isso que ele leva para todo lado, como um “pequeno Cristo”!

Que possamos seguir atentos à pureza do Evangelho, lutando contra os enganos da besta!

Abraço e até a próxima!