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Insuficiência obesa

Era dia de Marcos 8. Eu estava no meio do estudo do último domingo e um dos participantes disse: “O meu problema não é carregar a cruz para segui-lo. O meu problema é assumir que não consigo carregá-la e que sou fraco. É como se não fosse a cruz que pesasse… O que pesa mesmo é a incapacidade de carregá-la!”

Eu não sei se os outros participantes do grupinho entenderam a profundidade dessa revelação. Para se ter uma ideia, na segunda-feira eu mandei uma mensagem para esse amigo, dizendo que estava orando pela sua vida e partilhando que eu sabia muito bem o que ele queria dizer. Afinal, quantas vezes minhas lágrimas não foram derramadas diante da minha insuficiência?

Como se não bastasse, na terça-feira à noite, recebo uma mensagem no whatsapp. Era a foto da página de um livro em que Jesus falava com alguém que o seguia. Ele dizia assim:

“Talvez a coisa mais difícil para você aceitar nesse momento seja o fracasso. Assumir que você não consegue viver o que deseja. Esta é a cruz que você menos quis, a cruz que você menos esperava carregar. De algum lugar você tirou a ideia de que eu esperava que sua vida fosse uma história imaculada de sucesso, um espiral ascendente indestrutível de santidade. Não percebe que eu sou realista demais para isso?

Eu testemunhei Pedro dizendo que me amava a ponto de morrer comigo e, logo em seguida, negando-me por 3 vezes ao dizer que não me conhecia. Tiago e João reivindicaram poder e queriam se assentar ao lado do trono, em troca do serviço ao Reino. Filipe, depois de 3 anos comigo, ainda não compreendia que a imagem do Pai estava refletida em mim. ‘Como assim, mostra-nos o Pai, Filipe?’

A questão é esta: espero mais fracassos seus do que você espera de si mesmo!”

Por que a gente se esquece de que onde abundou o pecado, superabundou a graça? (Rm.5:20)

Por que a gente se esquece que Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó? (Sl.103:14)

Ele já havia declarado que o seu poder prefere se aperfeiçoar na fraqueza, porque quando somos fracos, então é que somos fortes, lembra? (II Co.12:9-10)

“No tocante a mim, confio na tua graça;”(Sl.13:5)

Que essa seja a nossa confiança. Que essa seja a nossa oração.

Porque a graça, meus amigos, faz emagrecer toda e qualquer insuficiência obesa. Torna a cruz leve como uma pena.

A árdua luta pela santidade absurdamente se transforma num caminho de alívio, refrigério.

“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos…” (I Jo.5:3)

Porque penoso mesmo, é viver sem a cruz nas costas!

Um grande abraço!!!

Post dedicado ao Leonardo Miranda e à Bruna Pinheiro. Obrigado pelo estudo de domingo e pela mensagem de terça-feira! Eles acabaram virando um post!