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Os dois caminhos na “busca” pela alegria

Vivemos em uma sociedade instantânea. Essa sociedade (Assim como todas as outras) desenvolve (ou tenta desenvolver) suas respostas aos anseios dos seres humanos. Um dos anseios humanos é como ser alegre? A resposta vem “instantaneamente”: pela substituição!
Está chato? Mude!
Acabou o amor? arrume outra(o)!
O casamento está te fazendo infeliz? Substitua!
O trabalho te estressa? Troque!
O amigo te pressiona? Conheça novas pessoas!
O computador está ultrapassado? compre um novo!
A rotina está te matando? Viaje!
A Igreja é fraca ou falha? encontre outra!
Simples! O caminho da suposta alegria é a “substituição”. Mas será que funciona? Creio que não!

O caminho de Jesus para a alegria nunca foi o de substituição mas o de transformação:
“A mulher que está dando luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo um menino” João 16:21
Em um momento de questões emocionais fortes para seus discípulos, Jesus lança essa analogia. “Vocês passarão por dores, mas vale a pena! Deus está no comando, e te ama. A dor será transformada, creia!”

E foi assim com José – de escravo a prisioneiro, de prisioneiro a segundo homem mais importante do mundo na época. Um homem que pode dizer para os irmãos que o venderam como escravo: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos.”(Gn50:20)
E foi assim com Davi que escreveu belíssimos salmos enquanto enfrentava forte oposição, muitos deles transbordando alegria em meio a dores.
Foi assim com Jesus que transformou o símbolo maior de humilhação e vergonha, a cruz, na maior vitória e glória da humanidade.
A substituição é a forma imatura e instantânea de resolver os problemas, talvez essa seja uma das respostas para o fato de nossa geração ser a mais imatura e mimada da história.
Não há como crescer em uma sociedade que não suporta e espera por transformação!

Substituição ou transformação? Qual é o caminho que tem percorrido?

Abraço e até a próxima!

Diferentes perspectivas

Gosto muito quando Paulo, pelo Espírito de Deus, revoluciona a forma como enxerga o mundo. O fato dele encarar com alegria as adversidades serve como exemplo para cada um de nós, porque, aliás, as Escrituras foram escritas para nossa instrução, como sabemos de Romanos. No contexto do excerto a seguir, Paulo menciona não ter sido escândalo para ninguém para que seu ministério não caísse em descrédito e completa: estivemos “entristecidos, mas sempre alegres” (2 Cor.6:10)

Vejam o vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

Temos a inclinação de olhar apenas para as tristezas – incluo-me nesse grupo – esquecendo-nos das alegrias. Caso contássemos a narrativa do vídeo acima, daríamos ênfase nas duas tragédias: “Amigo, você não sabe o que me aconteceu. Fui atingido duas vezes por raios diferentes em momentos distintos. Quanta tragédia..Quanta desgraça…”

Vejam vocês, o homem do vídeo caiu por duas vezes, foi duplamente atingido. Mas foi também duplamente agraciado, abençoado, milagrado. Duas desgraças e dois milagres, portanto.

Amigos, vocês contam mais as tragédias e quedas, ou mesmo, as tristezas cotidianas do que as alegrias, os milagres e as bençãos de Deus?

“Pelo contrário, como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as formas: em muita perseverança; em sofrimentos, privações e tristezas; em açoites, prisões e tumultos; em trabalhos árduos, noites sem dormir e jejuns; em pureza, conhecimento, paciência e bondade; no Espírito Santo e no amor sincero;na palavra da verdade e no poder de Deus; com as armas da justiça, quer de ataque, quer de defesa; por honra e por desonra; por difamação e por boa fama; tidos por enganadores, sendo verdadeiros;como desconhecidos, apesar de bem conhecidos; como morrendo, mas eis que vivemos; espancados, mas não mortos;entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.” 2 Coríntios 6:4-10

Que aprendamos a viver na abundância e na escassez. O meu desejo é que eu saiba ter gratidão mesmo na dor, que eu saiba olhar com mais leveza para a vida e que eu saiba reconhecer as pequenas e grandes atuações de Deus no meu cotidiano.

Fica aqui o meu sincero desejo para sua vida também.

Um abraço.

O alicerce

Estava estudando o seguinte salmo durante essa semana:

“Quando o Senhor trouxe os cativos de volta a Sião, foi como um sonho.

Então a nossa boca encheu-se de riso, e a nossa língua de cantos de alegria. Até nas outras nações se dizia: “O Senhor fez coisas grandiosas por este povo”.

Grandes coisas tem feito Deus por nós; Somos cheios de alegria

Senhor, restaura-nos, assim como enches o leito dos ribeiros no deserto.

Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão.

Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.”

(Salmo 126)

É impressionante como o texto tem um divisor de águas ou um “verso alicerce” em sua estrutura! No verso 1 e 2 temos o salmista relembrando o passado. Os grandes atos de Deus no meio do povo! Do verso 4 ao 6 vemos o salmista cheio de esperança, olhando para o futuro e recorrendo ao mesmo Deus. Mas ligando a memória do passado à esperança do futuro temos o verso 3 : “Grandes coisas tem feito Deus por nós; Somos cheios de alegria.” O verso 3 mostra uma faceta da identidade do povo que pode olhar para trás e ver feitos grandiosos de Deus e pode olhar para frente e esperar feitos grandiosos do mesmo Deus, essa faceta é a alegria! A alegria está presente em vidas que foram recheadas de experiências com o Pai no passado. Assim como a alegria se faz presente em vidas que se enchem de esperança nas promessas do Pai para o futuro.

O alicerce está presente em sua vida? O verso 3 liga seu passado e seu futuro?

Que possamos viver com o verso 3 no centro de nossa vida, de nossa história!

Abraço e até a próxima!