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A tenda

“Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua descendência.” (Gn.15:5)

“Para fora da tenda, Abraão!” Essas foram as palavras de Deus para o patriarca. Ele precisava sair e olhar para o céu. Deus queria que ele tentasse quantificar as coisas que Ele iria realizar.

“Você consegue contar as estrelas, Abraão?” A resposta era óbvia. “Claro que não”, disse o velhinho.

Todos nós temos nossa própria tenda. Onde o mundo é reduzido, e a visão é limitada. A tenda é o local onde as possibilidades são sempre finitas e os nossos olhares esbarram no teto de lona que fica a alguns centímetros da nossa cabeça.

Tenda da amargura, tenda da incredulidade, tenda do medo. Existe todo tipo e pra todos os gostos. Talvez você conheça pessoas que vivem na tenda da culpa, na tenda do rancor ou do sofrimento. Há quem viva aprisionado na tenda do passado, remoendo aquilo que já passou. Ou aqueles que estão presos na tenda do futuro, onde a vida só fará sentido quando aquilo que tanto se espera, finalmente acontecer.

Qual é a sua tenda?

O que existe na sua vida hoje que limita ou impede você de perceber tudo aquilo que Deus deseja fazer? 

A ordem de hoje é muito clara: “Saia da tenda, filho (a)! Chega de marasmo e olhe para o alto. Quero lhe mostrar a imensidão de coisas que vou fazer!”

Sair da tenda era com Abraão! Fazer surgir uma grande descendência em meio à esterilidade e velhice era com Deus!

Já pensou se Abraão tivesse permanecido dentro daquela tenda?

Um grande abraço!!!

Histórias cruzadas

Ele é dono de uma das biografias mais fantásticas da Bíblia Sagrada! São 14 capítulos que descrevem riquezas intermináveis. Ele foi o  1º patriarca e, além disso, foi chamado de “amigo de Deus”. Dentre tantos ensinamentos e aprendizados, gostaria de registrar um deles, descobertos essa semana:

“Era Abraão já idoso, bem avançado em anos; e o SENHOR em tudo o havia abençoado.” (Gn.24:1)

Deus constrói histórias com aqueles que se tornam seus amigos! Não acho que Deus tenha muitos amigos, mas o Abraão foi um deles. História bonita, repleta de aventuras! Parece que não lhe faltava nada.

Parece…

“Você precisa ir à minha parentela e encontrar uma esposa para meu filho Isaque!”, disse Abraão ao seu servo.

O servo parte com uma grande tarefa a ser cumprida. No caminho ele ora: “Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Abraão.” (Gn.24:12)

– Grandes tarefas necessitam (bem mais que as pequenas) de oração.

– A amizade de Abraão com Deus impacta aquele servo e ele deseja receber o mesmo cuidado que via na vida de Abraão. (Afinal, quem não quer ser amigo de Deus?)

O servo encontra Rebeca. Ela era da família de Naor (irmão de Abraão). Após ouvirem todo o relato daquele servo, Labão e Betuel (irmão e pai, respectivamente, de Rebeca) dizem: “Isto procede do SENHOR, nada temos a dizer fora da sua verdade. Eis Rebeca na tua presença; toma-a e vai-te; seja ela a mulher do filho do seu senhor, segundo a palavra do SENHOR.” (v.50-51)

A história termina em casamento! Isaque e Rebeca se encontram e os sonhos de Deus são levados adiante…

Sabe o que mais mexe comigo, nessa história?

Deus convida pessoas para, juntos, construírem história! Essa história ganha volume, densidade, percorre o tempo e atinge outras pessoas… Foi assim que a família de Rebeca sentiu! A história de Deus com Abraão tocou a nossa casa! “Isto procede do SENHOR…”

A história de Cristo ganhou volume, densidade, percorreu o tempo e tocou a minha vida! Colégio Padre Eustáquio. 17 anos. Campeonato de Futebol. Furnas. Evangelho apresentado. Coração queimando…

É impossível olhar para trás e não afirmar “Isto procede do SENHOR…”!

Que a história da cruz cruze com a sua…

Que você descubra que Deus deseja ser seu amigo…

E que você contribua para que a história prossiga, ininterruptamente! Daqui até a eternidade…

Um grande abraço!!!

Moriá

A bíblia fala muito sobre montes. Mas existe um que sobressai: o monte Moriá. Temos 2 histórias importantes nesse monte.

A primeira delas é uma história complicada, pois mostra um Deus que pede para um pai matar o filho (Gn.22). Abraão, em sua obediência, sobe o monte junto com seu filho Isaque pronto para sacrificá-lo. Fico imaginando Abraão tendo que amarrar o filho da promessa, o seu maior apego! Não deve ter sido fácil para ele. Levantar aquela faca, olhando para os olhos assustados do filho. No entanto ele não contava com o Deus consolador, que propiciou um cordeiro para morrer no lugar de Isaque. Um anjo o impede de continuar, trazendo esperança.

Centenas de anos depois o Moriá recebeu uma cidade que se tornou uma das mais famosas do mundo: Jerusalém. O monte foi cortado no meio por questões de segurança no muro norte da cidade. O que ficou para fora da cidade se tornou uma escarpa, local provável onde um outro Pai subiu com seu Filho para imolá-lo. Uma escarpa que ganhou o nome de Gólgota por se parecer com uma caveira. Foi nesse local onde o Pai deu o Seu Filho, o que tinha de mais valioso. Ao invés de uma faca uma cruz. Ao invés de um anjo com uma boa notícia, homens curiosos, raivosos, indiferentes. O Pai que consola não foi consolado. Sangue derramado, corpo estendido, separação pela morte! Você já pensou em consolar Deus? Afinal de contas a dor de Abraão não chegou ao ápice da dor de Deus, pois ele foi consolado por um anjo e Deus só pode chorar e esperar!

Quando penso nos sacrifícios que tive que fazer em minha vida o Moriá me deixa uma grande lição. Lição de entrega e fé no caso de Abraão, lição de consolo e amor sacrificial no caso de Deus. Espero poder subir no monte Moriá por fé e entrega e encontrar consolo e amor!

Abraço  e até a próxima!