Sobre estar sempre certo

Quando Jacó voltou para casa na tentativa de resolver o conflito com Esaú, ele desejava alcançar o perdão de seu irmão e os presentes eram uma forma de gritar: “Eu pequei!” 

Quando Davi foi trazido à luz sobre o caso de adultério com Bate-Seba, ele não hesitou: “Eu pequei!”

Quando Pedro foi repreendido por estar vivendo uma vida dupla entre judeus e gentios, ele permaneceu calado como quem estivesse dizendo: “Eu pequei!”

Quando Paulo era acusado de ter participado da morte de Estêvão, ele admitia a ignorância de ter sido cúmplice daquele apedrejamento confessando: “Eu pequei!”

Por que existem pessoas que nunca pedem perdão? 

Você conhece pessoas assim?

Já ouvi jovens dizendo que nunca viram na vida seu pai pedindo perdão. Outro dia uma pessoa mencionava outra, dizendo: “Tem décadas que convivo com fulano e nunca ouvi um pedido de perdão!”

Conviver por décadas e nunca ouvir um pedido de perdão?

Nessa hora eu fui irônico: “Você convive com um ser humano ou com o próprio Deus?”

Egos absolutos. Ausência completa de humildade. Soberba.

Sobre estar sempre certo? Não desejo para ninguém!

Não que eu não queira que a vida esteja no padrão de santidade. Mas que, com exceção do próprio Deus, não exista na minha vida quem esteja sempre certo. Conviver com egos absolutos não é estar ao lado de uma pessoa. É estar ao lado de um demônio.

Um grande abraço!!!

Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

3 comentários sobre “Sobre estar sempre certo

  1. Exagero nada, Sevalho! E eu já tava com saudades de você, amigão. Tava sumido… Ou apenas lia e não deixava nenhum rastro. Os comentários registram quem passa por aqui e saber que você tem passado para investigar o que nós, os cristãos (eu e você), pensamos, é bom demais. Hehehehehe! O blog, inclusive, tá meio largado… Você podia me ajudar dando uma sacudida nesse negócio, hein? Primeiro, precisamos motivar os outros. Depois, um pouco mais pra frente, quando você voltar a viver com Cristo, tu poderia ser um dos nossos escritores! Vai ser rico ouvir as experiências do grande Arthur Sevalho aqui no Outras Fronteiras. Tô lendo um padre chamado Tomás Halík que disse: “Deus tem sua história também com cada ateu”, ou você vai dizer ele também está exagerando, meu jovem? Grande abraço, Sevalho!!!

  2. Fala, Du! Saudades também.
    Mano, uma sugestão sincera, chamar as pessoas de demônios é ofensivo. Esse tipo de retórica beira fanatismo religioso dos tipos que se vê nas igrejas evangélicas por aí. Estou sendo sincero contigo pq gosto de vc e sei que não é uma má pessoa, mas sua visão cristã está te deixando insensível para esta retórica agressiva que está utilizando. Eu sei como é, afinal já fui cristão e, por incrível que pareça, a religião de forma geral atordoa nossa empatia.
    Espero que esteja aberto a essa sucinta mensagem!
    Grande abraço, irmão!

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