Sobre espadas e cálice

“‘Sim, o que está escrito a meu respeito está para se cumprir’
Os discípulos disseram: ‘Vê, Senhor, aqui estão duas espadas.’
‘É o suficiente!’, respondeu ele.” Lucas 22:37-38

Pedro ouviu isso logo antes de Jesus ser preso. Essas palavras talvez tenham levado ele a dar uma demonstração clara de zelo sem conhecimento. Naquela noite a vida de Pedro passou por muitas situações. Ele cometeu todos os erros possíveis (eu também cometeria!): Não aceitou o que Jesus lhe disse sobre negação, adormeceu a invés de orar, falou quando deveria ouvir… e… puxou a espada! Queria lutar contra o inimigo errado, usando a arma errada , com a motivação errada e com o resultado frustrante.
Em dias de discussões políticas sobre um “estado cristão”, onde as minorias deveriam se curvar a esse estado, é sempre bom lembrar que enquanto Pedro carregava a espada, Jesus carregava o cálice!
Quem deve se curvar a quem (obrigado, Lengo, por me lembra disso)?
O que o cristão deve ter em mãos?
É triste quando cristãos bem intencionados tomam a espada para “defender” o Senhor Jesus Cristo. Ele censura essa defesa e se entrega na cruz.

P.S.: Texto em homenagem ao meu amigo Lengo, apesar das diferenças e provocações, é muito bom poder lutar para seguir Jesus ao seu lado!
Abraço e até a próxima

Homero Castro

Sobre Homero Castro

Nome: Homero Resende Castro Nasci em 1979 em Belém do Pará, moro em Belo Horizonte desde 1989. Sou formado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde 1999 trabalho como missionário na associação Alvo da mocidade. Eu e minha maravilhosa esposa, Camila temos duas filhinhas lindonas, Helena e Elisa, e uma sapeca cadela chamada Leona.

3 comentários sobre “Sobre espadas e cálice

  1. Belo texto Homerão. Obrigado pelas palavras e pela homenagem. Você é alguém que luta pelo Senhor com um coração centrado nas coisas dele e não nas espadas que o mundo nos oferece. O privilégio e a alegria são minhas por poder compartilhar a vida e ser suportado por uma pessoa que exala o bom perfume do nosso Senhor. Vamos juntos lutando para ama-lo. Obrigado, amo voce!

  2. Muito bom, Homerão. Me lembrou de um texto que li a pouco tempo:

    “Muitas vezes esperamos dos livros as instruções necessárias para a cura das feridas do nosso mundo. O que se espera é a “não indiferença, a coragem para ver as feridas, e então, decidir por si mesmo como poder se empenhar concretamente no esforço de curar feridas humanas. Primeiro, porém, é necessário reconhece-las.
    Ao nos deparar com feridas abertas, nos deparamos com a tentação de não querer ver, de fechar os olhos e o coração e fugir o mais rápido possível daquele lugar.
    São duas as reações de fuga imatura: reação infantil – de fechar os olhos, de esconder o rosto em qualquer coisa que pudesse substituir a saia da mãe e fugir dali; e depois a reação adolescente de um revolucionário enfurecido: tomemos nossas armas e destruamos energicamente as condições sociais injustas e aqueles que são responsáveis por elas e se enriquecem com elas!
    Talvez anos de meditação nos darão forças para persistir, para superar a tentação da impaciência e para despertar da ilusão de um caminho rápido para salvação.” – Tomás Halík

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