Seu José e dona Otávia

“Conheço uma história fantástica: seu José e dona Otávia.

Dona Otávia foi fazer uma cirurgia e, por alguma complicação, entrou em coma. Ficou no hospital um tempo, tiraram os aparelhos, ela continuou respirando: vida vegetativa. Foi levada para casa e seu José passou a cuidar dela. Ele escrevia poemas e lia todos os dias para ela. Tinha a impressão de que ela o ouvia. Quando ia à igreja, voltava e compartilhava o sermão com ela. Orava junto dela. Aprendeu a tocar gaita, e tocava para ela. Viveu assim por 25 anos. Por uma das ironias divinas, morreu antes da esposa. Um ano depois, ela também faleceu. Ela nunca saiu do coma. Foram 26 anos.

Imagino que não deve ter faltado gente que dissesse para seu José tocar a vida, colocar a mulher numa clínica e seguir adiante. Mas ele dizia que a amava e queria cuidar dela até o fim de sua vida. E assim o fez. Morreu cuidando dela.

E eu te pergunto: quem é que não gostaria de ser amado desse jeito? Ser amado, mesmo quando não temos condições de corresponder?

Este é o jeito que Jesus ama. Amou gente meio inválida, como eu, como você, sem desejar nada em troca. Você ainda encontra esse tipo de amor por aí. Ande pelos orfanatos, pelos leprosários. Mas essas pessoas não estão na mídia. O problema hoje é que amor virou sinônimo de sexo. E não é.” 

Essa foi a história mais linda que eu li nos últimos dias. História que me faz pensar no amor e no preço de amar.

Você tem alguém que cuidaria de você assim, como o seu José?

Você seria capaz de se sacrificar assim por alguém?

Qual é o verdadeiro sinônimo do amor?

Que Deus faça existir mais “seus Josés” e mais “donas Otávias” nesse mundo! Pessoas que amam e que são amadas!

Um grande abraço!!!

Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

5 comentários sobre “Seu José e dona Otávia

  1. Muito pertinente, como sempre, Du! Que “Josés” e “Otávias” não sejam exceção um dia e sim a regra… 😉

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