O restaurante

Um homem entra em um restaurante. Era cliente já fazia algum tempo e sempre servia a refeição sugerida pelo menu oferecido pelo gerente, que possuía as chaves do estabelecimento e a confiança do dono que sempre dizia num tom de brincadeira e amor aos clientes: “cuide bem das minhas ovelhinhas”.

Mas naquele dia o gerente com boas intenções e querendo agradar aos clientes, num ato de ousadia e sem pedir permissão para o dono, havia mudado um pouco a maneira de servir os clientes.

Resolveu fazer um self service com uma variedade enorme de opções.

— Sirva-se a vontade, disse o gerente.
— Mas são muitas opções, respondeu o homem confuso.
— O que te dá vontade?
— Muitas coisas, mas nem sempre minhas vontades são saudáveis.
— Faça uma concessão, disse o gerente cheio de boas intenções.
— Você é muito gentil!
— E você é um ótimo cliente. Mas fique à vontade, a casa é sua, disse o gerente que logo em seguida foi atender a clientela.

E o homem, sentou-se a mesa ainda sem discernir sobre o que comer. E passando a observar o movimento, percebeu que o gerente passava na mesa daqueles velhos e bons clientes oferecendo aquilo que lhes era conveniente.

Alguns ouviam, sabiam discernir, mas ficavam fiéis ao cardápio original. Outros, porém, selecionavam e faziam seu próprio cardápio seguindo a ideia do gerente.

O homem confuso passou a entender como o restaurante funcionava. E sabiamente, decidiu procurar outra igreja.

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