Prantear, orar, pensar e trabalhar

(*) Onde estavam os cristãos quando todo o mundo tornou-se humanista? Onde permanecemos escondidos que não vemos que a cultura, a arte, a política, a ciência não sofrem mais influência de nenhum dos valores do Reino? O cristianismo permanece restrito à vida devocional desde o século XVIII e, enquanto nos dedicamos (?) à vida piedosa, extensas áreas da realidade humana são resumidas aos valores do mundo ou a falta deles. Cite-se o exemplo da música: “Por que o cristianismo e a música cristã parecem tão desconexos do mundo em que vivemos? Será que o cristianismo poderia não ter nada a dizer para o “mundo real”? Será que a música cristã precisava ficar restrita à um gueto?.” (Release oficial da Tanlan) Talvez tenhamos nos concentrado em salvar almas e acabamos por esquecer que Deus é o Deus da vida e Ele nos ensina como devemos viver e como lidar com o mundo. Se nos sentimos muito à vontade nesse mundo, é preciso questionar o quanto seus padrões já foram introjetados. Contudo, mister deixar para trás esse desinteresse para com as coisas criadas, isso se queremos mesmo que “venha o Seu Reino”, visto que nosso chamado é para sermos sal da terra.

Portanto, pranteie pela situação atual. Não é sem razão que a imprensa alardeia que a única realidade restante é a de um mundo todo secularizado, porque marcado pelo consumismo, violência, sexo, entretenimento e pelo escapismo fácil. Prantear significa assumir que as coisas precisam mudar e se somos omissos somos também cúmplices. Não vejo porque não levar a fé cristã para os espaços públicos, já que todos carregam suas opiniões pessoais criadas por qualquer coisa. Enfim, por que não carregar conosco os princípios do Deus Todo Poderoso para qualquer lugar?

Ore, pois sozinhos não podemos mudar as coisas. Peçamos, então, sabedoria, força e perseverança porque, mesmo sem a mudança esperada, nosso trabalho precisa continuar. Só orando para entendermos o pouco a que reduzimos nossa fé, o quanto iluministas ainda somos crendo na razão e deixando a crença em Deus para a esfera estritamente pessoal.

Pense sobre o significado do cristianismo e em como Deus é bom em dar-nos a salvação, mas “não é tão bom o suficiente” para fazer parte das maiores decisões do planeta terra no tocante à educação, arte, questões culturais, etc.

Somente depois disso, trabalhe, portanto. Como entrar em ação? Responda-me aí embaixo como.

Vigora ainda a máxima de que as coisas subjetivas e irrelevantes (inclusive convicções de fé) devem ser negligenciadas na produção de qualquer coisa. Achamos que um artista ou um político propõem novas coisas a partir de suas próprias ideias, o que é mentira. Todo ser humano sempre faz algo a partir de uma orientação de vida, o que seria uma “religião irreligiosa”. Desse modo, a proposta para entrar em ação é: faça, deixe que a sua força propulsora para fazer seja conhecida e influencie.

Grande abraço!

(*) Ideias extraídas de Hans Rookmaaker. http://ultimato.com.br/sites/labrarte/

Gabriel Lazarotti

Sobre Gabriel Lazarotti

Redimido pelo amor de Deus. Discípulo de Jesus que segue por este Caminho. Um sincero apreciador da criação. Pretenso poeta todo o tempo, advogado e músico nas horas vagas.

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