O que permanece

Como que o mal que padecem os sentimentos de todo intensos. A garantia de se auto atribuírem aquela certeza toda de que durarão pra sempre. Que se impregnarão feito tatuagem ao coração do homem que expõe o peito à vida. E quando muito se sente, mais certo de que por assim será, de que não mais vai passar. Dizer de uma tristeza que guarda em si a reivindicação de que é impossível desamarrá-la. E que assim, dói mais por tal que pelo motivo próprio de doer. O mesmo dito ao homem apaixonado, daquele que se ira, do que em vão busca forças para oferecer perdão.

E do dito intenso, a cegueira de quem acredita existir tão somente o que aproximado dos seus olhos, a tal ponto de impedir a periferia de seus olhares. E por conseguir ver apenas o objeto da sua intensidade esfregado na face, o desespero de que talvez não projete adiante. E aí, a fé. De acreditar que existe algo que os olhos não podem ver. Fé como a certeza de que irá passar. A dor aguda, seja ela qual for. E voltará, logo após dias de alegria sincera. O ciclo da vida; nossa tentativa em postergar-se sorrisos e findar os dias maus. Fazer com que aqueles sobrepujem as tristezas em quanto e intensidade. Na certeza única de que tudo perece. Só Deus permanece. Hoje e sempre. Ele que não muda, oferecendo-nos o Seu desde EU SOU. Nas alegrias e nas tristezas, coexistindo. Na vida, mas também na morte. Eternamente.

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