Pequeninos

Tenho o imenso prazer de convidar para compartilhar conosco um pouco de sua experiência de vida e reflexões a respeito da relação com Deus o meu grande amigo Cacá (para os íntimos, Jhoseffer Bredley). Espero que consigam pensar na vida com seu texto assim como pensei na minha. Forte abraço!

           Certa vez um amigo meu me contou uma situação sobre seu filho mais novo que, quando eles estavam no aeroporto esperando o voo, seu filho brincava tranquilo, sem se preocupar com o horário do voo, atrasos, problemas de embarque, estava apenas aguardando seu pai. Ele me falou que quando ele precisava mudar de lugar, ir para outra sala, setor, o que for, ele chamava seu filho e o mesmo o seguia com a mesma tranquilidade de sempre.

               Por várias vezes, me pego conversando com algumas pessoas sobre como era bom quando eu era criança, do quanto eu brincava e me divertia com primos e amigos. As vezes, até com um certo orgulho, eu digo: “Isso sim foi ter infância, foi ser criança”. Dá até uma vontade de voltar a ser como era antes, como tudo era mais fácil. Como o filho do meu amigo, era bom não ter preocupações. Mas hoje somos “de maior” e não temos como voltar a ser crianças, pois somos independentes. Será?

               Observando o que o filho do meu amigo fazia e pensando nos meus tempos de criança, entendo melhor o que seria receber o Reino de Deus como uma criança, o Espirito Santo como uma criança. Esse pequenino estava apenas seguindo as ordens do seu pai sem preocupação, como se tivesse dizendo para seu pai: “Eis-me aqui”! A criança não tomava conta da situação, as preocupações daquele momento eram do pai, ele estava sendo dependente de seu pai. Mesmo sem saber, essa criança tinha em seu pai, sentia que ele cuidaria de qualquer situação e o seguia sem preocupação, pois seu pai estava do seu lado.

Marcos 10:15 – Digo-lhes a verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.

                Que possamos lutar para receber o Reino de Deus como uma criança, sem malícia, totalmente dependente do Pai, sempre alegre e, quando chorarmos, que o colo do Pai seja nosso maior consolo e proteção. Que possamos sempre dizer a Deus no nosso dia-a-dia “Eis-me aqui”!Perguntar onde quer que eu sente no ônibus, com quem quer que eu almoce, e passar por essas situações, com a mesma segurança que um pequenino tem, ao andar segurando nas mãos de um Pai, sabendo que Ele irá cuidar de tudo e nos preservar.

Rafael Santtos

Sobre Rafael Santtos

Rafael Santos, Belo Horizonte, 18 de abril de 1984, cristão desde 2012, sonhador, aventureiro, sanguíneo, exortador. E deseja dividir um pouco do que pensa através do Outras Fronteiras.

4 comentários sobre “Pequeninos

  1. Que orgulho, meu amor! Acho essa dependência bem trabalhosa de ser conseguida, mas muito gratificante quando alcançada! Obrigada por me ajudar a estar cada dia mais perto do Pai!

  2. Muito bom, Jhoseffer!

    Que Deus continue te ajudando a ser uma criança…

    Gostei muito da mensagem da Milena e por saber que você tem lutado pra cuidar dela também.

    Bração!!!

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