O papo sobre pecado

Não sabia bem como havia acontecido. Pareceu-me um relâmpago. Não sei se foi por conta da tempestade ou se Jesus havia voltado e eu enfim sido arrebatado. Fato é que em instantes fui recebido por anjos diante de uma grande porta. Parecia muito com aquilo que imaginava, só faltou o São Pedro com as chaves na mão.

Passado um tempo de contemplação, fui convidado a entrar e me dirigir ao chamado Trono da Graça. Nele estava ninguém menos que o próprio Deus. Como havia desejado aquele momento… em meio a tantas dúvidas e incertezas da vida terrena, meu maior anseio era finalmente estar ali, simplesmente com a Trindade. Meio envergonhado, Jesus me entregou um papelzinho, contendo um novo nome pelo qual Deus passaria a me chamar. Era algo como um apelido carinhoso pelo qual um pai chama seu filho. Já todo à vontade (não sei se até demais) também tomei a liberdade de deixar de tratá-lo por Senhor e passar a lhe chamar de Aba. E fez-se silêncio, só os olhares de aprovação me cercavam. Não havia muito para ser dito neste primeiro momento, tão somente admirar.

Deus então rompeu com barulho que o momento trazia e começou a oração. Sim, uma oração, porque era esta a maneira pela qual nós conversávamos antes de eu estar ali. Para minha maior surpresa, Ele começou justamente pela parte que mais doía. Não quis que eu repetisse nada do que já havia dito em “vida”, não passou nenhum filme que me deixasse constrangido, nem rodou nenhum tipo de áudio com os momentos em que desviei do que era devido.

Não foi legal, ter a justiça de Deus diante de mim. Um trono, a própria consciência acusando, Jesus de advogado na defesa com o argumento da cruz e a presença confortante do Espírito Santo me mostrando que já estava perdoado, mas que ainda assim era necessária a confissão. Tudo seria evitado, caso tivesse tido este papo antes com Deus. Só então pude compreender o valor da confissão.

Você tem conversado a respeito com o Pai? O que entende por confissão?

Uma vez ouvi sobre o segredo de um cristão que vivia muito bem com Deus. Ele não deixava passar cinco minutos após um pecado sem confessá-lo. Esta tem sido uma realidade para mim há alguns anos e posso afirmar a validade desta afirmação.

Agradeço ao amigo Patrick pela ideia do post e pelos preciosos momentos divididos no grupinho de estudos.

Rafael Santtos

Sobre Rafael Santtos

Rafael Santos, Belo Horizonte, 18 de abril de 1984, cristão desde 2012, sonhador, aventureiro, sanguíneo, exortador. E deseja dividir um pouco do que pensa através do Outras Fronteiras.

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