Mulher virtuosa

Quem a achará, pergunta o rei. O seu valor muito excede o de finas jóias. Em outras versões se diz que ela é mais valiosa do que os rubis ou do que os diamantes. Lemuel (autor do texto) na verdade está falando sobre o “diamante vermelho”. Quando se fala sobre o diamante vermelho, estamos tratando da gema mais rara do mundo. Seu brilho e sua cor são impressionantes. Essa é a razão da pedra ser considerada a mais cara. Especula-se que existam apenas 25 verdadeiras gemas destas e o valor gira em torno de 5 milhões por quilate.

diamante-vermelho

Há uma lógica no mundo que diz “quanto mais raro, mais caro.” Quanto mais difícil de encontrar, mais desejado.

No Éden, o conhecimento do mal era raro e, por isso, muito desejado. A árvore era “boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento.” (Gn.3:6) O problema, nesse caso, é achar que todo tipo de raridade é boa e não saber discernir o que é raro e bom do que é raro e ruim.

Deus iria destruir a raça humana. Estava arrependido de ter criado o homem. “Porém Noé achou graça diante de Deus. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn.6:8-9) Justiça e integridade! Raro e bom!

Mulher virtuosa, quem a achará?

Raro e bom! Vale mais que diamante vermelho.

Faz pensar que é como se existissem menos de 25 mulheres virtuosas no mundo. Será?

Quem duvida?

Sei que esse é o anseio mais profundo do coração de um homem de Deus. Encontrar alguém assim.

Sei também que esse é o anseio mais profundo do coração de uma mulher de Deus. Ser reconhecida assim.

O padrão é altíssimo. A liberdade também.

Foi Deus quem falou.

Cada um é livre para escolher o que ser e o que ter.

Próprio do amor. Próprio de Deus.

Deus é amor.

Um grande abraço!!!

Todas as ideias do post de hoje foram extraídas de um diário da Ana Luisa Pos dos Reis. Eu já insisti bastante para que ela escrevesse um post. Não apenas porque acredito que ela tenha o que partilhar, mas principalmente porque, conhecendo-a, posso afirmar que uma de suas maiores lutas é o desejo de ser aquilo que Deus traçou como ideal.

O viajante

As coisas não aconteceram como ele esperava e por isso, resolveu mudar de vida.

Comprou roupas novas, mudou o cabelo e partiu.

Durante o caminho seus olhos eram atraídos por muitas belezas. Luzes, roupas coloridas, emocionantes histórias contadas por belas donzelas. Tudo parecia imperdível. O barulho das taças e o borbulhar das bebidas eram hipnotizantes, tornando tudo irrecusável.

Experimentou uma sensação nova, que julgou ser liberdade. E avançava no caminho postando uma foto a cada nova aventura.

Aconteceu que, num certo ponto, percebeu-se sozinho. O caminho já não era tão iluminado nem mais tão belo, e o que outrora o atraía, agora embrulhava o estômago.

Num banco da estrada encontrou um pequeno pedaço de espelho. Sentou e olhou-se. Assustado, fechou os olhos. Respirou e olhou novamente. E não se reconheceu.

Suas expressões foram alteradas, o brilho dos seus olhos apagados. Quis ir embora, mas o sentimento que antes julgava ser liberdade, ironicamente agora, era o que o prendia. Então chorou.

Percebeu que nessa nova estrada, um pouco de si fora roubado em cada parada. Olhando para trás, viu que aquelas pessoas não eram tão belas quanto aparentavam. Na verdade, elas ficavam belas porque roubavam a beleza de cada viajante que parava por ali.

Chorou, chorou, chorou…

Olhou para o lado e viu que estava perdido. Lembrou-se de amigos antigos, que sempre o diziam para olhar para o céu.

Resolveu então, levantar os olhos e surpreendeu-se porque agora podia ver luz. E o caminho de volta estava lá revelado, como que desenhado pelas estrelas. Na verdade, sempre esteve ali, mas ele insistia em olhar na direção errada.

Decidido a voltar para a casa, fixou os olhos no céu.

E a cada recusa dos velhos convites, retomava a luz dos olhos e sua verdadeira expressão.

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou…”. Lc (15:20)

“Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” Lc (15:24)

Cooperador de Cristo.  

Estudo de Namoro

Nesse último feriado, tivemos estudo de namoro aqui em Brasília. Cerca de 20 jovens reunidos com as Escrituras abertas, desejando discernir como poderíamos agradar a Deus com a nossa sexualidade. Falamos sobre vontade de Deus, pureza moral, namoro, casamento… O assunto é sempre de total interesse para cada jovem que participa do estudo.

Não foi a primeira vez que dei esse estudo. Aqui em Brasília, sim! Mas já havia feito várias vezes em BH com diversos grupos. O que foi novo dessa vez, foi o pensamento que me ocorreu no final do estudo. Houve uma época da minha vida (não muito distante) em que eu duvidei e questionei cada um dos princípios desse estudo. Eu estava incrédulo. Lembro-me do estudo de namoro que aconteceu, por exemplo, no final de 2013 com uma turma em Belo Horizonte, em que eu falava sobre todos estes conteúdos sem acreditar neles! Ninguém sabia disso, mas a sensação é a pior que existe. Eu parecia (ou talvez estava sendo mesmo) um grande hipócrita.

Era uma fase da minha vida em que eu estava em crise. Abandonara algumas convicções. Lembro-me de sentir Deus dizendo coisas do tipo: “Muito legal o estudo, Edu! Porém, estou torcendo para chegar o dia em que você vai voltar a crer em tudo o que está ensinando.”

Deus foi paciente comigo. Ele me esperou voltar. Permitiu que eu vivesse a crise, mas sempre desejou que eu voltasse.

Na crise é sempre assim… Alguns princípios que antes eram inerentes, são abandonados. Ou pelo menos deixados em “stand by” por um tempo.

Foi simplesmente sensacional poder perceber meu coração totalmente mudado diante deste mesmo estudo aqui em Brasília. Ninguém sabia disso, mas a sensação era a melhor que existe.

Quais princípios você já viveu um dia, mas abandonou durante sua caminhada por alguma razão?

Você já sabe pelo quê Deus está torcendo, né?

Um grande abraço!!!

O cordeiro que usava túnica

“Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo.” (Jo.19:23)

Jesus estava no madeiro. O cordeiro seguiu para o matadouro como uma ovelha muda. O sacrifício sangrava num altar que tinha forma de cruz.

Ele usava uma túnica. Teria sido um presente de sua mãe? Ela era sem costura, toda tecida de alto a baixo. Os soldados lançam sorte para ver quem iria ficar com ela. Não faria sentido rasgá-la como fizeram com as vestes. A túnica tinha lá seu valor.

O cordeiro era o objeto do sacrifício. A túnica, era a vestimenta própria de um sacerdote.

No sacrifício é assim: o cordeiro morre; o sacerdote mata.

O que isso significa?

Que na cruz Jesus foi (ao mesmo tempo) cordeiro e sacerdote. Morreu e matou. Passivo como cordeiro, ativo como sacerdote.

Deus fez tudo.  Bem próprio da graça.

Nesse caso, graça sobre graça.

Um grande abraço!!!

 

Amor em conserva

Se a fruta precisar ser transportada, terá de ser enlatada e, com isso, perder um pouco de suas boas qualidades. Mas encontramos gente que, na verdade, aprendeu a preferir a fruta enlatada em conserva à fruta fresca”.

Essa frase de C.S.Lewis nunca foi tão atual. Nós sabemos de nossa superficialidade, mesmo que inconscientes dela e que temos uma mania quase incontrolável de enlatar as coisas e esquecer do sabor original.

Os fariseus enlataram Deus, o colocaram dentro das tábuas da lei. E em Cristo, temos a chance de experimentar a fruta fresca, mas preferimos consumir um amor a Deus “em conserva” nos nossos ritos, nas disciplinas rígidas, nas tradições e na lei como um fim e não como meio. Paradoxalmente, sabemos que é a obediência a Deus que nos liberta.

Enlatamos nossos relacionamentos, no mundo virtual por exemplo, onde pedimos aprovação através de curtidas, demonstramos sentimentos por emoticons animados e compartilhamos nossas vidas pelos áudios de WhatsApp. Também o sexo que tem se tornado virtual, não apenas pela falta do corpo presente, mas também por corpos que se encontram sem unidade.

Nossas igrejas estão enlatadas. Porque temos preferido a coletividade em detrimento da membresia. Falo sobre ser membro do corpo de Cristo, como Paulo nos ensinou, onde somos todos diferentes e complementares, assim como os órgãos do corpo. Cada um tem um nome e é importante e digno. Na igreja de Cristo, somos membros uns dos outros. Diferente de igrejas que cultivam uma coletividade secular, onde somos tratados como números, parte de um corpo de estatísticas e resultados. É quando o nome é substituido por um número, e quando este se perde, ninguém sabe quem é, mas será atualizado na estatística.

Que possamos saber diferenciar uma fruta enlatada do sabor inigualável de uma fruta natural, que possui os nutrientes da vida.

Abraços.

Eu cristão

“O mal é tão mau que não podemos evitar pensar que o bem é um acaso; o bem é tão bom que ficamos certos de que o mal pode ser explicado.”

(G.K.Chesterton)

Eu não duvido do mal. Ele está dentro de mim. Propensão.

Também não questiono a existência do bem. Deixaria de ser cristão. Convicção.

O mal é mau. Engana, vicia e mata. Sinto na pele, nas entranhas, coisa de âmago.

O bem é bom. Para muito além do acaso. Ouço a sua voz, mas não sei donde vem, nem para onde vai.

Carrego tudo aqui dentro. Sentimento de inadequação.

Onde abundou pecado, tem sujeira na borda. Onde superabundou graça, o sangue transborda.

A vida continua valendo a pena e a única razão porque continuo buscando a santidade, é que a outra opção é muito insípida.

Um grande abraço!!!

HIPOCRISIA E PRECONCEITO

Nunca gostei de política. A cada ano gosto menos ainda.

Ultimamente tem sido impossível conversar sobre essas coisas com as pessoas. A maioria, e eu me incluo nessa porção, é ignorante. Ignorante no sentido primário, de falta de conhecimento mesmo. É muito difícil compreender o jogo, acompanhar toda a vida política dos nossos representantes e julgar corretamente cada cartada desse misterioso e manchado baralho.

Outras, menos ignorantes (pelo menos é o que dizem ser), beiram o fanatismo.

Alguns (e digo isso por otimismo já que não conheço ninguém assim), realmente entendem o que está acontecendo e tem uma visão equilibrada do cenário.

O que não posso engolir é alguém dizer que não vota em candidato evangélico. Dizem ser safado, homofóbico, mentiroso e hipócrita.

Ora…isso pra mim é preconceito. Ninguém é honesto ou desonesto pela religião ou igreja que frequenta. Existem pessoas boas e picaretas em todos os lugares, dentro e fora de qualquer igreja.

O preconceito é o mesmo que dizer que não vota em índio, negro, branco, mulher, homem, católico, muçulmano, espírita….

A hipocrisia é grande, pois todos nós estamos impregnados de preconceito. Ou vai dizer que você não atravessa a rua de noite se vê alguém suspeito? Vai dizer que tem 100% de certeza da culpa de alguém que os noticiários dizem estar sendo investigado.

Eu julgo indevidamente. Eu sou cheio de preconceitos. Eu sou cristão.

Sim…disse cristão e não anjo, nem santo.

Cristão porque tenho fé que Cristo é meu Salvador e por misericórdia pode me aperfeiçoar.  O meu salvador é Jesus e não o PT, PSDB, PMDB, P qualquer outra coisa.

Ser cristão sugere reconhecer suas limitações, falhas e pecados. Sugere uma busca por vida santa, junto de Deus, seguindo Cristo.

A igreja é lugar de pecadores. Eles se reúnem para se ajudarem e aperfeiçoarem através do Espírito de Deus. Eles reconhecem a necessidade de um Salvador, pois não somos capazes de nos salvar. Por outro lado, um candidato não cristão ou até mesmo um ateu, não é necessariamente uma pessoa sem valores morais.

Façam suas escolhas, o voto é um direito e deve ser bem utilizado. Mas saibam que nenhum candidato irá suprir todas as necessidades, por mais bem intencionado que seja, e ele não poderá fazer absolutamente nada por você quando estiver frente a frente com o Senhor da vida.

Jesus escolheu governar através da cruz e não da política.

Cooperador de Cristo.

Sobre estar sempre certo

Quando Jacó voltou para casa na tentativa de resolver o conflito com Esaú, ele desejava alcançar o perdão de seu irmão e os presentes eram uma forma de gritar: “Eu pequei!” 

Quando Davi foi trazido à luz sobre o caso de adultério com Bate-Seba, ele não hesitou: “Eu pequei!”

Quando Pedro foi repreendido por estar vivendo uma vida dupla entre judeus e gentios, ele permaneceu calado como quem estivesse dizendo: “Eu pequei!”

Quando Paulo era acusado de ter participado da morte de Estêvão, ele admitia a ignorância de ter sido cúmplice daquele apedrejamento confessando: “Eu pequei!”

Por que existem pessoas que nunca pedem perdão? 

Você conhece pessoas assim?

Já ouvi jovens dizendo que nunca viram na vida seu pai pedindo perdão. Outro dia uma pessoa mencionava outra, dizendo: “Tem décadas que convivo com fulano e nunca ouvi um pedido de perdão!”

Conviver por décadas e nunca ouvir um pedido de perdão?

Nessa hora eu fui irônico: “Você convive com um ser humano ou com o próprio Deus?”

Egos absolutos. Ausência completa de humildade. Soberba.

Sobre estar sempre certo? Não desejo para ninguém!

Não que eu não queira que a vida esteja no padrão de santidade. Mas que, com exceção do próprio Deus, não exista na minha vida quem esteja sempre certo. Conviver com egos absolutos não é estar ao lado de uma pessoa. É estar ao lado de um demônio.

Um grande abraço!!!

Quando a repetição leva à imperfeição

Dizem que a repetição leva à perfeição. Em alguns casos bem específicos como o gesto técnico de um atleta isso é verdade. Mas para nós, pessoas comuns, tanta repetição leva à exaustão, e em vários casos à imperfeição.

Somos repletos de hábitos ruins, vícios enraizados. Executamos inúmeras tarefas sem raciocinar. A humanidade está cada vez melhor em exibicionismo e cada vez menos reflexiva. Estamos mais rasos, superficiais. Buscamos informações em redes sociais, somos saciados por curtidas e aquelas carinhas bonitinhas.

Por que as pessoas fazem 1 litro de café e bebem 150 ml? Todos os dias elas desperdiçam quase todo o café que fazem. E tem os que fazem isso várias vezes ao dia. Deveriam simplesmente fazer menos café!

Queremos emagrecer mas continuamos comendo as mesmas coisas e vivendo uma vida sedentária!

Pessoas tentando salvar seu casamento tentando mudar o outro. Será que é o outro, ou só o outro que tem que mudar?

Vejo mais do mesmo. Vejo pessoas andando em círculos.

Vejo as gerações se renovando e os anciãos repetindo os mesmos erros. Ao invés de usarem suas experiências para se tornarem sábios, repetem as mesmas tolices da mocidade.

Fica esperto! Faça diferente!

Cooperador de Cristo.

Ladeira abaixo

Meu domingo havia terminado. Cheguei em casa cansado. Tinha acordado às 6h e só voltei para casa perto das 21h. Depois de estar alimentado e pronto para dormir, resolvi ligar a TV. Até hoje, não sei dizer se fiz bem ou mal. Parei num canal evangélico de uma igreja brasileira. Havia lá um auditório lotado e o microfone nas mãos de um pastor vestido de pano de saco (é isso mesmo que você está lendo) que se julgava um homem de Deus. Ele estava dizendo que, no tempo de Elias, 7 mil joelhos não haviam se dobrado a Baal. E, por causa disso, ele iria orar de joelhos durante 7 minutos, afirmando que Deus iria fazer milagres na vida daqueles que assumissem o propósito de doarem R$1.000,00 para que aquele canal não saísse do ar. Afinal, o “evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” precisa continuar sendo anunciado.

Quem me conhece, imagina o que vem por aí, né? Vamos por partes:

1º) Não foram 7 mil joelhos que permaneceram fiéis em Israel (I Rs.19:18). Foram 7 mil homens. Se eu não estou enganado, partindo do pressuposto que cada homem tinha 2 joelhos, eram 14 mil joelhos. O pastor, na verdade, só era bom para fazer contas com dinheiro. Tipo quando o professor Girafales fazia um conta envolvendo laranjas e o Chaves dizia que saberia a resposta se fossem maçãs. No entanto, é bastante provável que o grande galho da maioria dos pastores de hoje não seja com a matemática, mas com a Bíblia Sagrada.

2º) Agora, vamos falar sobre os 7 minutos de oração. Por que 7 minutos? Por que não 7 horas? Quanto mais oração melhor. Nosso Senhor virava a noite orando (Lc.6:12). Mas ali, precisava ser algo dinâmico. O programa tinha horário e quem quisesse receber os milagres, tinha o tempo de 7 minutos pra transferir o dinheiro para a conta da igreja. E nem precisa dizer que, durante toda a oração, os dados bancários da igreja estavam estampados na tela da TV, né?

3º) O deus que me pede dinheiro como condição para me abençoar chama-se Diabo. O Deus que se apresenta nas Escrituras faz o sol nascer sobre maus e bons, faz a chuva vir sobre justos e injustos. Não exige condições para abençoar. Já o Diabo, no deserto, diz a Jesus: “Se prostrado me adorares, tudo isto te darei.” (Mt.4:9)

Fui dormir triste. Meu coração estava pesado. Não é isso que o verdadeiro Evangelho faz ecoar nos corações humanos. No início, a igreja era um grupo de homens centrados no CRISTO VIVO. Então, chegou à Grécia e tornou-se uma FILOSOFIA. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma INSTITUIÇÃO. Em seguida, à Europa e tornou-se uma CULTURA. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um NEGÓCIO.

Alguém sabe me dizer se essa ladeira acaba por aqui ou tem mais para onde descer?

Um grande abraço!!!