Óculos novos

“Prefiro olhar para as pessoas pela perspectiva de Deus, usando-O como meus óculos, coloridos com o amor que sente por elas.” Laubach em 18 de setembro de 1931

Laubach iniciou sua experiência de permanecer no Senhor num momento de isolamento e em terra estranha. Isso facilitou de certa forma, já que a única coisa que tinha era Deus. Agora, pouco mais de um ano do início de sua experiência, Laubach está inserido novamente no mundo e passa os dias ao lado de outras pessoas. Daí um novo desafio:

“Ou esta nova condição impedirá a entrada de Deus ou terei de trazê-Lo para o meio de toda essa situação.” Laubach em 18 de setembro de 1931.

Este novo momento de Laubach assemelha-se à nossa vida, onde precisamos estar conectados com Deus vivendo nesse mundo caótico. Diante disso é preciso “…aprender a ter uma conversa constante e silenciosa, de coração para coração, com Deus ao mesmo tempo em que olho para outros olhos e ouço outras vozes.”

Mais do que isso, é preciso enxergar a vida, o mundo e as pessoas através desse óculos de Deus, que nos concede uma visão diferente, aperfeiçoada no amor, misericordiosa e colorida.

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;
E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;
E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.
Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.”
Mateus (18:21-35)

Vejo ódio nos olhos, rancor na fala, amargura no coração.

Vejo necessidade de óculos novos. Enxergando melhor temos a oportunidade de escolher os melhores caminhos. .

Se desejamos a misericórdia divina, não deveríamos exercer a misericórdia para com as pessoas?

Cooperador de Cristo.

  

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