Ocorreu agora no Rio [copacabana]

Esse final de ano guardou algumas mudanças para mim. Experimentei todo o tipo de sentimento – ou quase todos – e passei por um emaranhado de emoções desencontradas, se me faço claro. Os dois últimos dias e os cinco primeiros do ano que há pouco se iniciou foram vividos no Rio de Janeiro e a trilha sonora  foi marcada pelo talento de Marcelo Camelo.

Um convite especial do amigo Elias. Os dias na cidade maravilhosa criaram a expectativa do descanso merecido e a possibilidade de iniciar o ano com a vida organizada. O trajeto foi naturalmente selado com um quê de solidão, não fosse a companhia do Amigo sempre presente. E, ao desembarcar em terras fluminenses, a moça da companhia de táxi vendeu-me o preço mais caro. É verdade que à 1h30 da manhã, um elogio ao meu sorriso acabaria influenciando o fechamento do acordo. Enfim, o primeiro desencontro.

No dia 30 não houve susto, mas a memória tratou de apagar as primeiras impressões. Dia 31 era O dia da virada. Vira o ano, vira o barco, vira e mexe, mas não vira a página da vida. O pão, o suco, a caminhada e as fotos. Eu e Elias saímos para o passeio matinal rumo ao Leme, fora da rotina, sem planos e sem metas. Mal sabíamos que o retorno ao apartamento estava reservando uma surpresa. Essas coisas são assim mesmo, porém. Boas ou más, não são esperadas.

Apartamento arrombado na tradicional Copacabana, a princesinha do mar, em plena manhã do dia 31. Era esta, portanto, a surpresa que não esperávamos. A emoção, a adrenalina, a tristeza, a resignação, enfim, a tranquilidade. Essa foi a sequência dos sentimentos que experimentei. O cidadão que entrou no apartamento escolheu quase que exclusivamente as minhas coisas para roubar. Não sei, acho que foi o meu cheirinho que a mamãe diz ser especial. A lista é grande. Perdi camisas, calças, bermudas, cuecas – rs -, meias, perfume, mochila, tênis, mala de viagem, óculos de grau – voltei a ser cego – e o notebook.

Desse evento me lembro do choro pequeno de minha mãe ao telefone e a lição de que os bens materiais a gente recupera. Lembro-me da preocupação do meu pai, da Aninha e da Giulia. Recordo-me e agradeço muito o carinho da família Carvalho Batista, que não mediu esforços para que me sentisse bem nos dias que viriam. Gosto da lição da minha avó que traduz o ditado “foram-se os anéis, mas ficaram os dedos”.

Confesso que me lembrei de uma oração dita há muito, acho que no Recife: “Deus, obrigado pelo tempo que me permitiu usar cada uma daquelas coisas”. 

Os momentos seguintes foram muito serenos. Nenhum exagero, a não ser pelo sol na Barra. O quê de mais especial? As lembranças, as orações na orla da Rodrigo de Freitas, o Cristo lá no alto, as caminhadas do Leme ao Leblon, o Bike Rio, as conversas, um amigo e o Amigo.

Até breve!

Gabriel Lazarotti

Sobre Gabriel Lazarotti

Redimido pelo amor de Deus. Discípulo de Jesus que segue por este Caminho. Um sincero apreciador da criação. Pretenso poeta todo o tempo, advogado e músico nas horas vagas.

6 comentários sobre “Ocorreu agora no Rio [copacabana]

  1. Bem, analisando dessa forma, sua viagem vejo que, apesar de tudo, foi bem rica de experiências e aprendizados!
    Abraços!

  2. Vira o ano, vira a página. Acho que Deus permitiu que a gente dividisse seu tempo em espaços delimitados pra que tivessem justamente essas passagens de uma fase a outra. o patrick uma vez me disse assim e resolvi acreditar. Que 2012 lhe reserve mais e melhores emoções.

    Abs.

  3. “…não fosse a companhia do Amigo sempre presente.”

    Ele vai estar sempre presente para te amparar, consolar e ensinar.

    Post excelente amigo!

  4. Obrigado meus amigos! Apesar disto foi ótima, Homerão!
    Virar a página se houver necessidade, né Rafa…

    Sobre 2012 ser melhor, é no que me apego. Desejo o mesmo pra vc!
    Valeu Du e Fael!

    Consolo é bom mesmo Fael! abração!

  5. Fala meu amigo! Fala companheiros, leitores! Sim, um ano marcado de experiências! Fim de ano no Rio, como descrito, pra ficar na memória! Muito bom ter a sua companhia lá, amigo, e juntos podermos experimentar a amizade Dele que faz de qualquer momento um aprendizado, na reação, na esperança, no amor. Obrigado porque você que também me estimula a cultivar esta Amizade.

    É bom ver que com Ele também nos vemos estimulados a orar pelos que promovem injustiças, a começar por nós que somos injustos de alguma forma, em algum momento!

    Belo post, amigo!

    Abração

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