O Obstáculo Invisível

Temos a plena consciência de que o amor deve ser a característica principal de um cristão e também que o amor implica ação. No entanto, mesmo assim, não amamos e, quando o fazemos,  é como se  estivéssemos carregando um fardo pesado sobre as costas. Mas, por que isso? O que nos impede? Qual é esse obstáculo invisível que não conseguimos transpassar?

Andei pensando muito nisso nos últimos dias até que, enfim, cheguei a uma conclusão. Não amamos, pois não estamos em sintonia com a fonte do amor. Não amamos, pois tentamos amar puramente pelo nosso próprio esforço. Não amamos pois esquecemos que só poderemos verdadeiramente amar, se, antes, recebermos O verdadeiro amor.

Na verdade, essa conclusão não foi nenhum pouco original: João já falou isso há muito tempo atrás em IJo4. Entretanto, esse fato apenas torna essas idéias ainda mais notáveis: afinal de contas, como é possível algo que foi escrito há tanto tempo descrever tão bem algo que acontece, hoje, em minha vida?

Minha tendência é ser uma pessoa fechada, auto-suficiente, totalmente centrada em mim. Se não tomar cuidado, não precisarei de você e nem darei abertura para que você precise de mim. Tendo a fazer as coisas do meu jeito, sem sentir nenhuma falta de compartilhar o momento com alguém ou  mesmo pedir uma ajuda.

Cabeça dura? Claro. Ruim? Com absoluta certeza. Quem mais perde com isso? Sou eu. No entanto, é incrível a coincidência que já aconteceu diversas vezes (e continua acontecendo) em minha vida:  quando estou em harmonia com a fonte que mencionei anteriormente, agir em prol do outro e deixá-lo agir em meu favor tornam-se tarefas bem mais naturais. Ao passo que, quando quebro essa ligação, volto a minha tendência original e, novamente, amar torna-se um verdadeiro fardo.

Não estou escrevendo mais um texto sobre amor porque acho que sou perito no assunto e, logo, tenho muito o que ensinar. Muito pelo contrário. Talvez eu seja, das pessoas que terão contato com esse texto, uma das que mais tenha dificuldade em aplicá-lo. Meu objetivo aqui é somente lembrá-lo que – sim – devemos amar um ao outro, no entanto, antes de qualquer tentativa, devemos buscar o amor do Pai.

Não foi atoa que Jesus, antes de nos orientar a amar o próximo, nos orientou a amar a Deus. O segundo é inteiramente dependente do primeiro. Arrisco até falar que o segundo, sem o primeiro, pode ser maléfico para quem o pratica. Não deixe esse obstáculo invisível ser um entrave em sua vida – largue o fardo, vá até a fonte.

8 comentários sobre “O Obstáculo Invisível

  1. Totalmente de acordo…
    Nós, cristãos, sabemos que o amor é o principal, e buscamos de todas as formas viver isso… mas é engraçado como é o mais difícil! Pois exige uma comunhão verdadeira com o Pai… Mas uma vez que conseguirmos isso, o resto é conseqüência!

    Parabéns pelas idéias, Mateus! A gente precisa se lembra disso! :)

  2. Mateus! mto legal o texto. sou que nem voce….as vezes sinto a falta das pessoas, mas no dia a dia? vixi, eu resolvo td sozinha!!!
    mto gostoso ler o texto, principalemente por ser algo tambem muito presente na minha vida.
    vamos aa fonte entao ne? :)

  3. o mateus. doido cara. mto claro hein!? essas coisas práticas são mto legais. não só no relacionamento com os outros, mas pode notar que quando estamos longe da fonte do verdadeiro amor a gente facilmente volta aos grande sproblemas do velho EU. por isso a importancia do relacionamento diário com o Pai.

    valeu amigo!

  4. é, Rato, falou e disse!
    de nada adianta tentar seguir as coisas falsamente, sem o verdadeiro amor e sem o verdadeiro contato com a fonte! temos que estar sempre unidos à raiz, para que a vida não se torne um fato e para que demos os frutos que Deus planeja pra nós!

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