O gracioso círculo

Existem dois aspectos no relacionamento entre os três membros da Trindade que me deixam absolutamente fascinada: eles se alegram enormemente quando o outro recebe toda a glória e eles exaltam uns aos outros com um desprendimento de quem não faz questão de ser exaltado também.

Observe:

O Espírito Santo vem em nome de Cristo, testemunha a respeito dele e glorifica a ele. Já Cristo submete sua vontade à do Espírito (quando é impelido para o deserto para ser tentado) e à de Deus (quando faz sua oração no Getsêmani). Deus, por sua vez, na transfiguração, diz “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado. Ouçam-no!”. Após dizer isso ele não acrescenta: “Ouçam-me também depois de terem ouvido meu Filho, não se esqueçam que eu também estou aqui; não se preocupem apenas com meu Filho”.

Como afirma John Ortberg, “Cada membro da Trindade chama a atenção para o outro, com fidelidade e altruísmo, formando um gracioso círculo”.

Acredito que esse “gracioso círculo” só pôde ser formado porque existia muito amor entre eles. Cada um se sentia plenamente amado pelos outros, sem precisar receber nenhuma glória para se sentir mais aceito e mais seguro.

Esses aspectos do relacionamento presente na Trindade me encantam tanto porque sei da dificuldade que eu tenho de ouvir outra pessoa sendo muito elogiada, enquanto eu nem sou mencionada. Por outro lado, sei também que quando me sinto amada, não fico tão mal ao ver a atenção sendo dirigida inteiramente à outra pessoa.

O melhor disso tudo é que o Pai, o Filho e o Espírito Santo nos convidam para fazer parte dessa comunhão que eles desfrutam. Meu coração bate mais forte quando penso que, participando dessa comunhão, é possível sim eu ser um pouco menos egoísta e me alegrar inteiramente quando os holofotes estão todos sobre outra pessoa.

Obs.: As idéias presentes nesse post foram retiradas do livro “Somos todos (a)normais?”, de John Ortberg.

3 comentários sobre “O gracioso círculo

  1. Eu nunca tinha parado pra refletir a respeito disso, mas confesso q fiquei impressionado principalmente na parte q me vi reconhecido qdo vc fla q tem dificuldades d ouvir oura pessoa sendo elogiada não restando elogios para si, eu tenho essa dificuldade, a vontade de ser o foco dos holofotes o tempo todo, em tempo integral, de desprender-me do carinho e dos afetos alheios e atribuí-los a outro algm. O fato q isso soh se dá qdo sentimos um profundo amor sobre nós mesmos, um amor libertador, não um amor egocêntrico…qdo consegue se desprender de si mesmo e compreender q nada neste mundo é seu, acho q tem uma forte tendencia de chegar neste nível, afinal passamos a compreender q tdo nesta vida pertence a uma Pessoa e q nossa vida se dirigida por Ela se torna mais leve e próspera e qdo isso acontecer não precisarei ser o centro das atenções e implorar q os outros me amem, saberei e sentirei o qto sou amado e serei livre para não me importar em ser o centro das atenções.

  2. Muito bonito mesmo esse ponto de vista.
    Acho que podemos, sim, conseguir nos aproximar do desprendimento e amor-doador de Jesus, e, como eu pude ver agora, também do Pai e do Espírito Santo, com muita graça de Deus.

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