O cubo, a esfera e o cacique

Sabe aquela dor de consciência que você carrega? Aquele incômodo por ter feito algo que você sabe que é errado? Eu tenho certeza de que você sabe do que eu tô falando. Essa dor incomoda a você e a mim.

Você pode enganar todo mundo, como se dissesse que tudo está certo. O problema é quando colocamos a cabeça no nosso travesseiro e ele parece uma pedra. A cabeça dói e a necessidade não é de analgésico. Ansiamos poder afirmar como o salmista: “Em paz me deito e logo pego no sono…” (Sl.4:8), mas estamos distantes disso.

Porque do tribunal da consciência ninguém foge. Se você já conseguiu fugir do tribunal da consciência, das duas, uma: ou você é cínico ou você é psicopata. Cinismo ou psicopatia. E caso você não seja doente, a opção que lhe resta é a de cínico mesmo. É gente que já foi para tão longe da presença de Deus que a consciência já ficou cauterizada.

E não ache que o problema de uma consciência pesada é exclusivo da sociedade moderna e urbana. Todo ser humano, indistintamente, carrega esse fardo.

Certa vez, perguntaram ao cacique, por ser considerado o mais inteligente daquela tribo de índios, o que era consciência. Ele disse:

“A consciência é, na verdade, como se existisse na cabeça da gente uma espécie de cubo. Dentro do cubo existe uma esfera. Essa esfera fica girando o tempo todo. Toda vez que fazemos alguma coisa errada, a esfera bate na parede do cubo e dói. Isso é consciência. Mas tem gente que a esfera já bateu tanto na parede do cubo que quebrou as paredes do cubo e a esfera fica girando desgovernada o tempo todo e nunca mais dói nada.”

Termino lembrando a cada um de vocês que uma boa consciência não se alicerça na santidade. Seria impossível, visto que não há ser humano que não cometa seus deslizes. A boa consciência se alicerça na confissão genuína e legítima dos nossos erros. É necessário coragem para assumir as vezes que a esfera bate na parede.

E já faz um tempo que eu fico me perguntando: “Por que somos tão corajosos para pecar e tão covardes na hora da confissão?”

Que Deus nos ajude a fitarmos os olhos diante de qualquer tribunal desse mundo e dizermos como disse o apóstolo Paulo:

“Varões, irmãos, tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência até ao dia de hoje.” (At.23:1)

Um grande abraço!!!

 

Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

8 comentários sobre “O cubo, a esfera e o cacique

  1. Eai, Edu! Permita-me resumir seu texto:
    Como tentar convencer os seus fiéis a falar sobre suas intimidades com você:
    1 comece seu texto tentando se aproximar do seu leitor: “você sente culpa!! Sente sim! Claro que sente, não se engane! Td bem eu tbm sinto! Somos parecidos!!”
    2 Acuse os que discordarem! “se você não sente é cínico ou psicopata!!!”
    3 diga que o único jeito de melhorar a culpa é se o jovem confessar sobre sua vida particular. Não diga pra quem ele deve confessar, orientações nebulosas são ótimas!!
    4 Paulo tinha boa consciência, então ele era ou cínico, ou psicopata ou se confessava bastante. Interessante esquecer de citar esta possibilidade no item 2, mas a gente precisa desqualificar quem discorda né.

    Sinceramente, Edu, não é encheção pessoal com você não, mas é cada besteira que vocês escrevem.
    Por que essa insistência na culpa culpa culpa sempre?
    Nem todo mundo fica se martirizando assim. Ninguém fica errando e pecando isso tudo que vocês imaginam. A maioria das pessoas fez muito pouco pelo que deve se arrepender. Aliás, alguns estudos feitos em leito de morte mostra que a maioria das pessoas sentem remorso muito mais de oportunidades perdidas do que de terríveis erros e pecados que cometeram.
    Vocês tentam enfiar goela a baixo do jovem uma culpa artificial e mentirosa, baseada em uma fantasia. E por favor, se encontrar um jovem que sente culpa de verdade, de coisa séria, encaminhe a um psicólogo, seus diagnósticos em saúde mental estão fracos.
    E minha pergunta é: você acha que faz bem ficar sempre martelando na cabeça do jovem que ele é pecador pecador pecador e precisa sentir culpa muita culpa e precisa muito se confessar e ser perdoado? Não acha que está menagem pode produzir malefícios aos ouvintes?

    Te desejo tudo de bom! Como causei aqui já aviso que não vou responder pra não começar um discussão infinita com os zelotes!
    Grande Abraço!

  2. Edu, permita-me encontrar outro sentido:

    Quem não entende sua própria culpa se torna ingênuo a respeito de si mesmo, perde o compromisso com a moral e jamais irá se arrepender. Vai apodrecendo sem perceber. Da mesma maneira que quem insiste em culpa, culpa, culpa é ingênuo no conceito que tem de Deus e jamais poderá compreender uma palavra chamada graça. Esse apodrece da mesma maneira.

  3. Oi Edu, tem um tempo que não comento aqui no blog de um modo geral, mas achei legal demais este post seu. Muitas vezes me senti como você falou e não sabia exatamente o que era. Que bom hoje tenho o Espírito que me ajuda a enxergar meus erros. Acho que a confissão é realmente um bom caminho, tanto a Deus, quanto, muitas das vezes, a um irmão em Cristo mais próximo. Sempre faço questão de manter minhas amizades mais sinceras porque sei que com eles posso me confessar. É parte do que o o Bill Bright chama de “respiração espiritual” no livro dele “vencendo o medo do fracasso” (salve engano).

    Obrigado pelas ideias sempre sadias. Grande abraço!

  4. Du, muito bacana!
    Graças a Deus por Jesus: porque com Ele posso reconhecer meus erros e ao mesmo tempo ter a redenção por todos eles, por meio da qual posso me ver livre de qualquer culpa que venha sentir!
    É muito bom poder persistir livre e em paz na luta para ser alguém melhor, afinal sabemos o erro é inerente, habita em nós, mas podemos lutar contra, e sermos mais vencedores, com boa consciência!

  5. E o ateu rebelde sem causa segue lendo os textos dos “zelotes”. E na moral…..estudos sobre remorso realizados no leito de morte….parece piada. Estudos afirmam que fumar causa câncer….e tem gente que continua fumando.

  6. Opaa..

    não sou de comentar coisas na net. Mas como posts e comentários são lidos por qlqr um que passa por aqui quis deixar o meu. Acho que vou falar com mais propriedade do que todos. Não pq sou melhor, mas pq vivi alguns anos caminhando lado a lado com o autor do texto.

    Se fosse pra teologizar não ia precisar inventar nenhuma doutrina ou conceito que fosse além dos limites ensinados apenas no capítulo 1 do livro de 1João. Homem este que também falava com propriedade sobre o outro, Jesus humano e divino, com quem andou lado a lado por um tempo. E a teologia do seu texto (não que disso eu possa falar) está perfeita. Nada além do que Cristo ensinou. Que bom que nenhuma dessas ideias é sua, Du; são de Deus e de Jesus. E quem não reconhece essas coisas está chamando Deus de mentiroso.. (é isso mesmo João, apóstolo?) E tudo bem claro lá. Recomendo a leitura. Mas a fé vai além disso pq ela é tão lógica que confunde os devaneios dos que se acham cultos…

    Mas o que quero comentar é mais que isso. Quero falar sobre o Eduardo, que como Jesus, participou da minha vida e das minhas lutas e voltou meus olhos pra Ele. Seguindo o exemplo do Cristo, o Du me sobrecarregou sim, mas foi de amor, nunca de culpa. Ele não fez isso com nenhum jovem ao meu redor. E sabe de uma coisa, na hora que me senti mais culpado na vida, acho que um tanto pela consciência, e outro tanto pela convicção que o Espírito me deu de que eu estava no caminho errado, me estimulando a me confessar para que o sangue de Jesus pudesse me purificar, encontrei, graças a Deus, nos seus braços o conforto e a graça do amor de Jesus.

    Já disse isso mas queria que todos que lessem esse seu post soubessem que você me inspira a amar as pessoas, nunca sobrecarregar de culpa e sempre ajuda a enxergar o caminho da graça e do perdão para os momentos em que inevitavelmente nos sentimos culpados. Nesse texto vc apenas pôs em palavras fatos que vc já vive e, no meu ponto de vista, muito parecido com o ideal que Jesus sonhava pra gt. Meu amigo, meu irmão, vc alivia o meu jugo. Obrigado por continuar dando a sua vida pra isso. Vale a pena.. vá atrás de outros jovens e velhos que se sentem culpados e mostra o amor de Jesus… só continua…
    **sou apenas músico e engenheiro, desconsiderem os erros de português e “teologia” hehehe.

  7. Meu silêncio se alicerçou na convicção de que Deus me conhece e sabe como eu tenho vivido. Resolvi quebrá-lo apenas para agradecer ao meu amigo Felipe Fleury, pela maneira como me senti constrangido com o seu comentário. Tamo junto, Fleora! Porque a graça de Deus é melhor (até) do que a vida… (Sl.63:3)

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