O Natal das contradições

As mesas estão fartas; os corações famintos e sedentos. Os votos são de felicidade numa trégua que dura até o fim do recesso. As luzes que iluminam e enfeitam as casas são as mesmas que disfarçam a escuridão da alma.

Vivemos o natal das contradições. E talvez a maior delas esteja nos relacionamentos. Conseguimos enviar mensagens de feliz natal e votos de felicidade pra quase todo mundo, o tempo todo em nossos Twites, WattsApp, facebook, Instagram, Linkedin, Flickr, Youtube, Pinterest, Tumblr. Virtualmente somos quase seres onipresentes, seguindo aquela velha mania de querer ser Deus. Hoje nos comunicamos mais, e cada vez mais com menos pessoalidade e intimidade. Quando a mensagem pouco a pouco vai tomando o lugar da presença.

Mas a origem do natal é pessoal. E paradoxal. Um Deus que pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, escolheu um: a manjedoura. Para se fazer presente, para dar um abraço em carne e osso, falar amorosamente, olhar nos olhos, perdoar e redimir. Era disso que joão estava falando quando disse O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida” – I Jo 1.  E sabemos que esse mesmo Verbo também se tornou carne. Presente.

Feliz Natal! Não apenas com mensagens virtuais, mas com presença. A sua presença na vida das pessoas que ama, e a do menino Jesus em sua vida.

Feliz natal

2 comentários sobre “O Natal das contradições

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