Não havia esperança

Não havia nada de novo naquela proposta. Porque, embora o local fosse diverso, os personagens eram os mesmos. A maldade praticada durante a semana repetia-se no final de semana. Pergunta, então, o coração aflito: em que consistia a mencionada maldade?

O esquecimento, a indiferença e a distância eram as piores armas e foram reiteradamente usadas naquele período. Você pode ter certeza que é possível estar sozinho mesmo cercado por 400 pessoas. E o coração sem esperança pergunta, então: qual era a razão da maldade? Como ilustre agente e hoje observador distante percebo que era o mal não refletido. O mal pelo mal.

O desespero acometido. A busca por outro cômodo, apenas um cômodo que pudesse libertar das correntes e vergonhas visíveis, mas não só. O coração desesperado gritava: Liberte-me das algemas interiores!

Num piscar de olhos: teofania ou um enviado? Não se sabe. Mas os poucos segundos de duração produziram resultados para a eternidade.

No lugar de sombra, luz. No lugar de sofrimento, alegria. Nos rostos repetidos, novas figuras. No lugar do mal, amor. No lugar da dúvida, fé. No lugar do vazio, esperança.

Tudo fez-se novo e o novo era Jesus Cristo.

O seu encontro com o Criador por meio de Jesus pode não ter sido tão espetaculoso, mas ele é o seu encontro e por isso é muito especial. Reviva esse dia ou essa fase em sua memória. Não deixe esquecido o que te deu ar para respirar, o que renovou e consolidou para sempre a sua esperança.

Gabriel Lazarotti

Sobre Gabriel Lazarotti

Redimido pelo amor de Deus. Discípulo de Jesus que segue por este Caminho. Um sincero apreciador da criação. Pretenso poeta todo o tempo, advogado e músico nas horas vagas.

Um comentário sobre “Não havia esperança

  1. “O esquecimento, a indiferença e a distância eram as piores armas e foram reiteradamente usadas naquele período.”

    Ainda bem que Ele chegou, amigão!

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