Minha vida simulada

Volto às aulas hoje e, se você me perguntar qual foi minha distração favorita nesse tempo sem aulas, te responderei sem hesitar: jogar The Sims 3.

The Sims 3

Caso você não conheça, esse é um jogo de computador que tem tem como objetivo simular a vida real. Nele, basicamente, você cria personagens, chamados sims, e gerencia a vida deles. Cada um desses sims possui desejos e necessidades básicas. Os desejos variam de sim para sim, já as necessidades são as mesmas para todos, assim como na vida real.

Existem seis barras de necessidade, que nos indicam o quanto cada uma está satisfeita. As seis necessidades básicas são: fome, banheiro, higiene, diversão, social e energia. Por exemplo, normalmente, quando o personagem chega do trabalho, ele está tenso: precisando de diversão. Então, o direciono para jogar um jogo no computador e espero até que a barra “diversão” fique completa. Imediatamente após a barra ficar completa, o direciono para outra atividade do tipo “estudar mecânica”, para que ele melhore essa habilidade (se ela for necessária para seu emprego) e seja promovido.

O que eu gostaria de ressaltar é que eu tenho total controle sobre a vida deles, sei do que eles precisam e do que não precisam, de modo que a vida de cada personagem é perfeitamente estruturada. Após satisfateita uma necessidade específica, já o direciono para suprir outra necessidade e quando todas as necessidades estão supridas, direciono-o para investir em sua vida profissional ou afetiva.

O curioso é que na vida real eu conheço as minhas necessidades e prioridades, mas mesmo assim não consigo estruturá-las. Como seria bom se, quando minha “barrinha” diversão estivesse completa, eu saísse da frente da televisão e fosse fazer algo bem mais útil e prioritário! Acho que tanto tempo de diversão em frente ao The sims me ajudou a perceber a forma desestruturada como eu tenho vivido.

19 comentários sobre “Minha vida simulada

  1. Caros, vocês vão me desculpar, mas o comentário de vocês de “que profundo podemos ser jogando The Sims” daria, para mim, uma bela ironia. Se não foi o caso, me digam, por favor, quão profundo podemos ser jogando The Sims? E se vocês realmente acreditam que pode-se ser profundo jogando The Sims, por favor, me digam o que é que entendem por profundidade. Porque, ao que me parece, esse comentário surgiu de forma totalmente gratuita, sem nenhuma reflexão justamente mais profunda sobre o assunto.

    Penso que, se a autora percebeu a forma desestruturada como tem vivido, uma das maiores provas disto é o fato de ter estado ela a jogar The Sims como a maior forma de diversão durante as suas férias. Sem querer em hipótese alguma ofendê-la, afinal, fazemos cada um o que queremos com a nossa vida e creio que julgar está fora de nosso alcance. Expresso apenas uma opinião pessoal, de que o jogar The Sims é colocar a vida em outro lugar que não é o real e, por isso, não é a vida. Sabe? Não posso, na minha humanidade demasiada, concordar com jogos que tentem simular a vida real, principalmente quando já temos tantas coisas por fazer nesta que vivemos. Estou, todavia, aberto a ouvir diferentes opiniões.

    Se o jogo serviu para que ela percebesse isso, algo bom, tenho que admitir. Algo bom, sim, porém que não volte mais ao jogo e concentre-se agora no que realmente há, no que é tangível. Afinal, não posso desejar um mundo onde de tempos em tempos vivamos virtualmente, e muito menos o tempo inteiro.

    Estruturar a vida? Viver a vida seria o mais correto, amar a vida. Não me iludo -também não se iludam, é o meu conselho – achando que há estrutura demais no universo. Há também o caos. Há também a desordem. Há também a desilusão. Há fome, há sede, há vontade de urinar. Não há barrinhas, mas há o que sentimos, há o que vivemos. Mas que maravilha poder estar nu na areia, ao sol, ao vento, ao calor, para depois poder mergulhar nas doces profundezas do mar! Mergulhemos: agora sim em direção à verdadeira profundidade.

    Por fim, deixo uma referência interessante relacionada ao assunto: http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=Qp8WbMP_BRg

    Abraços,
    Alexandre

  2. Mto bom o post! Reflexão mto perpicaz, afinal, pelo menos eu, não consigo viver em prioridades. Esse é um grande desafio na minha vida!

    @Alexandre
    Ou seja, só para entender melhor o seu ponto: você também não concorda com filmes, desenhos animados, romances, livros de ficção, histórias em quadrinhos, óperas, músicas, teatros, pinturas, esculturas, e etc?

    Afinal, todos eles também “tentam simular a vida real”, seja encenando-a, contando-a, inventando-a, replicando-a – com o único objetivo de tentar fazer o ouvinte/leitor/expectador viver aquela história e distrair/relaxar/apreciar/imaginar um pouco.

    Não concordo com essa visão. Acho, que se Deus nos deu a imaginação, é justamente para vivê-la. Seja em atos “não ordenados” como estar nu na areia, seja em mundos fictícios a la Tolkien e C.S.Lewis, seja na arte de Picasso e Michelangedo, seja em filmes tipo “Era do Gelo”, seja em “Eduardo e Mônica” do Legião, seja na obra da Electronic Arts (the Sims 3).

    E quando eles falam em “profundidade” não creio que eles estavam se referindo ao jogo em si. Mas sim à reflexão produzida.

  3. Alexandre, disse que era de se surpreender que uma atividade a princípio não introspectiva ou não potencialmente de grande atividade intelectual pudesse levar a uma avaliação tão importante quanto decidir em quê investir o tempo.

    Creio que você concorda comigo pois disse que era bom o fato de o jogo a ter ajudado a perceber coisas boas. Foi neste sentido que pensei.

    Depois até pensei num outro exemplo parecido, citado no livro de Prrovérbios em que Salomão diz que observássemos as formigas, algo que aparentemente não tem valor e não vai levar a lugar algum, mas ele dá uma lição da qual devo sempre lembrar.

    Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Pv6:6-8

    Não concordo com você quanto ao menosprezo por The Sims, acho uma atividade válida de diversão simplesmente que não é má em si mesmo. Concordo porém que se uma pessoa dedicar-se de forma desequilibrada a esta atividade – ou a qualquer outra – estará fazendo mal, o que creio que a Carla também concluiu.

    No mais, gostaria de convidá-lo a escrever mais as suas opiniões. Verei a referência do youtube.

  4. Mateus,

    Antes de mais nada, semanticamente temos:

    imaginação
    s. f.
    1. Faculdade com que o espírito cria imagens, representações, fantasias.
    2. Falsa ideia proveniente de um juízo erróneo ou de uma apreciação irreflectida!irrefletida.
    3. Suposição; cisma.

    Aproveitando, tens aqui também o verbo:

    imaginar
    v. tr.
    1. Representar no espírito.
    2. Idear.
    3. Cuidar, pensar.
    4. Conjecturar!Conjeturar; cismar.

    Agora vamos ao que você disse. Em primeiro lugar, você não observou e nem pensou no meu ponto, você tão somente se limitou a questioná-lo e, pior, só falou sobre um ponto do que escrevi. Tudo bem, já que você não concorda. Estamos aqui pro que der e vier. Vejamos. Para você entender melhor. Eu sou um grande defensor da imaginação. Eu sou o mágico da imaginação. Sou um soldado da imaginação. Por isso mesmo, eu não concordo com TODOS os “filmes, desenhos animados, romances, livros de ficção, histórias em quadrinhos, óperas, músicas, teatros, pinturas, esculturas”. Não. Não concordo justamente com aqueles que não respeitem a minha imaginação.

    Você vai me desculpar, mas esse jogo The Sims 3 é uma grande ofensa a qualquer imaginação que se preze. Ele já dá tudo pronto! Pode ser um ótimo exemplo da imaginação dos criadores do jogo, eles que o construíram, mas e a minha, como fica? Se tudo já foi programado, e planejado, e contruído, as condições possíveis e impossíveis, as situações que podem acontecer, não há espaço para a imaginação trabalhar. Nesse ponto, a Carla foi muito sensata, ela se referiu ao jogo como uma forma de DISTRAÇÃO. E é exatamente o que ele é.

    Se fosse uma obra de arte, para ser contemplada, poderiamos até pensar no caso. Mas é um jogo que tem efeitos práticos sobre a vida de quem joga: dentre eles, a limitação da imaginação. A condensação da imaginação. E o pior de tudo! A padronização da imaginação.

    Agora vou discutir uma afirmação tua:

    “Afinal, todos eles também ‘tentam simular a vida real’, seja encenando-a, contando-a, inventando-a, replicando-a – com o único objetivo de tentar fazer o ouvinte/leitor/expectador viver aquela história e distrair/relaxar/apreciar/imaginar um pouco.”

    Que definição mais sem imaginação! Você simplificou enormemente e definiu (definir de maneira limitadora) uma coisa que é muito mais ampla, muito mais bela. E pior, você categorizou tudo como todas as coisas fossem as mesmas! Pois saiba que não são, todas as coisas são diferentes umas das outras. Não vou entrar nesses méritos aqui, deixo para você mesmo pensar um pouco melhor no assunto, darei um crédito à tua própria imaginação.

    Esse discuro que você escreveu aqui já é o maior clichê dos clichês comuns da sociedade. Sempre repetido, para calar o debate. E só serve para justificar qualquer coisa que não preste, sem necessidade de diálogo, apenas se inventando um sentido inexistente para elas. Nem todas as coisas são iguais. Nem todas as ações são iguais. Ao menos para quem procura um sentido verdadeiro nelas, desde as mais simples até as mais complexas têm que ser pensadas a fundo.

    Quando à discussão do post, eu sei que era sobre ela que falaram sobre a profundidade, mas não achei ela nada profunda, e sim superficial. Mais uma vez, pergunto, por favor, o que há de profundo nela? Utilidade? Prioritarismo? Estruturação? Isso é profundidade para você? Isso é tão somente as realidades tangíveis mais repetidas ao longo de séculos e séculos financeiros. E por isso mesmo, superficial.

  5. Muito bom irmã! Gostei muito da forma que você escreveu sobre o the sims..
    E só um detalhe, que eu queria que você soubesse, foi muito bom poder passar um tempo maior com você essas férias e poder jogar the sims com você! (mesmo que eu só tenha ficado assistindo você jogar, foi bom ter ficado do seu lado =) brigada por tuuudo, eu te amo!

  6. Olá Vidigasssssss (lhe chamo assim ou de outra maneira? hahaha),

    Concordo que decidir “em que investir o tempo” seja algo que justifique o teu comentário. É sim algo profundo. Apesar de que, continuo achando que a discussão do post foi mais superficial. O que não é algo ruim nem bom. É só algo.

    De todo jeito, obrigado pelo esclarecimento. Depois responderei o restante do teu post com mais calma, pois agora não será possível.

    Um abraço,
    Alexandre

  7. O que o Vidigal falou define o meu post: o que fiz foi realmente uma reflexão despretensiosa, ou seja, sem a menor pretensão de ser profunda.

    Alexandre, obrigada pelo seu comentário. A partir dele podererei esclarecer algumas coisas que talvez tenham ficado confusas no post.

    “Penso que, se a autora percebeu a forma desestruturada como tem vivido, uma das maiores provas disto é o fato de ter estado ela a jogar The Sims como a maior forma de diversão durante as suas férias.”
    Não disse que jogar the sims era a minha maior diversão durante as férias, e sim minha distração favorita. Com certeza, tive outras diversões muito melhores, entretanto, quando precisava me distrair um pouco, o jogo era bem válido para isso.

    “Sem querer em hipótese alguma ofendê-la, afinal, fazemos cada um o que queremos com a nossa vida e creio que julgar está fora de nosso alcance. Expresso apenas uma opinião pessoal, de que o jogar The Sims é colocar a vida em outro lugar que não é o real e, por isso, não é a vida.”
    Não fiquei ofendida, não se preocupe. Estou expondo minhas opiniões em um lugar público e o que realmente quero é que outras pessoas coloquem suas opiniões também, tanto favoráveis quanto desfavoráveis.
    Penso bem diferente de você quanto a “jogar The Sims é colocar a vida em outro lugar que não é o real e, por isso, não é a vida.” Entendo que a vida é composta do real e do imaginário. A dimensão simbólica, que é constituída a partir daquilo que não é real é extremamente necessária para que possamos lidar com esse real. É um recurso que utilizamos, não como fuga nem como fraqueza, mas como mais um instrumento que nos capacita a lidar com o real. Todas as formas de arte em geral (como citado no comentário do Mateus) contribuem para a construção desse simbólico, imaginário, de cada pessoa. Você pode até achar que o the sims é completamente limitado, mas não deixa de ser uma forma de distração.

    “Estruturar a vida? Viver a vida seria o mais correto, amar a vida. Não me iludo -também não se iludam, é o meu conselho – achando que há estrutura demais no universo. Há também o caos. Há também a desordem.”
    Concordo com você, com certeza há também o caos e a desordem e acredito que isso faz a vida ficar ainda mais rica. Quando me referi a estruturar a vida era justamente para viver a vida e amar a vida, pois entendo que a vida é preciosa demais para eu ficar perdendo tempo sem viver em prioridades. Entendo que prioridades e estrutura são importantes para aproveitarmos a vida da melhor forma possível.

    Enfim, não ficarei aqui comentando cada frase sua, acho que o que já expus é suficiente para pensarmos um pouco mais sobre o assunto.

    Acho que poderíamos travar aqui uma discussão interminável, mas acredito que não é o caso. Obrigada mais uma vez por incrementar o post com suas idéias.

  8. Concordo com a Carlinha. Quando paramos de jogar nossos jogos pra avaliar as necessidades? Prioridades? A proposta do site é parar a correria e pensar na vida. De uma ideia muito simples ela pôde concluir a forma desorganizada com que levou suas férias. Embora aparentemente superficial, segundo o Alexandre, posso lhe garantir Carla que suas palavras me fizeram lembrar de cada atividade inutil que tomou tempo mais que o necessário.

    Legal. Gostei

  9. Muito legal Carlinha… Seria mais fácil se nós tivéssemos barrinhas indicadoras de necessidades. Mas já que a gente não tem fica difícil às vezes indentificar quais são elas!

  10. Concordo com o Gabana….”Embora aparentemente superficial, segundo o Alexandre, posso lhe garantir Carla que suas palavras me fizeram lembrar de cada atividade inutil que tomou tempo mais que o necessário”

    bjssss pra todos…
    ps- tb adoro o The Sims! mas sei que se eu comecar a jogar, ele vai tomar mais tempo do que o necessario, entao…aboli ele da minha vida hehe mas q saudade!

  11. já tem um bom tempo que vc é fã desse jogo, né? já te ouvi falar dele antes! nunca joguei esse jogo, nem sei como é. aliás, nem sou muito fã de jogos, nem de computador nem de papel.
    acho muitíssimo válida a questão levantada pelo alexandre, concordo com ele em vários pontos.
    não sei se podemos dividir tão facilmente as nossas atividades, pois de certa forma se doamos um tempo pra tal atividade, estamos doando um parte de nós mesmo, um tempo de atenção gasta inteiramente pra alguma coisa. como o alexandre disse, na vida real não há “barrinhas” (apesar de os economistas dizerem que há). mas claro, que fique claro que não acho que seja possível confundir por exemplo necessidades de comida com banheiro (espero que ninguém às confunda hehe). não sei, são só divagações minhas mesmo… acho que em geral poderíamos gastar nosso tempo de forma mais produtiva, inclusive eu. poderíamos viver mais a vida ao vivo e à cores e passar menos tempo com relacionamentos virtuais, com atividades que movimentem somente os dedos no teclado e o cérebro.
    enfim, é isso!
    bjos!

  12. P.S.: Muito bom esse vídeo do Saramago. O sotaque dele português falando espanhol é bem peculiar hehe

  13. Caro Alexandre,

    Não sei se meu comentário anterior o ofendeu ou meu tom de resposta tenha se passado por ofensivo. Se tiver acontecido isso, me desculpe, essa não era a intenção – muito pelo contrário – as vezes, quem me conhece sabe, posso passar esse tom (ainda mais pela internet, onde não podemos ver expressões faciais) ainda que o mesmo seja totalmente infundado. Estou falando isso pois lendo seu comentário me veio essa impressão…

    Anyway, li, reli, pensei e repensei várias vezes o seu comentário, conforme você sugeriu. Mesmo assim não consegui visualizar como todas essas coisas que citei se diferem tanto como você falou. Isto é, é óbvio que, em conceito, são completamente diferentes, porém, na prática, não vejo nenhuma diferença.

    Ao meu ver, para os expectadores comuns (aqueles não tem nenhuma relação de trabalho com o respectivo objeto), “filmes, desenhos animados, romances, livros de ficção, histórias em quadrinhos, óperas, músicas, teatros, pinturas, esculturas” continuam servindo apenas e inteiramente como lazer. Isto é, algo em que investimos tempo para ter um momento agradável que nos possibilite divertir, distrair, descansar, relaxar, “viajar”, etc…

    Portanto, já que minha imaginação não honrou o crédito que você a deu, por favor, peço que explicite para mim essa diferença para que eu possa compreender melhor o seu ponto. Se quiser até podemos marcar de encontrar.

    Quanto à questão da imaginação e arte do The Sims 3, acho que não poderá haver consenso entre nós dois. Vou explicar meu ponto.

    São poucas as situações em que a imaginação não é limitada. Me arrisco a dizer que ela só não ser limitada quando ela não for associada a nada do mundo físico. Sendo que, quando ela vem “acoplada” a algo físico (jogo, filme, teatro, livro) ela é limitada por natureza ao escopo produzido por esse objeto. Assim, em uma análise comparativa, considero que em The Sims 3 há muito mais espaço para imaginação do que há em qualquer filme, por exemplo. Inclusive, se você quiser, podemos até fazer uma aposta. Aposto que você não esgota todos os limites “programados, planejados, construidos, condensados” do jogo em tempo de vida hábil. Você determina o valor da aposta.

    E arte é algo totalmente subjetivo, depende de cada um e, por isso, não há como eu te convencer do meu ponto, nem o contrário. O máximo que podemos chegar é num estágio de empatia mútua, em que poderemos um compreender o ponto do outro. Eu, por exemplo, como Cientista da Computação e com um gosto totalmente contrário à museus, considero The Sims 3 muito mais arte do que Monaliza. Poderia passar horas a fio observando cada detalhe do jogo – desde sua diagramação e seus desenhos a suas animações e programação – mas passaria por Monaliza sem nem notá-la. Para mim, Monaliza é um quadro como outro qualquer.

    E não discuti a profundidade do texto, pois, para mim, é meio óbvio que profundidade é algo totalmente subjetivo – depende inteiramente de quem está ouvindo a reflexão. Para a imensa maioria das pessoas (que não tem tempo e/ou não param para pensar na vida) acho que a reflexão foi BEM profunda, mas bem profunda mesmo. Pois sair do estado de não pensar em nada e ir para o estado de começar a pensar em sua própria vida com as questões que a Carla suscitou no post como “o que estou fazendo com o meu tempo?”, “em que tenho investido minha vida?”, “será que não estou abusando da televisão/computador/…?” é uma diferença MTO MTO MTO MTO grande. Não concorda? Mas, para aqueles que frequentemente pensam, repensam, avaliam e reavaliam sua vida, acho que esse post realmente não trouxe nada novo (seja esse “novo” um tema ou apenas uma releitura).

  14. Olá a todos,

    Ana, gostei muito do teu comentário. Não porque você concordou comigo em vários pontos, apesar de que eu fiquei feliz por isso (é sempre bom encontrar alguém que compartilhe pensamentos ou idéias, e também é bom encontrar quem não compartilhe, mas de um jeito diferente). Em todas as tuas idéias, mas principalmente no desfecho do teu comentário, você falou coisas muito interessantes para a nossa conversa, que de certo modo até conciliou várias coisas aqui ditas. Legal.

    Mateus, de modo algum tomei o teu comentário por ofensa. Pelo contrário, nas tuas palavras há uma grande boa vontade. Mas elas são apenas um pouco distorcidas e obtusas, e relativas demais, na minha singela opinião, e sem querer ofender, sendo apenas sincero. Mas a tua boa vontade e ingenuidade compensam, e terei o maior prazer em conversar mais a fundo com você. Inclusive, tentarei deixar mais claros os pontos que ficaram sem explicação e sem entendimento.

    Acho que essa conversa deu, no mínimo, uma reflexão interessante. Confesso que, por mais que não tenha concordado com muitas coisas que foram ditas aqui, pensei melhor em muitas delas. E, mesmo que não tivesse servido pra isso, teríamos compreendido e compartilhado pelo menos um pouquinho mais da nossa humanidade. Que é a nossa realidade, na qual nos foi dada a participação.

    Participemos.

    Um abraço,
    Alexandre

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