Meditações no silêncio

Especulo que para compreender sobre o deus com que se relaciona é necessário dar atenção aos próprios sentimentos.

Conceitualmente, creio, não seremos muito divergentes. Se perguntados sobre quem é Deus e quais seus atributos, acredito que diremos coisas bem semelhantes. É contudo verdade que ao me direcionar a Ele meus sentimentos revelem pressupostos insondáveis sobre os quais me apoio, os quais serão bastante diferentes do que prego ou penso.

Por que a diferença entre o pensar e o sentir? E qual o mais verdadeiro?

Ora, creio que ambos são verdadeiros e igualmente relevantes, se bem compreendidos.

Se o pensar pode ser questionado pois pode ser confrontado com a revelação divina, os sentimentos não precisam ser julgados corretos para serem verdadeiros. Eles estão ali. Eles não atestam a verdade externa, não mostram quem é Deus. Eles mostram nossa visão humana de um deus, a qual acreditamos ser verdadeira.

Precisamos calibrar nossa visão, confrontar nosso sentir com o nosso pensar. Estou me sentindo culpado por essa e essa razão. “Deus me cobra, Deus exige…”. Estou bem, não tenho pecado ultimamente “Sou merecedor de bençãos, Deus me aceita…”. Será que algum dos dois é verdade? Sabemos que não! Mas por que tão frequentemente sentimos assim? Se sabemos que Deus nos ama como somos, por que precisamos de tantas e tantas coisas para nos sentirmos bem e aceitos? Beleza, magreza, riqueza, ostentação de bens, de amigos e de felicidade…

Não tenho respostas para isso, mas a incoerência é clara em minha vida!

Possamos ser transformados pelas verdades eternas que aprendemos em Cristo. Sejamos libertos e vivamos a vida plena.

2 comentários sobre “Meditações no silêncio

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