Ídolos

 Sarney, eu sou seu ídolo!”  (Popular confuso, pensando elogiar Sarney no último programa do pânico)

Ideal
Ideal
Dinheiro
Dinheiro

 

Não, não vou falar daquele programa ó-t-e-m-o da Record.  

 

 

 

Segundo a wikipedia, “um ídolo (do grego antigo εἴδωλον, “simulacro”, derivado de εἶδος, “aspecto”, “figura”) é um objeto de adoração que representa uma entidade espiritual. A idolatria é, portanto, a prática de adoração de ídolos. Na atualidade, especialmente após os avanços tecnológicos do século XX que permitiram maior acesso da pessoa comum a trabalhos de artistas, políticos, e personalidades importantes, o termo “ídolo” expandiu-se da esfera divina para a esfera humana”. E a idolatria continua sendo muito presente na nossa vida diária.

Madonna
Madonna

Podemos adorar diversas coisas no nosso dia-a-dia. Eu como cristã não adoro a algo abertamente como um deus, mas posso estar sujeita a isso veladamente: política, um ideal, dinheiro, futebol, música, sucesso, relacionamentos… e a lista vai. Muitas vezes, transformamos relações que podem ser saudáveis em doentias, em pecados, por colocar certas coisas fora de prioridades, acima do que não devem estar.

Muitas vezes, nosso maior ídolo é a nossa barriga, é nós mesmos. É fazer a nossa vontade, cumprir os nossos desejos: “O destino deles é a perdição, o seu deus é o estômago e eles têm orgulho do que é vergonhoso, só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3:19). Estômago, nesse trecho, não quer dizer o estômago em si que conhecemos hoje, relacionado à comida, mas em algumas culturas cria-se que o centro do “ser”, da pessoa, estava em seu ventre. Como hoje às vezes falamos da cabeça.

Só Deus é digno de adoração. Em Sl 16, Davi afirma só procurar refúgio nele, que fora dele não há felicidade. Vejamos parte do texto:

1 Guardai-me, ó Deus, porque é em vós que procuro refúgio.
2 Digo a Deus: Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim.
4 Numerosos são os sofrimentos que suportam aqueles que se entregam a estranhos deuses. (…) Meus lábios jamais pronunciarão o nome de seus ídolos.
8 Ponho sempre o Senhor diante dos olhos, pois ele está à minha direita; não vacilarei.
9 Por isso meu coração se alegra e minha alma exulta, até meu corpo descansará seguro,
10 porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos.
11 Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós, e delícias eternas à vossa direita.
Futebol
Futebol

                                                                   

Me atenho a um trecho em especial: “Numerosos são os sofrimentos que suportam aqueles que se entregam a estranhos deuses”. De fato, Deus tem uma vida muito mais completa, abundante, que qualquer coisa pode nos proporcionar. A maior besteira do mundo que podemos fazer é dar as costas a essa oportunidade de ter uma vida plena, que jorre para a vida eterna (Jo 4:14) e tentar conseguir essa abundância de outra forma. É impossível.

Temos nos distraído com outros deuses, brincado com idolatrias? Ou esse Salmo de Davi tem sido verdade nas nossas vidas?

Uma vez, quando passei por uma situação difícil, brinquei com um amigo que ia comer, comer, comer até me sentir completa. Ele me desejou boa sorte, porque não havia comida no mundo que pudesse preencher o espaço que só Deus poderia ocupar na minha vida.

ana.oliveira

Sobre ana.oliveira

Ana Luíza, 21, é filha única e já fez intercâmbio. Atualmente estuda Economia na UFMG e é bolsista da Associação Democracia Ativa (dispondo de muita fofoca política pra contar ;]). Adora ler, viajar e aprender línguas. Participa de Alvo da Mocidade desde 2001, estando atualmente na Comunidade. É cristã e simpatiza com o marxismo.

6 comentários sobre “Ídolos

  1. Gente, por que todo mundo parou de comentar aqui? Eu continuo entrando, hehehehehe
    Sobre o assunto de hoje, penso que o perigoso é que muitas vezes essa “idolização”, “adoração velada, de algo ocorre de maneira realmente sutil e, quando assustamos, aquela coisa já está ocupando em nossa vida um espaço muito maior do que deveria. Temos que vigiar, ficar atentos!

  2. Isso é muito teMÇo. Afinal, a linha entre o “levar de boa” e o “idolizar” é muito tênue… Quando vc percebe… PÁ! Já foi…
    Temos que ser muito cuidadosos!

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