GRATO

A quem eu agradeceria, ó Senhor, pelo dom da vida? A quem agradeceria pelas mãos que de mim cuidaram desde tão pequenino? Chamá-los mãe e pai para eles é o bastante. Para mim, impossível é agradecer e retribuir como merecem.

Pelos presentes raros, muitos dos quais nem se encontram mais conosco? Esses avós e avôs, tios e tias, vizinhos, amigos e professores que nos amaram sem o menor interesse ou obrigação.

Obrigado Senhor, por cada dia, bom e ruim, porque em todos eles sei que a sua misericórdia se fez presente.

Pelas companhias que acompanharam a caminhada. Muitos destes amigos não conheço mais, mas há alguns poucos que ainda compartilham vida. Todos são importantes.

Pela mão firme da esposa que ama e cuida. Que prepara o lar e guarda o tesouro da família. É sinônimo de humildade, de trabalho silencioso e não reconhecido, e que, afastada dos holofotes é peça fundamental para a vitória.

Obrigado pelo passado, pelo presente e pelo futuro. Futuro de bochechas arredondadas, de choro fácil e sorriso arrebatador. Futuro que demanda amor, força, paciência, fé e responsabilidade no presente. Que nos faz arrepender de todos os pecados, da rebeldia contra os pais, da preguiça e das vãs lamentações.

A quem eu agradeceria, Senhor, pela cruz de Cristo, que revela sacrifício em virtude de amor. Que oferece graça, misericórdia e nos ensina a esperança.

Para quem iria eu, Senhor? Só tu tens o pão eterno, a água viva, o escudo, a espada e a Salvação.

“Aquele que é ensinado pelo dom da graça, e instruído pela vara desse dom retido, não ousará atribuir a si qualquer bem, mas, ao contrário, reconhecerá que ele é pobre e nu.”  Thomas à Kempis.

Cooperador de Cristo.

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