Gôndola

O menino tinha fome e o pai autorizou que fosse então ao mercado comprar algo para o almoço. O menino logo sugeriu uma macorronada, seu prato preferido, pelo que o pai assentindo, apenas advertiu para que se atentasse à data de validade e escolhesse uma massa que levava ovos, por ser mais gostosa. Por fim, entregou-lhe uma nota de reais, dizendo que o troco seria do garoto, para que comprasse uma sobremesa ou guardasse em seu cofrinho.

O menino então no supermercado, diante da gôndola, fora recebido com uma infinidade de marcas diferentes. Formatos de massas, cores e preços para qualquer gosto. Quanto a tais coisas, o pai nada tinha advertido. Receou receber um castigo caso levasse o macarrão errado ou um caro demais, mas lembrou-se dos dois únicos conselhos: a validade e a massa de ovos.

Firmado em tais orientações o menino fechou os olhos e imaginou o macarrão que gostaria de comer. Seria aquele fininho, da massa achatada, à bolonhesa e com azeitonas. Separou os ingredientes na cesta e, ao passar no caixa, guardou as moedas do troco no bolso da calça – compraria um sorvete de pistache pra depois do almoço!

Chegando em casa, o menino deixou a sacola depressa em cima da mesa da cozinha e disparou em direção ao quintal com a bola debaixo dos braços. Em alguns instantes o macarrão ficaria pronto e ele já estava com muita fome.

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