Genérico

Vivemos em uma época de procura por genéricos. Temos várias modalidades: remédios, produtos. Tudo é avaliado no custo benefício – algo mais barato e que atenda do mesmo jeito. Infelizmente essa “filosofia” do genérico adentrou o cristianismo. Se é tão difícil seguir Jesus pelo caminho da negação e do carregar nossa cruz, optamos por um chamado genérico. Pensamos no custo beneficio e escolhemos por um caminho que, a curto prazo, tenta ser vendido como mais barato do que a graça (ou aquilo que é de graça). A médio prazo rejeita a negação de si e o carregar a cruz, com o discurso que a felicidade está acima de tudo.

Enquanto isso, o líder do movimento legítimo nos convida a caminharmos juntos de graça, mas, durante a caminho, não promete ausência de dor, de sofrimento, de cruz. Nos é dado de graça mas exige um alto preço de nós (eu sei, é um paradoxo)! No caminho crescemos, no caminho somos transformados, no caminho aprendemos a nos contentar , no caminho choramos e nos alegramos de forma compartilhada, no caminho estamos em paz, no caminho olhamos para o lado e vemos irmãos, no caminho olhamos para frente e temos a referência Daquele que nos chama e nos conduz para uma boa morada.

Talvez esse seja o maior preço do genérico: chegarmos no fim e não encontrarmos morada, chegarmos no fim e olhar pelo caminho “tranquilo” que percorremos e notar que ele não trouxe transformação, crescimento nesse homem tão egoísta e solitário!

Os caminhos são colocados aos montes em nossas vidas, as vozes berram pela sua atenção! Não se esqueça que, no meio de toda essa confusão, está Aquele que sussurra: “Eu sou o caminho”!

Homero Castro

Sobre Homero Castro

Nome: Homero Resende Castro Nasci em 1979 em Belém do Pará, moro em Belo Horizonte desde 1989. Sou formado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde 1999 trabalho como missionário na associação Alvo da mocidade. Eu e minha maravilhosa esposa, Camila temos duas filhinhas lindonas, Helena e Elisa, e uma sapeca cadela chamada Leona.

Um comentário sobre “Genérico

  1. “sei as tuas obras, que não és frio, nem quente; prouvera a Deus que fosses frio ou quente; assim, porque és morno e não és frio, nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:15-16).

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