Felicidade versus prazer

Escrevo este post em dois tempos. Começo pela tentativa de separar prazer de felicidade e na próxima semana falo sobre o maior empecilho a ela (confira nos links ao final do post).

Existe uma distinção clara entre prazer e felicidade. Prazer seria comer um suculento pescado, enquanto felicidade seria nutrir o hábito de sair com os amigos para pescar. Compreende a diferença?

Prazer é passar por um “bom” momento enquanto felicidade é ter um estilo de vida que favoreça essa perene sensação de bem estar. Nas minha busca descobri que três elementos compunham minha “felicidade”: 1) lugar legal; 2) com pessoas legais; e 3) ouvindo uma música legal. Sempre que me sentia bem eles estavam presentes (festas, por ex), mas nem sempre que estava nestas situações me sentia feliz. Foi o que me motivou continuar na minha busca. E fui longe à procura dela.

Depois que me tornei cristão vi que a felicidade não estava muito longe de mim, mas que eu a procurava em lugares errados. Meu relacionamento diário com Deus, com algum tempo, me permitiu conhecer a verdadeira felicidade. Deixei de ser “feliz” nos fins de semana para ser feliz todo dia. Da mesma maneira que um conjunto de elementos não representa a felicidade, ser feliz não exclui viver momentos de prazer, principalmente ao lado de Deus.

Há um personagem na Bíblia que não sei se foi feliz, mas que notoriamente  buscou por prazer – Esaú. O herdeiro da promessa de Deus trocou esse seu direito por um prato de comida. Ele tinha o hábito de caçar, talvez isto o fizesse feliz. Se assim fosse, não sei o que o teria levado a uma decisão tão drástica quanto a de trocar tal direito por prazer.

Será que isto pode acontecer conosco, cristãos? Claro! Hoje tenho a certeza de que não quero retroceder e trocar meu direito de filho amado por um prato de comida, por uma noite de balada, por um carro do ano, por uma roupa nova ou mesmo por um relacionamento amoroso. Sei, depois de muito procurar, que isto nunca foi e nunca será a verdadeira felicidade.

“Me deixa ver como viver é bom / Não é a vida como está e sim as coisas como são” Meninos e Meninas – Legião Urbana.

Um pouco mais sobre o assunto:

Prazer de necessidade

O empecilho à felicidade

Água viva

Rafael Santtos

Sobre Rafael Santtos

Rafael Santos, Belo Horizonte, 18 de abril de 1984, cristão desde 2012, sonhador, aventureiro, sanguíneo, exortador. E deseja dividir um pouco do que pensa através do Outras Fronteiras.

7 comentários sobre “Felicidade versus prazer

  1. Rafa, você definiu a felicidade como o hábito de pescar, por exemplo? Porque mesmo fazendo coisas que a gente sempre gosta podemos ser infelizes.
    No mais, interessante o que você falou sobre Esaú: realmente ele buscou o prazer momentâneo mas provavelmente não foi muito feliz, e podemos ser muito asssim, sei que sou muitas e muitas vezes.

  2. 😀
    Interessante, interessante… Vejamos os novos desdobramentos desse post na semana que vem…
    Legal você ter falado da sua vida e do que mudou a partir do momento que a sua perspectiva em relação a Deus mudou. Também me sinto assim.
    Eu tb certamente não quero ser como Esaú. Obrigada pela lembrança desse personagem…
    bjos!!!

  3. Sim Vidi, mesmo fazendo coisas que gostamos podemos ser extremamente infelizes. O que eu quis fazer foi tentar destacar a diferença entre o pequeno momento de prazer da felicidade, que para mim é algo praticamente constante.

    Pois é, isso tudo sempre me volta à mente e foi por isso que me lembrei. É um cuidado constante que devemos ter.

    abs. e bjo ana!

  4. Rafa,
    Achei muito bom o texto. A estrutura está boa e as analogias e argumentos que você usou para diferênciar felicidade e prazer foram bem interessantes.

    Abraço

  5. Muito bom,muito bom obrigado por nos dizer a diferença e que bom que vc se converteu,parabéns e continue nesse caminho tão maravilhoso que é o de Deus! :mrgreen:

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