Eu tenho você não tem

“Eu tenho, você não te-em”.

Imagem de Amostra do You Tube

Em uma frase, a síntese do comportamento infantil frente a coisas. A propaganda de 1992 que marcou muitas crianças anunciava a tesoura do Mickey e tinha como “par” a hipnótica igualmente marcante “Compre Baton”.

As crianças, coitadas, sofreram. São tão suscetíveis a este tipo de competição. Mas nós não, nós crescemos. Não precisamos nos comparar e certamente nunca diremos que temos algo e você não.

Nunca seremos tão pouco sutis quanto o garoto-propaganda da tesoura. As coisas na idade adulta são menos diretas. Jamais choraremos por não ter uma coisa e certamente não ostentaremos de forma clara.

Nas palavras de empresário francês da moda a respeito do objeto de desejo da brasileira: “qualquer coisa com uma logomarca bem nítida e que custe menos de 1.500 reais”.

Precisamos voltar ao menino que ouviu sobre a tesoura do Mickey e entender seus sentimentos, aceitá-los e, a partir disto, julgar: “Êpa, péra aí , não preciso desta maldita tesoura!”. Não preciso de um carro novo porque o vizinho/colega de trabalho/amigo comprou outro. Não preciso de um celular ainda mais novo. Não preciso…

Acredito que muito desta competição se relaciona ao fato de precisarmos de sermos amados. Preenchamos nosso vazio com Deus e com relações verdadeiras, não com tesouras de plástico que não cortam bem.

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