Eu estado

Não havia nada novo. Só mesmo esta mesmice repetindo os dias de veste nova, anunciando no calendário tratar-se de amanhã que ora se fazia hoje. Um agora de simplicidade tal, destes que não faz expectar nenhuma extraordinariedade, tão somente o que de costume se antecedera.

Mas dos dias que florescem em alvorecer, a felicidade cotidiana. Desta interioridade congênita, que liga o homem com a eternidade maravilhosa do dia comum. Que faz brotar a inquietude gostosa, aquela emotividade boba de endoalegria, como que alheia às circunstâncias vizinhas, ainda que justamente por elas fagulhadas. Eu estado.

Quando me faço agradecido. E assim, nessa ordem:; “então, eu me sinto feliz. E todas as estrelas riem docemente”.

O pequeno príncipe

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